
O São Paulo goleou o Corinthians por 4 a 0, neste sábado à noite, no Morumbi, e escapou do rebaixamento no Brasileirão em grande estilo (chegou a 45 pontos). O adversário, na verdade, parecia uma barata tonta em campo, assistindo ao desfile de Cueva (um gol e passe para os outros três). E de quem foi a culpa? Do juiz Claudio Francisco Lima e Silva, de Sergipe. Um cara grandalhão que deu um pênalti inexistente de Fagner em Kelvin. Bastou o são-paulino sentir a aproximação do corintiano e dobrou os joelhos. Daí para frente, desmoralizado, Timão perdeu o poder de reação e entregou-se à sorte.
Imaginem só a cabeça dos jogadores alvinegros. Começaram o ano com Tite, passaram duas vezes por Fábio Carille, outra por Cristóvão Borges e agora estão à mercê do técnico Oswaldo Oliveira. Quatro treinadores completamente diferentes, em estilo, treinos e capacidade de comando. O.O, por exemplo, jamais deveria ter entrado no 4-1-4-1 diante de um Tricolor precisando de vitória para escapar de vez do rebaixamento. Do outro lado, Ricardo Gomes quis mostrar ter sido a derrota de 1 a 0 para o América MG (o lanterna do campeonato, na segunda-feira) um mero acaso.
Gomes, por sua vez, aproveitou-se do favorecimento do apito e soltou o lacre. Cueva, aliás, marcou de cavadinha, no primeiro tempo. Até então nenhuma equipe havia chutado uma bola em gol. Nem Denis e muito menos Cássio fizeram uma defesa sequer. Na etapa final, o papo de vestiário do Corinthians deve ter sido um porre. Já o do São Paulo, um raio de luz. Donos da casa voltaram loucos para golear e conseguiram. Cueva, sem marcação, distribuiu passes para David Neres, Chavez e Luiz Araújo. Ficou fácil. Caídos, jogadores corintianos agrediram os tricolores com faltas fortes e duras. Com dor na consciência, árbitro sergipano deixou para lá e nem expulsou ninguém. Um cara de pau.
Festa no Morumbi. Crise no Parque São Jorge (técnica e administrativa). Enquanto isso, o tal Claudio Francisco sei lá das quantas continuará soprando a latinha como se fosse uma “língua de sogra”.
E assim caminha a mediocridade…
Aqui na minha cidade tem uma pimenta bem ardida, a “habanero”. Vai um pouco aí, Ardidão Lang ?
Aí dentro!