
Dois gols de ouro. Duas trajetórias exemplares, ligando pontos significativos na história do nosso futebol.
O primeiro liga o passado ao futuro, naquela bola cruzada pelo inestimável veterano Daniel Alves ao jovem Matheus Cunha, que, no meio de três defensores espanhóis, deixa a bichinha escorrer pelo peito até o pé direito, de onde parte o tiro certeiro.
Há tempos tô de olho nesse rapaz, um centroavante de rara técnica e muito poder de fogo. Carinha pra vestir a 9 da Seleção de Tite a partir de agora, já.
O outro gol assinala para o óbvio tão desprezado pela maioria de nossos treinadores: a grande vantagem de, num futebol congestionado pelo meio, o time ter dois ponteiros de fato, não o tal meia deslocado: Antony, de um lado lança Malcon de outro – gol da vitória na prorrogação.
Até então, ao longo do torneio Malcon só entrava no time no lugar de Antony, elas por elas.
O jogo em si não foi fácil. Aliás, como de resto, ao longo de toda a Olimpíada.
Os espanhóis tocaram a bola com mais ciência durante o primeiro tempo e o Brasil foi mais incisivo, no segundo.
Perdemos um pênalti, com Richarlison, que chutou por cima, e eles meteram duas bolas nas nossas traves, além do gol de Oyazarbal, na segunda fase do tempo normal.
Mas, na prorrogação, melhoramos e, no fim das contas, levamos o merecido ouro.
NA LINHA DO GOL
Falando em caminhos a serem percorridos, qual acabará sendo o de Messi? O maior jogador de futebol do século, que passou a vida toda no Barça, desde os 12 anos de idade, está numa encruzilhada: segue para a França, a fim de se juntar a seu amigo do peito Neymar, a M’Bappé e seu parceiro de Seleção Argentina, Di Maria, ou vai para a Inglaterra, reencontrar-se com Guardiola e um City mágico, onde atuaria ao lado de De Bruyne, o maior meia-armador do planeta neste momento?
Qualquer das duas alternativas será um colírio para os olhos dos amantes do futebol, sem dúvida. E uma lágrima amarga em cada catalão vivo (e morto).
Helena, falem por aí o que quiserem. Penta mundial e Bi olímpico. Nosso futebol continua sendo o melhor do mundo. Os 7 a 1 em 2014 foi acidente.
E técnicos do Brasil, prestem atenção, todos os títulos do Brasil tem pelo menos um jogador do São Paulo convocado. Um pouquinho de superstição não faz mal, não é Tite?
Parabéns ao futebol brasileiro, que apesar de tudo continua dando as cartas no futebol mundial. Agora, sobre o Messi, dificilmente ele reeditara a mesma qualidade do seu futebol apresentado na Espanha até hoje, Seja em que país for, os fatores serão bem diferentes, e mesmo pq já não é nenhum jovem. Olha, o Messi deveria parar agora, mesmo porque não precisa mais do futebol pra viver, para manter o status de ser uns dos melhores jogadores de futebol que surgiu no planeta , já que se não manter o mesmo futebol q o consagrou no Barça, a tendência é ser “detonado” , não só pela imprensa mundial, como por torcedores rivais espalhados pelo mundo. Mas enfim, sou fã desse jogador e desejo a ele toda sorte do mundo em seu “provável”novo clube