
O futebol brasileiro, nesta quarta-feira à noite, se consagrou no mesmo estádio onde tinha ido para o brejo na Copa de 2014. Ou seja, os fatídicos 7 a 1 foram devidamente enterrados para sempre depois de o Brasil golear a Argentina por 3 a 0, em pleno Mineirão. Local era visto como “maldito” graças à goleada da Alemanha. Quis a roda da fortuna que os hermanos pagassem pelo que não fizeram. Em noite de gala, Neymar deixou o dele (o segundo) e engoliu o companheiro de Barcelona, o badalado Messi, mais perdido que um “perro” (cachorro em espanhol) em dia de mudança. Quem havia sido humilhado, agora humilhou. A seleção brasileira ficou na cômoda situação de estar apenas quatro pontos da classificação para a Copa da Rússia em 2018.
Um vareio de bola do começo ao fim da partida. Visitantes, a rigor, deram um chute a gol (de Biglia), espalmado pelo goleiro Alisson. Defesa de muito reflexo. Daí para frente, pobre deles. Veio uma arrancada de Neymar pela esquerda. Bola para Philippe Coutinho que, hábil e astuto, driblou para dentro e bateu no ângulo do goleiro Romero: 1 a 0. Susto e desespero nos portenhos. Inspirado, Gabriel Jesus percebeu Neymar livre pela esquerda. Camisa 10 dominou e fuzilou o coitado do Romero sem dó nem piedade no finalzinho do primeiro tempo: 2 a 0.
Na etapa final, o tal de Bauza mexeu e a Argentina piorou. Ficou bem mais confusa graças com mais atacantes do que defensores. Contra-golpes fatais da Canarinho e chances foram surgindo. Paulinho poderia ter marcado, mas Mascherano salvou em cima da linha. Na sequência, Renato Augusto (o melhor em campo) recuperou a bola pela direita e cruzou. Paulinho, na corrida, entrou como elemento surpresa (cansou causar assim no Corinthians) e meteu 3 a 0.
Argentinos começaram a bater muito. Brasileiros, então, tocaram a bola e o Mineirão gritou “olé, olé”, para irritar mais ainda os abatidos e desmoralizados oponentes. Neymar, Firmino e até Gabriel Jesus poderiam ter ampliado o placar. O árbitro chileno engoliu o apito em dois lances cruciais: no primeiro tempo, Messi cobrou falta; bola bateu no cotovelo de Neymar dentro da grande área. Pênalti. Na etapa final, Gabriel Jesus levou um cascudo na pequena área argentina. Outra penalidade. Nada marcado, tudo certo, e o desacreditado Brasil antes da chegada de Tite deixou o gramado aplaudido de pé com o passaporte para a próxima Copa nas mãos (ou seria nos pés?)
E tenho dito!
Chico, na segunda etapa o Paulinho deu até drible no Messi. Esse mundo está mudado…
Caro Chico, desculpa discordar, mas o 7 x 1 é eterno e jamais será sepultado… Essa desonra esportiva teremos de carregar até o tumulo, por culpa do Felipão, Parreira e alguns pobres coitados que se achavam craques (Dante, David Luiz, Fernandinho, Bernard, Fred etc.), além de parte da imprensa esportiva que os endeusavam….
Quem é bom já nasce feito.
Meus parabéns pelo comentário
Natael