Quando o Brasileirão A vira B

Foto: Cesar Greco/SEP

O Palmeiras parece estar revestido daquela capa protetora, invisível, que o preserva intacto diante de eventuais insucessos. Sábado, agora, perdia por 2 a 0 do Bragantino, e, mesmo jogando pro gasto com seu time reserva, foi lá e buscou o empate.

Era a grande chance para seus principais perseguidores – Flamengo, Flu e Corinthians – darem um passo à frente na direção da liderança. Que nada! Foi como uma das velhas comédias da Keystone, onde os guardinhas, em desabalada carreira perseguem Buster Keaton, e, de repente desabam no chão, um a um, em seguida.

Começou com o Flu perdendo para o Furacão, seguido do Fla empatando com o Ceará num Maracanã lotado, e encerrando com o Corinthians, em Itaquera, ao esbarrar no Inter por 2 a 2.

Foi como se não houvesse rodada neste fim-de-semana.

Os amigos e amigas dirão que, afinal, todos eles, com exceção do Flu, jogaram com seus reservas, embora Fla e Palmeiras recorressem a alguns titulares essenciais no segundo tempo. É verdade. O que demonstra que o Brasileirão, diante das demais competições que entopem este insano calendário, passou a ser Série B no cenário geral.

No caso do Corinthians diante do Inter, mais uma vez ficou evidente que esse time só consegue jogar um futebol mais adequado à sua gloriosa história quando Renato Augusto está em campo. Caso contrário, é um grupo de esforçados rapazes que passam o tempo todo tentando entender-se com essa misteriosa entidade chamada bola. Com pouco êxito, diga-se.

Enfim…

3 comentários

  1. Essa capa protetora que está revestindo o Palmeiras não é tão invisível assim, já que ela se materializa na displicência de seus adversários, que estão dando sopa para o azar.

  2. kkkkkkkkkk….interessante. Essa minha gostosa gargalhada se originou na coincidência de que um pouco antes de ler os comentários do mestre, eu acabara de assistir a um filme no Youtube, o clássico “Marinheiro Por Descuido”, dirigido pelo Buster Keaton, citado no comentário. Que coisa, não?

  3. Prezado Helena Jr. As críticas que tenho feito ao Palmeiras ultimamente são justas e merecidas. O outro lado da medalha é que (e não seria a primeira vez) o time possivelmente campeão do Brasileiro deste ano, se for o Palmeiras, vai acabar sendo condenado ao título pela incompetência geral dos adversários (a velha dita, cego de um olho em terra de cegos acaba virando rei). Este Palmeiras de hoje está longe daquele do ano passado, não está lutando pela pole position porém está sendo jogado para a frente com os detrás batendo em seu para-choque traseiro. Escorregou na Taça, está em perigo de escorregar na Libertadores amanhã em casa, e está patinando com todo mundo no Brasileiro. Razão tem você, na verdade vivemos uma América do Sul de Campeonatos B. Tudo é B. Na Taça e na Libertadores não se vê claramente a letra B, porque o desnível entre o clubes é tão grande, que antes de se perceber a farsa, o torneio já acabou, enquanto no Brasileiro todos são obrigados a dançar na platéia 38 vezes. Com uma distancia desta você pode maquiar a noiva como quiser, no fim a maquiagem cai e todo mundo vê o gato dentro do saco.

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