
Até o ex-presidente Lula, corintiano ilustre, acha que seu clube não deve trazer um técnico estrangeiro.
Concordo. Não por eventual jacobinismo, mas porque, sobretudo, o foco dos cartolas brasileiros tem sido o futebol português, baseado no sucesso recente de Jesus no Flamengo e de Abel no Palmeiras. Sucessos distintos, diga-se: um, por força não só dos resultados, mas, sobretudo, do desempenho mágico do time da Gávea; outro, somente pelos resultados, nunca pelas performances do Verdão.
Muitos outros por aqui passaram e nem mesmo esquentaram o banco.
Contudo, se o amigo espiar os jogos do campeonato português, verá que os técnicos de lá não se diferenciam dos de que cá em nada. Jogam no mesmo estilo desgracioso e pouco efetivo que presenciamos no atual futebol brasileiro.
Embora produzindo excelentes jogadores – todos jogando nos centros mais evoluídos da Europa (Inglaterra, sobretudo) – do ponto de vista meramente tático-estratégico, os técnicos lusos nada acrescentam de novo, ao contrário, por exemplo, do alemão Klopp, do Liverpool, do holandês Ten Hag, do Ajax, d espanhol Xavi, agora processando o renascimento do Barça, muito menos do catalão Guardiola.
A propósito, ainda nesta terça, pela Liga dos Campeões, o City, campeão inglês, meteu 5 a 0 no campeão português, em Lisboa, fora o baile, A diferença de concepção de jogo é simplesmente brutal.
E, não se trata apenas da maior capacidade de investimentos do futebol inglês em relação aos demais. Pegue como exemplo o Ajax, de reduzido poder econômico, que, contudo, sempre adotou um estilo moderno (ou eterno) de jogar pra frente e assim segue com êxito no plano europeu.
Voltando, pois, ao Corinthians, vou além: se não puder contratar o Cuca, tantas vezes vitorioso em outros clubes sem ser um desses jovens estudiosos tão decantados em vão por boa parte de nossa crônica esportiva, vou além: a não ser que sobrevenha alguma catástrofe pela frente, que se efetive esse interino Lázaro.
Modesto, barato (o que é muito importante para um clube escangalhado em suas finanças) e capaz de executar esse modelo de jogo ditado pelo técnica e experiência de seus principais jogadores.
O treinador que chega a peso de ouro, badalado pela imprensa, já está viciado neste ou naquele sistema de jogo, decidido a imprimir suas próprias digitais no time. É do que menos precisa esse Timão atual. As digitais a serem impressas ficam por conta de Fagner, Fábio Santos, Renato Augusto, William, Giuliano, Paulinho, Roger Guedes e Jô. Eles sabem bem como se distribuir em campo e só precisam de rodagem, junto, pra atingir a fluência de jogo necessária que coloque esse Corinthians entre os seus três principais rivais brasileiros – Flamengo, Palmeiras e Galo.
Aliás, desde tempos remotos, o Corinthians já viveu ótimas experiências nesse sentido.
Basta lembrar de Rato, ex-craque dos anos 20, então auxiliar-técnico, que assumiu o time titular em 1951, quando o Corinthians completava dez anos de fila. Acabou formando um dos maiores times alvinegros da história, aquele de Idário, Goiano e Roberto, Cláudio, Luisinho, Baltazar Carbone e Jackson. quebrou a longa série de fracassos e ainda acumulou um bi, em 52.
Mais recentemente, tivemos o exemplo de Carille,
Logo, não seria nem novidade, nem um absurdo, o prosseguimento com Lázaro.
Mas, sacumé… A Fiel… Ora, a Fiel que assim o seja: fiel ao seu time, estimulando-o nas horas boas e nas más, em vez de seguir o roteiro das redes sociais que costumam levar nossa gente aos caminhos mais trevosos, como estamos trilhando ainda agora.
Dessa feita: Sem comentários.
concordo o lazaro tem bom sensso sabe escalar sabe trocar melhor impossivel
ate segunda ordem ou seja formar panelinha e escalar queridinhos e nao por desempenho
Perfeito mestre!! Concordo em gênero número e grau. Só trocaria o preparador de goleiros . E deixa os lusos pra lá que aqui é terrão, povão e zona leste.