
A semana da F1 foi marcada por diversos lançamentos, mas o que todo mundo mais aguarda é saber mesmo se a Ferrari será capaz de lutar pelo título em 2020.
A equipe italiana apresentou seu novo carro para a temporada deste ano em cerimônia realizada no Teatro Valli, em Reggio Emilia, norte da Itália. Em busca de um novo título na categoria, a escuderia italiana não vence um Campeonato Mundial de Pilotos desde 2007, quando Kimi Raikkonen sagrou-se campeão. E lá se vão 13 anos…
Em 2020, os tifosi confiam no talento jovem de Charles Leclerc e a experiência de Sebastian Vettel para voltar a conquistar um título na principal categoria do automobilismo mundial. O problema é que, desde o novo regulamento dos motores híbridos, em 2014, a Mercedes se tornou imbatível, conquistando todos os campeonatos desde então.
Por isso, a esperança agora tem nome: SF1000, em uma homenagem aos 1000 Grandes Prêmios que a escuderia completará em 2020 na F1. Mesmo com um design bem parecido com o do ano passado, a máquina da Ferrari contará com um vermelho mais forte do que o anterior e com uma tipologia mais clássica.
Em busca de melhorar a aerodinâmica do carro, o grande destaque ficou com os apêndices aerodinâmicos próximos à tomada de ar do motor. “Há muito trabalho por trás do carro. Gostei muito. Já o vi antes e ver as diferenças em relação à aerodinâmica do ano passado é impressionante. Não é fácil, tudo está bem compacto”, diz Sebastian Vettel, alemão que está em sua sexta temporada com a equipe italiana.
Vale lembrar que, assim como a própria equipe, Vettel teve seus anos de glória nos quatro campeonatos conquistados na hegemonia da Red Bull, mas, também na nova era dos motores turbo e híbridos, desde 2014, suas chances de lutar pelo título foram bem reduzidas. A hora de reagir para o alemão é agora – bem como para a escuderia italiana.
Agora em sua segunda temporada com o time de Maranello, Charles Leclerc está empolgado com o desafio de levar a Ferrari de volta ao topo da Fórmula 1. “O foco da temporada é um pouco diferente. Conheço a equipe e também o carro, porque, ainda que seja novo, é uma evolução do carro do ano passado. Me sinto mais preparado para este ano, conheço o pessoal. É um grande desafio e mal posso esperar para entrar no carro”, diz Leclerc.
Em 2019, seu primeiro ano com a Ferrari, o monegasco conquistou sete poles e duas vitórias, sendo uma delas em Monza, quebrando o jejum do time italiano no GP, que os incomodava desde 2010 – o outro triunfo de Leclerc no ano foi na lendária pista de Spa Francorchamps, na Bélgica.
O fato de Leclerc ter assinado com o time para os próximos anos (ao contrário de Vettel), é um claro indicativo de que ele é a aposta dos italianos para o futuro. Isso traz segurança para o piloto não se preocupar no início da temporada, mas pode virar uma pressão extra ao jovem piloto pelo peso desta aposta – afinal, em 2019, Leclerc era um “franco atirador”.
As respostas começam a ser dadas na pré-temporada da F1, que começa já na próxima quarta-feira, em Barcelona, onde também será realizada entre os dias 26 e 28 deste mês. Só que, no ano passado, o time italiano foi bem nos testes na Catalunha e decepcionou logo na primeira corrida do ano, na Austrália. Será que 2020 será o ano da reação ferrarista?
