Abel e Crespo, o enigma do 3

Foto: Divulgação/Cesar Greco

O que Abel Ferreira e Crespo têm em comum?

Claro, essa modinha retrô de armarem suas equipes no sistema com três zagueiros, truque que retira de campo um jogador mais hábil, seja no meio de campo, seja no ataque, em favor de outro menos qualificado nesse aspecto. Ou alguém aí vai me dizer que um zagueiro por formação é mais hábil do que um meia ou um atacante?

Ambos, aliás, já tiveram oportunidade de verificar que seus respectivos times melhoram seus desempenhos sempre que, durante as partidas, desfazem esse malfeito.

Na noite de quarta, quando Palmeiras e São Paulo tropeçaram diante de RB e Cuiabá, esse fenômeno se repetiu mais uma vez.

O Palmeiras melhorou, sob o comando de Scarpa, mas levou o terceiro gol de Ytalo quando exercia certa pressão sobre o adversário, não à toa o líder do Brasileirão. Assim como o Tricolor, no empate por 2 a 2 com o Cuiabá.

A grande diferença entre ambos, está, além da diferença de comportamento de cada um, está no poderio técnico dos elencos. O Palmeiras, possui uma soma de titulares e reservas muito superior a do Tricolor, isso é flagrante e indiscutível. É o que justifica o fato de o Verdão permanecer na zona da Libertadores, enquanto o São Paulo flerta com o descenso nestas primeiras rodadas do Brasileirão.

E aqui entra a questão do comportamento de cada um diante dos eventuais fracassos.

Enquanto Crespo tenta justificar esses insucessos atribuindo-os à má sorte ou a desempenhos incompatíveis com o valor de seu time, Abel lastima  a ausência de reforços para um elenco obviamente bem fornido, diante da realidade do nosso futebol, e segue escalando laterais como pontas, enquanto deixa pontas de alta eficiência no banco. Exemplo: Marcos Rocha no lugar de Rony e cia. bela.

Abel, de fato, tem se revelado um moço ainda imaturo para encarar a realidade de seus próprios equívocos, buscando justificativas dentro do que de melhor dispõe, ou seja, um número de jogadores de nível superior aos demais competidores, com exceção, claro, do Flamengo.

Seria apenas imaturidade, expressa nas costumeiras atitudes do treinador português, ou um ardil, até mesmo inconsciente, de forçar uma volta à terrinha, aquela onde foi semeada a palavra sem correspondência em nenhum outro idioma – saudade?

É a dúvida levantada nas redes sociais e até mesmo entre comunicadores oficiais.

De qualquer forma, vagueia no ar uma forte desconfiança que esse será o desfecho em breve dessa questão.

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

 

2 comentários

  1. O Abel chegou ao Palmeiras , pegou um esquema bem montado pelo Cebola e manteve assim até ganhar 2 campeonatos e ai começou a inventar seu esquema mirabolante, com três zagueiros, dois laterais na msm posição e bico prá frente tentando acionar os atacantes para surpreender os adversários, que já aprenderam como anular o ataque verde, e com isso o time está caindo de produção,sem padrão de jogo, já perdeu quatro títulos e é um serio candidato, junto com o Corinthians e o São Paulo, a não ir para a Libertadores ano que vem .Assim como houve a queda de Roma, a queda de Hitler, a queda da Bastilha, a queda da Monarquia, a queda do PT, agora estamos vivenciando a queda do trio de ferro paulista, e o surgimento de um novo gigante , o Bragantino.

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