A Noite dos Meninos

Endrick marcou primeiros gols como profissional (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

O Verdão perdia por 1 a 0 para o Furacão, na Baixada quando o menino Endrick, de 16 anos de idade entrou em campo pela primeira vez com 45 minutos à disposição pra fazer valer seu futebol incomum.

Entrou, fez dois gols e garantiu a virada verde que se completou com o terceiro de Gustavo Gomez.

Fico aqui só imaginando se Abel não tivesse retardado tanto o aproveitamento do garoto entre os titulares, pois desde os 15 anos, Endrick já emitia sinais claros de que está fadado a ser um craque de primeira linha do futebol mundial.

Não tenho dúvidas que, se assim fosse, ele estaria hoje nas cogitações de Tite para a próxima Copa do Mundo.

Mas, esta noite de terça também estava aberta para novos talentos, como, por exemplo, o menino Ângelo, do Santos que enfrentou o Flamengo, no Maracanã.

Desde que Orlando Ribeiro assumiu a direção técnica do Santos, Ângelo virou titular absoluto e passou a desenvolver na plenitude seu futebol feito de dribles e investidas prodigiosas, como aquela em que ele passou por três adversários e serviu Marcos Leonardo que perde na cara do gol.

E que dizer de Pedro, autor do gol de abertura do Fla, de letra, aproveitando cruzamento da direita?

Bem, nenhuma surpresa ao longo da história do nosso futebol, o maior celeiro de craques do mundo desde sempre. Pena que não possamos manter esses meninos por aqui tempo suficiente para usufruirmos de suas artes por incúria dos nossos cartolas, esses reféns das mais retrógadas ideias de gestão.

 

7 comentários

  1. Prezado Helena Jr!
    Como você como sempre bem previu (e eu desconfiei, porque gato escaldado tem medo de água fria), o Palmeiras parece que não pode mais tropeçar em nada, nem em si mesmo.
    A Taça do Brasileiro está já sendo polida para a exposição no depósito da Água Branca abarrotado de títulos.
    O que eu queria observar é que não compreendo porque o Abel Ferreira esperou até o fim da temporada para acionar o caça de guerra Endrick.
    É verdade que ele não pôde assinar o contrato profissional antes de julho, mas mesmo com o contrato de base ele poderia já ter jogado desde o início da temporada e teria ajudado o Verdão muito mais, com ele a Copa Brasil e quem sabe até a Libertadores poderiam ter sido ensacadas também. Agora ele está aí explodindo e o Barcelona mais o Manchester United, o Bayern de Munique, logo mais o Real Madrid, todos estão já sobrevoando o Parque Antártica, como fizeram com o Gabriel Jesus, e em alguns meses o garoto desaparece.
    O fato é que o ataque do Palmeiras nunca foi carne, nem peixe. Bons atacantes, como o Lucas Lima (excelente, mas irregular), o William (também excelente, mas lesionado, acabou não rendendo o que devia), o Deyverson (rápido no ataque, mas mais rápido ainda nas besteiras que dizia, nas expulsões), todos inconsistentes, todos foram embora. Os de agora também não são ruins, mas pecam da mesma forma. O Dudu, uma legenda, mas com problemas pessoais teve que sair do plantel, voltou bem, mas correndo atrás da forma, o Rony, um foguete, mas também com lesões que o impedem de ser regular. Os gringos são bons, tanto no ataque como na defesa, porém se adaptam em câmera lenta. Por isso tudo a hesitação em usar o Endrick é incompreensível.
    Teria sido muito melhor hesitar na venda do Gustavo Scarpa e apressar o acionamento do Endrick, mesmo porque não vão conseguir segurá-lo muito tempo antes de ele partir para a Europa.
    Saudações aos Campeões, MEMIL

  2. Me perdoe, mas a ida para a Europa nada tem a ver com INCÚRIA, dominante no futebol brasileiro, e sim com dinheiro. Os mais ricos podem sempre comprar o que é melhor e, infelizmente, nós estamos em um País mais pobre e, portanto, tendo um futebol mais pobre, com menor capacidade de reter ou comprar craques.
    Simples assim…

  3. Esse jovem jogador passou pelo Corinthians e mais tempo ainda no SPFC que por muita incompetência perdeu para o Palmeiras justamente por negar uma ajuda para seus familiares.

  4. Olha Luedalli, eu não vejo o problema apenas como dinheiro, concordo contigo que a situação mais complexa do que podemos discutir aqui. Até os treinadores saem do Brasil, jogadores ainda mais. Aqui temos uma mentalidade de querermos resultados imediatos. Jogadores que trocam de clube internamente e não se adaptam em 24 horas, são devolvidos em três meses ou encostados. Na Europa existe muito mais respeito pelo fator humano, melhor assistência médica dos clubes, mais chances para os jogadores (e, obviamente, mais dinheiro também). No final, entretanto, acaba tudo no dinheiro, porque o nível melhor no exterior custa mais dinheiro, que aqui não temos. Portanto, o Brasil continuará ficando com os bagulhos, craque aqui só aparece para ser vendido. A prova de que não se trata apenas de dinheiro você vê nos jogadores que após o final da carreira não voltam mais, ficam lá mesmo porque o nível da vida é melhor, para eles e para a família.

  5. Me “metendo” na conversa entre o Memil e o luedalli, eu posso tentar explicar porque somos um país mais pobre e não temos condições de competir com os clubes europeus: O Lula no primeiro turno teve 95 milhões de votos! Preciso falar mais alguma coisa?

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