Por enquanto, são oito etapas na Europa e uma promessa de um campeonato ainda mais eletrizante

Nunca a F1 ficou tanto tempo entre uma corrida e outra desde que foi criada, em 1950. E a longa espera finalmente terá fim no próximo dia 5 de julho, com a primeira das oito etapas do novo calendário anunciado com o GP da Áustria, no circuito de Red Bull Ring.
A temporada 2020 terá duas etapas em finais de semana seguidos na pista localizada na bucólica cidade de Spielberg, e logo na semana seguinte, é a vez da Hungria receber a F1, no dia 19 de julho.
O que é interessante deste início que são três corridas onde tradicionalmente a Red Bull e em especial Max Verstappen costumam andar bem – venceram as corridas dos anos anteriores, por sinal. Será que isso colocaria pressão extra já no começo do campeonato na Mercedes de Lewis Hamilton e na Ferrari?
Fica a dúvida também na logística. Como será o novo pitstop? Hoje a Pirelli recomenda duas paradas em média por corrida – será que haverá mudanças como na Nascar, onde um limite de tempo foi criado para tirar pessoas da área de pit lane?
Por enquanto, são oito provas na Europa. Depois destas três pistas onde a Red Bull é favorita, vamos ter em agosto duas etapas seguidas em Silverstone, sendo a primeira válida como o tradicional GP da Inglaterra no dia 2 e a prova seguinte, no dia 9, como GP 70 anos da F1. O torcedor pode se perguntar, porque dois nomes para corridas no mesmo lugar? Elementar, meu caro leitor: são dois “eventos” diferentes e com isso duas entregas de patrocinadores diferentes.
A sexta etapa da F1 2020 será o GP da Espanha, em Barcelona, no dia 16 de agosto. Mantendo as mesmas datas, Spa-Francorchamps receberá o GP da Bélgica em 30 de agosto e o GP da Itália será no dia 6 de setembro em Monza. Este é o oitavo e último dos Grandes Prêmios já confirmados para a temporada 2020.
Um campeonato de oito etapas já seria válido como Mundial para coroar um campeão -e isso é uma ótima notícia. Mas como ficam as outras provas? Os Grandes Prêmios da Austrália, Holanda, Mônaco e França não serão disputados nesta temporada e devem retornar em 2021.
Depois de setembro, será a vez de ver a situação da pandemia do novo coronavírus na Ásia e nas Américas. As corridas do Bahrein, China, Vietnã, Azerbaijão e Canadá, que foram adiadas com o avanço do covid-19 pelo mundo, ainda estão sem novas datas.
Os Grandes Prêmios de Singapura, Rússia, Japão, EUA, México, Brasil e Abu Dhabi são os outros que ainda estão sob definição, seguindo por enquanto com suas datas originais.
Em todo caso, o fã já pode comemorar – a F1 está oficialmente de volta e a contagem regressiva para o primeiro dia de treinos começa hoje, com exatos um mês para o primeiro dia de atividades na pista no Red Bull Ring para o GP da Áustria 2020. Nos Estados Unidos, a Nascar já conseguiu fazer os torcedores matarem a saudade das corridas neste ano e no próximo sábado é a vez da Indy estrear seu campeonato no Texas.
Não é pouca coisa para um mundo que nem sabia se veria novamente carros disputando um GP tão cedo…
Calendário da F1 2020 com as 8 primeiras etapas:
5 de julho – GP da Áustria (Red Bull Ring)
12 de julho – GP da Áustria (Red Bull Ring)
19 de julho – GP da Hungria (Hungaroring)
2 de agosto – GP da Grã-Bretanha (Silverstone)
9 de agosto – GP do Aniversário de 70 anos da Fórmula 1 (Silverstone)
16 de agosto – GP da Espanha (Barcelona)
30 de agosto – GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
6 de setembro – GP da Itália (Monza)
