Passeio no Parque virou maratona

Foto: Cesar Greco

Era o confronto entre os extremos – o líder Palmeiras contra o lanterna Juventude. Só poderia ser um passeio no Parque, ainda mais com aquela multidão entusiasmada animando o Verdão.

Na verdade foi mesmo um passeio do Verdão, que dominou o jogo de cabo a rabo, criou, pelo menos, meia dúzia de chances claras (aquelas perdidas por Dudu e Gustavo Gomez no primeiro tempo, então, valha-me Deus!). E, antes mesmo de meio minuto no segundo tempo Marcos Rocha mete uma bola mágica pra Rony abrir a contagem.

Eis, porém, que numa das raríssimas vezes em que o Juventude ultrapassou a linha central, gol de Paredes, fruto de trapalhada dos beques e goleiro verdes.

A partir daí, o passeio transformou-se numa minimaratona. Afinal, mais um empate? Não!

E olhaí o Flu que pouco antes somara mais três pontos, retirando o artilheiro Cano da seca e retomando o terceiro lugar, meu!

Bastou, porém, Abel colocar seu ataque no devido lugar, com Dudu pela direita, Rony no centro do ataque e Tabata na esquerda para que o Palmeiras voltasse a pressionar mais organizado e incisivo, o que acabou resultando no gol de vitória em finalização de cabeça de Zé Rafael que repicou no ombro de Murilo antes de ir às redes gaúchas.

Assim, o Verdão segue disparado à frente dos demais no Brasileirão, última chamada para a conquista de um título importante neste ano.

 

 

Um comentário

  1. Prezado Helena Jr, naturalmente suas ilações são em geral procedentes. No teu ponto final tenho entretanto que discordar. Nem tudo o que brilha é ouro. O disparo do Palmeiras na tabela, faltando ainda uma quantidade de rodadas, é tão ilusório como a grande disparada na Libertadores que acabou no tropeço diante da brigada de Felipe Scolari, e também tão ilusório como sonhos de Copa Brasil, de Mundial, e disto e daquilo. No momento o Palmeiras vai sendo empurrado pela enxurrada. Logicamente os pontos são apetitosos, e podem ajudar a manter a pole position, mas falar de disparo na tabela é como falar de céu ensolarado pela manhã com perigo de tempestade à tarde. No momento (e isto eu predisse já há várias rodadas) a maior vantagem do Palmeiras é o futebol diletante dos concorrentes, além da orgia canibalística que consome treinadores sucessivos, apenas porque não apresentam resultados repentinos. Neste ponto o Palmeiras age corretamente preservando o Abel Ferreira (que já provou entender do ofício e é o último culpado pela temporada já fraca), independentemente dos tropeços do time. Assim vejamos a realidade como ela é: se o Palmeiras ganhar este Brasileiro, vamos todos nos ajoelhar e agradecer a Deus, que seria o único responsável pelo ganho do título.

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