Tricolor, ok. Peixe, out

Time de Ceni venceu Jorge Wilstermann na Bolívia (Foto: Divulgação/Rubens Chiri)

O São Paulo foi a Cochabamba e voltou pisando com coxa firme na Sul-Americana, apoiado na vitória por 3 a 1 sobre o Jorge Wilstermann. E aqui o amigo me permita um pequeno mas indignado tour turístico sobre a pronúncia generalizada do time boliviano.

Ao rebanho colonizado brazuca basta espiar um W ou um Y e logo vai adotando a pronúncia do Império. E a coisa se dissemina de tal maneira que vão às favas, num piparote, o correto e a função do jornalista que é contribuir também para o linguajar do nosso povo.

Wilstermann, amigo e amiga, é uma expressão alemã, referente a uma região daquele país, adotado como sobrenome da família do Jorge, sei lá quando. O clube em questão é da Bolívia, país que fala a língua espanhola.

Pois bem: tanto em alemão quanto em espanhol, pronuncia-se o W como V – Vilstermann, portanto. Porém, o rebanho que toma cerveja no gargalo da garrafa, levanta o dedo médio pra mandar o desafeto àquele lugar, só assobia rock e punk, tunk, funk, veste bermudão e boné de beisebol de lado, quer falar inglês antes de aprender português, tudo aquilo que vê nas séries de tv americana, prefere repetir o W como o fazem os americanos, algo semelhante ao nosso U.

Mas, quando se trata de pronunciar nomes e palavras em espanhol ou italiano, duas línguas irmãs à nossa, não conseguem distinguir o Z do S, não sabem que o som de J nos dois LLs do espanhol só sobrevive entre argentinos e uruguaios, pois no resto do mundo hispânico os dois LLs ou é o nosso LH ou o I, simplesmente.

Mas, chega desse papo inútil, pois o que prevalece mesmo é a ignorância por todos os lados da nossa sociedade.

E tratemos da bola rolando nos gramados da Sul-Americana.

Nesse assunto, o Tricolor foi mais sábio e fluente do que o Santos.

Sim, porque, mesmo com seu time misto e sem o artilheiro Calleri,  jogou melhor do que o Wilstermann, um clube em crise e um time frágil, e logo abriu a contagem com Igor Gomes, aos 22 do primeiro tempo, em jogada bem tramada no ataque.

Mas, dez minutos depois, sofreu o empate – pênalti de Arboleda que Osorio converteu. No entanto, foram as entradas de Rigoni e Marquinhos no lugar de Sara, que saiu machucado, o mote para o Tricolor, na segunda etapa que fez do São Paulo um time mais incisivo.

Vieram, então, o pênalti em Eder que Reinaldo faturou e aquela jogada individual de Marquinhos, descambando da direita para o meio de onde disparou a canhota fatal.

Assim, o Tricolor vai se dando muito bem na Sul-Americana, com razoáveis expectativas no Brasileirão.

Já o Santos empacou no Chile, diante do La Calera.

Até que começou bem, com Angulo abrindo a contagem aos 10 minutos de bola rolando. Mas, logo foi declinando, permitindo o empate com Valencia.

No segundo tempo, os chilenos foram mais ativos e o Peixe acabou festejando o empate, melhor do que a derrota que se insinuava nos minutos finais.

PS: O título é pura ironia, tá?

3 comentários

  1. Por enquanto o tricolor vai muito bem na Sul-americana, que a bem da verdade é a segunda divisão da Libertadores, E o Santos, hein, continua o mesmo: ora vai bem, ora vai mal, angustiando seu já tão sofrido torcedor. Mas como a Esperança é a última que morre (infeliz daquele que tem uma sogra com esse nome!) , uma hora as coisas devem melhorar lá pelos lado da baixada

  2. Mestre
    Em inglês o doble U ou seja dois us tudo que tem o W é pronunciado com U Ex: Uoshinton, Uoter, Uiling etc. já o alemão é igual a dos VV tipo Volkswagen carroça do povo ou carro do povo, Vilstermann e tudo que tiver W no alemão leia-se V. Os alemães quando falam inglês usam o W como V e soa muito engraçado, tipo Work vira vork, wife vife e por ai afora. Nossa língua é simbólica vem dos passarinhos das pirâmides do Egito e é muito fácil fazer metáforas tipo. Passarinho que come pedra sabe o traseiro que tem, a propósitos eles comem areia para ajudar a quebrar os alimentos e ajudar na digestão. O inglês e o alemão são línguas DESCRITIVAS quando se fala está se descrevendo uma situação o direito é o do uso e costumes o nosso é dos romanos. Como nossa língua é simbólica da muita abertura para interpretação, já a lei do uso e costumes não tem tanta abertura para interpretações essa é a principal dificuldade para nós aprendermos o inglês e o alemão. Espero ter elucidado algumas dúvidas. Quanto ao futebol hoje em dia o grande vilão e o emocional que ganha e perde muitos jogos a geração do mimimi é fraca não sabe driblar e fica tocando passes previsíveis de um lado para o outro ninguém desequilibra com uma jogada pessoal. É um tal de tocar pra lá e pra cá sem fim tanto aqui como na Europa. Dá dó de ver esses caras jogar muito fraquinhos o futebol já não é mais aquele, como diria em meu tempo: Pau nas costas dele. Hoje o físico se impõe, a técnica desapareceu e surgiu os salvadores da pátria os técnicos com suas táticas medrosas e defensivas e assim a mediocridade impera!

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