Verdão trocou o fácil pelo difícil

Foto: Raul Sifuentes/AFP

No último minuto do jogo, o zagueiro Luan levanta a bola na área que o beque adversário antecipa-se ao goleiro e toca de cabeça na sua própria trave. Corner cobrado, o zagueiro Renan salva o Palmeiras de um empate vexaminoso. Empate vexaminoso? Na casa do inimigo e com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo?

Vexaminoso, sim, senhor, dadas as demais circunstâncias de uma partida que esteve aos pés do Palmeiras até o início do segundo tempo, quando vencia por 2 a 0, gols de Danilo e Veiga, um oponente frágil que mesmo jogando em casa não se atrevia a sair de seu próprio campo defensivo. Ainda que o Verdão entrasse em campo com uma formação claramente defensiva, com três zagueiros, dois laterais e mais dois volantes, sete defensores e apenas três jogadores mais avançados – Veiga, Rony e Luís Adriano.

Já no intervalo urgia a troca de um zagueiro por algum atacante, pra transformar em gols a vantagem verde em campo.

Eis, então, que o destino providenciou isso, na esperança de que Abel Ferreira entendesse o recado, ao protagonizar a expulsão de Empereur, que já estava amarelado. Ora, um beque desprovido de altos recursos técnicos com um cartão amarelo no peito já deveria ter sido substituído no intervalo por um treinador tão precavido.

Na sequência, gol de Gutierrez, antecipando-se em minutos ao empate do Universitário, em pênalti de Danilo cobrado pelo próprio autor do primeiro gol peruano.

O Palmeiras, então, desmilinguiu-se na esteira das errôneas substituições promovidas por Abel, ao manter a linha de três zagueiros com a entrada de Renan e de mais um volante (Danilo Barbosa) nos lugares de Veiga e de Luís Adriano.

A sorte verde era a de que o Universitário, por sua vez, surpreso e feliz pelo empate inesperado diante do campeão da América, já dando sinais de cansaço, reduziu seu breve ímpeto. Assim, com as entradas de Scarpa e Wesley, dois jogadores mais ofensivos, apesar da lambança geral, o Verdão pôde buscar a vitória, afinal.

Cá entre nós, começo a desconfiar que Abel Ferreira bebeu a águia da bica tupiniquim e resolveu vestir a armadura do pragmatismo. Traduzindo: o português virou brasileiro.

4 comentários

  1. Vocês da imprensa sempre super estimaram esse timeco do parmeirinha, ganhou na bacia das almas, com gol acima dos acréscimos permitidos pelo árbitro e do time mais fraco do grupo, imaginem quando pegarem os outros dois melhores times do grupo Se com esse ele escalou 3 zagueiros vai escalar 4 zagueiros e toma retranqueiro.
    Enfim pare de comparar esse timeco com o Mengão, esse sim o melhor elenco e time do futebol sul americano!

  2. Alberto Helena Jr.

    Permita-me discordar em parte da sua análise em relação ao jogo de ontem entre Palmeiras e o Universitário do Peru, em primeiro lugar acho gozado que vocês costumam nivelar análises, dizem que determinado treinador é pragmático pois não varia esquema tático e quando o Abel Ferreira muda o esquema tático para três zagueiros aí é criticado e nivelado por baixo e taxado como “treinador brasileiro”, ora amigo Alberto jogar com três zagueiros de origem, com dois alas fechando o meio de campo e apoiando o ataque, como bem disse o Abel Ferreira, não é sinônimo de time defensivo ou retranqueiro como querem alguns, o Abel falou de forma correta também que o futebol tem que ser olhado para a frente, o time tem que olhar para a frente e não para trás, o que prejudicou e dificultou em parte a difícil vitória do Verdão, isso taticamente falando, foi que nossos dois alas no caso Marcos Rocha e Vitor Luís, não tem características predominantes ofensivas e velocidades fundamentais para desenvolvimento pleno da função, então o time ficou meio amarrado nos lados por conta disso, visto que o titular da lateral esquerda Mathias Vinã é muito mais ala do que esses dois por mim citados, além disso o que prejudicou bem a vitória do Palmeiras foi a atuação “encomendada ” do juizeco uruguaio, talvez até por orientação da Comenbol, distribuiu cartões a rodo só para o time do Palmeiras, dois para Empereur sendo um completamente injusto, o time peruano bate a vontade e vistas gossas do juizeco inclusive numa entrada desleal no Rony que qualquer juiz daria cartão vermelho direto e o juizeco nem amarelo deu, mas apesar de todas as dificuldades impostas o Verdão soube assimilar os gols do time peruano e se reerguendo no jogo chegou a vitória com um golaço de cabeça do menino Renan de nossa base com apenas dezoito anos, foi um verdadeiro chute de cabeça e o goleirinho peruano está procurando a bola até agora…..chupem gambas, bambis e principalmente urubus né Oliveira…vão chorar na cama que é lugar quente….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  3. Prezadíssimo Alberto Helena Jr, permita-me concordar plenamente contigo.
    Tua explicação da “vexaminosidade” passa como uma luva de mão na tortura que o Palmeiras sofreu neste jogo. Isto me lembra o provérbio: “Porque fazer simples, se complicado também dá certo?”.

    Eu acho também que o bom portuga Abel está virando brasileiro muito rápido.
    Resumindo tudo, ele continua dando certo, o primeiro milho é sempre dos pintos urubus, agora é prá valer.
    A temporada começa meio aos trancos e barrancos, mas o Verdão vai devagarinho abrindo alas com os cotovelos, porque no final do jogo o que conta é apenas o placar e no final do anos o que conta vai ser os títulos.
    Saudações Palmeirenses, MEMIL

    1. Esperar de torcedores uma reação passional desprovida de preocupação em buscar maiores informações da realidade é normal. O que não é normal é ver isso em “profissionais” da notícia.
      Vamos por partes:
      – A idéia retrograda de que um esquema com 3 zagueiros é retranqueira.

      – o Palmeiras não tinha ontem seu melhor lateral Vina. Gabriel Menino por motivo de lesao ficou em SP.

      – O Palmeiras nao tinha seus ponteiros rapidos:
      Veron, Breno lopes machucados, Wesley devido a uma pubalgia nao esta 100 ppr cento por isso nao joga todo tempo.

      – Raphael Veiga foi substituído por precaucao para o jogo de terça feira pois vem de uma lesão na coxa.

      – Por fim o treinador esta sem tempo para treinar mas quem sabe com quem pode contar é ele.

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