Verdão no seu devido lugar. E o Tricolor? O mesmo do mesmo

Rony marcou dois na vitória do Palmeiras (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

Finalmente o Verdão saltou para a liderança isolada, lugar que lhe era devido, diga-se, num movimento elegante e eficiente, ao golear o Botafogo no Parque por 4 a 0.

Pouco, pois basta dizer que, aos 32 minutos de bola rolando, o Palmeiras já vencia por 3 a 0 e perdera dois gols feitos com Dudu – um, no poste; outro, defendida pelo goleiro à queima-roupa.

Os gols verdes  foram surgindo assim, naturalmente, frutos de um jogo ofensivo e envolvente dos donos da casa: logo aos 11 minutos, Marcos Rocha enfia para Scarpa que rola para Rony completar; aos 17, foi a vez de Scarpa, o senhor da partida, que, aos 32 coloca a bola na cabeça de Rony, em cobrança de corner – 3 a 0.

No segundo tempo, o Verdão maneirou, mas não tanto que o impedisse de fechar o placar com chave de ouro, num golaço de Wesley: quatro pedaladas e bola no ângulo.

Nada mis merecedor para o time que vem praticando o melhor jogo neste campeonato em que o Galo acaba de vacilar diante do Flu de Diniz, no jogo mais divertido do ano, que terminou com oito gols, cinco do Flu.

Já o Tricolor daqui repetiu o roteiro habitual

Foi a Curitiba e cumpriu um primeiro tempo exemplar, já abrindo a contagem aos 5 minutos, com Calleri, claro, aproveitando cruzamento de Reinaldo,

O mesmo Calleri que poderia ter ampliado o placar, em seguida. Mas, o São Paulo esbarrou na imprecisão final ou em pequenos detalhes nas jogadas decisivas.

Deu-se, então, o corriqueiro, no segundo tempo: o Coxa partiu pra cima e logo aos 13 minutos empatou com Alef Manga e o São Paulo não soube como desfazer o embaraço, embora não chegasse a ser tão desastroso como das vezes anteriores.

E assim o Brasleirão vai tomando a forma mais convencional, dentro das circunstâncias de um futebol carente de imaginação e ousadia, com esta ou aquela exceção.

5 comentários

  1. Só lembrando ao mestre que o Wesley deu 8 pedaladas em cima do zagueiro e não 4., para fazer um gol histórico. Agora, falando em gols, o Calleri me lembra o oportunismo que tinha o Serginho Chulapa na época de ouro do São Paulo. Como joga esse cara, hein Helena? O homem fede a gol !

  2. Bem lembrado, Helena Jr, as pedaladas do Wesley pareciam de bicicleta elétrica, e que além disto ele ainda faturou o gol, vai ficar no currículo dele. Como diz um velho ditado: “não se deve louvar o dia antes de chegar a noite”, mesmo porque este Brasileiro é mais do que nunca uma matilha de 20 caninos esfomeados correndo todos atrás de um único osso, que não pode ser dividido, e atrás do Verdão estão vários cães colados no pára-choque esmeraldino. O que observo este ano, diferentemente do ano passado, onde o Palmeiras logo se desprendeu do Brasileiro e se concentrou na Libertadores, é que o plantel está mais enxuto, e disputando mais a bola. Portanto, que ninguém se surpreenda, se no final der Verdão. Além de que os adversários clássicos (Flamengo, Atlético e mais um ou outro gato pingado) estão pisando na bola e tornando o trabalho mais fácil para o Palmeiras.

  3. Ontem eu não quis assistir os 90 minutos. Deixei para assistir os melhores momentos depois do jogo. Fiquei sem dormir. Demorou mais para passar os melhores momentos do que o jogo completo.

  4. Há um abismo que separa o Palmeiras de outros times brasileiro no momento. Enquanto seus rivais enfrentam vários tipos de problemas em suas equipes, o verdão vai caminhando tranquilo: é líder isolado do Brasileirão, dono da melhor defesa e do melhor ataque do campeonato e invicto a 16 partidas na temporada, isso sem contar que ainda está vivo na Copa do Brasil e na Copa Libertadores. Se deixarem, o verdão vai “abiscoitar” mais um ou dois títulos esse ano e é o time a ser batido ( e a parada é indigesta porque o alviverde da Água Branca está jogando no “automático”!)

  5. Correto Plínio!
    Não apenas os números (o Palmeiras está esbanjando dados) mas também o comportamento dos outros clubes explica o problema. Veja a situação trágica do Flamengo, vai queimando um treinador após o outro. Vários bons treinadores foram executados, agora sacrificaram o Paulo Souza que é um treinador excelente e chamaram o Dorival Júnior pelo quinta-vez. Se o Dorival Jr. é bom para o Flamengo, porque o mandaram embora nas outras vezes?
    A resposta é simples e vale para todos os outros clubes: Porque a cortalagem, quando o time não produz resultados, quer tirar o rabo da reta e necessita um culpado. Mandar todo o time embora não é fácil porque custa muito dinheiro, por isso mandam o técnico embora. Na verdade, o Paulo Souza é um treinador da escola moderna, com toda possibilidade de efetuar um bom trabalho como o Abel Ferreira no Palmeiras. O Abel também tropeçou no início, mas a diretoria deu-lhe um crédito e o deixou trabalhar. O Palmeiras no início também perdeu pontos e títulos importantes, mas foi se alinhando. O importante não é treinador que produza resultados urgentes, porém que possa formar um time e se firmar com o tempo. Gostaria de apostar aqui que o Dorival Jr. não termina este ano no Flamengo! Ganho com certeza, porque a mentalidade do Flamengo é igual a do Corinthians, São Paulo, Internacional, Grêmio. Ou ganha jogos, ou o treinador (não importa quem seja) é catapultado, como se a torcida fosse composta de idiotas que não percebem a manobra dos cartolas.

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