A grande revolução da F1 será em 2021

Hamilton e Leclerc no GP do Brasil – Foto: Wolfgang Wilhelm/ Mercedes

O final do campeonato de 2019 da F1 parece despertar poucas atenções. O GP de Abu Dhabi neste final de semana traz atrativos menos relevantes em termos de campeonato. Relevantes para a torcida, claro, já que para pilotos e equipes uma posição a mais no Mundial de Construtores pode render mais de 10 milhões de dólares extras no caixa do ano seguinte.

Com o hexacampeonato de Lewis Hamilton garantido com a Mercedes e em uma pista que tradicionalmente traz poucas surpresas, a expectativa para a etapa final do Mundial realmente não empolga os fãs. Então já estão todos com a cabeça em 2020? Eu diria que não: acho que o pensamento geral já está focando mesmo é em 2021.

Isso porque a maioria das notícias envolvendo esta futura temporada dão indícios que a categoria pode passar por sua maior revolução nos últimos anos. A começar pelo regulamento, com um carro que vai permitir muito mais ultrapassagens na pista, sem necessitar do uso da asa móvel (DRS).

Também chama a atenção uma F1 mais preocupada com o equilíbrio do campeonato, com teto orçamentário para dar mais chances para as equipes médias e pequenas. Vale lembrar que nos últimos anos a categoria viu a F1 A conter apenas três times, com Mercedes, Ferrari e Red Bull, enquanto a F1 B representava todas as outras sete equipes.

A diferença de performance entre estas duas “divisões” é tamanha que a McLaren comemorou a quarta colocação no mundial de construtores (garantida com o pódio de Carlos Sainz em Interlagos) como se fosse mesmo um título.

Uma notícia que mexeu com o paddock da F1 nesta semana foi a confirmação de que a japonesa Honda seguirá fornecendo motores na categoria, para as equipes Red Bull e Toro Rosso (que passa a se chamar AlphaTauri em 2020).

A maioria dos contratos da categoria se encerram no ano que vem, então o mercado de pilotos também será ainda mais agitado – Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e outras estrelas podem protagonizar uma dança das cadeiras mais radical, até porque tradicionalmente a hierarquia das equipes muda bastante com uma mudança tão grande de regulamento como a que haverá em 2021.

Basta ver que na ultima mudança, em 2014, com a entrada dos novos motores turbo e híbridos, a Red Bull viu seu domínio dar lugar ao monopólio de títulos da Mercedes. Será que a revolução prometida com a nova F1 verá algo semelhante?

É normal no final de temporada a gente estar com grande expectativa pelo Ano Novo. Mas, no caso da F1, esta ansiedade é pelo ano de 2021 mesmo…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *