Crespo. Mais um?

Foto: Staff Images/Conmebol

O São Paulo acaba de contratar Crespo, ex-atacante de fama na Argentina, e técnico iniciante, mais ou menos tanto quanto Diniz.

Será o quinto treinador argentino contratado pelo São Paulo. Os de maior alcance foram Jim Lopes, campeão paulista de 1953, e o eterno José Poy, ex-goleiraço tricolor, que alternava, a exemplo do saudoso Feola, as funções de técnico e supervisor,

O último deles foi Bauza, um desastre! Retranqueiro, técnico sem imaginação, muito menos ousadia, saiu pra dirigir a Seleção Argentina, de onde foi expelido rapidamente. Pudera!

A bem da verdade, com exceção de Loco Bielsa, os técnicos argentinos têm se revelado no mesmo nível de percepção do futebol dos nossos: um futebol mais preocupado em evitar o gol do que em fazê-lo.

Confesso que desconheço o trabalho de Crespo. Torço para que fuja ao padrão típico dos técnicos sul-americanos em geral.

Aliás, ninguém mais conhece de perto os métodos e tipos de treinamento dos técnicos em geral, neste tempos de tanto sigilo e pouca transparência.

Em outras épocas, o jornalista ia aos treinos das equipes e da Seleção e assistia do banco de reservas todas as movimentações dos jogadores; depois, levava longos papos com os treinadores e os craques, essas coisas. Há algum tempo, baixaram uma cortina negra diante das ações do time, assim como os jogadores, de fones de ouvido, fogem rapidamente de qualquer contato com estranhos.

Não sei como é lá fora, mas suponho que não seja muito diferente.

Contudo, vendo os jogos por aqui, fica claro que não se dá um passo em direção à mudança essencial.

Ao contrário, por exemplo, de quando você assiste a uma partida do City de Guardiola, que neste sábado, deu um baile no Tottenham de Mourinho, na vitória por 3 a 0, em mais uma exibição primorosa de Gundokan, o turco-germânico que tanto marca quanto arma e ataca, autor de dois gols de seu time.

Ao estilo de Guardiola, o City não olha o adversário. Olha a bola e a meta adversária, do começo ao fim,

Com apenas um volante por vocação (Rodrigo), dois meias e três atacantes, marca o adversário lá em cima, e não para de atacar, seja qual for o placar obtido ao longo do jogo.

Fosse aqui e nossos bravos comentaristas estariam advertindo para os fatais riscos de tal atitude: ah, mas quem marca?

Meus amigos, todos marcam. Marcam a bola, que é o objeto do jogo, não necessariamente o adversário. Bem distribuídos num clássico 4-3-3, ocupam os espaços por onde a bichinha pode passar, e, de posse dela, têm alternativas de jogo por todos os lados e pelo meio. Simples, não?

Assim como o que, para nossos analistas e treinadores, seria puro suicídio, transformou-se na maior garantia de evitar gols, Tanto que, ao alcançar a marca inédita no futebol inglês de dezesseis vitórias consecutivas, com várias  goleadas, o City é a menos vazada do campeonato. Se não estou enganado, nos últimos onze jogos, sofreu apenas dois gols.

E olhe que o City começou vacilante esta temporada, partindo lá de baixo, depois de seguidos insucessos.

Por aqui, o último e inédito lance nesse sentido quem disparou foi Rogério Ceni, no Flamengo, quando recuou o único volante de ofício do time, Arão, para a zaga, recuando o extraordinario meia-armador Gérson para essa função, abrindo espaço para mais um meia de habilidade, Diego,

Que os deuses do futebol o abençoem.

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Discorremos sobre as dificuldades e estagnação do futebol brasileiro em relação ao futebol europeu em posts anteriores, e a conclusão é que de um bom tempo para cá a Europa domina o reino da bola pela evolução principalmente dos seus dirigentes de futebol com gestão profissional que se arraiga pelos demais departamentos dos clubes integrando-se assim presidência, diretoria técnico e time para um bem único qual seja o do clube, porém aqui não se percebe isso, e salvando-se raríssimas exceções tais como o Verdão, como o Flamengo, como o Grêmio, os demais clubes meio que vão no vai da valsa ou tipo biruta de aeroporto virada de acordo com vento e o time de Vila Sonia, outrora clube gigantesco e hoje em dia time mediano e não ganha de verdade um campeonato há quase uma década e aí vira o samba de várias notas e não de uma nota só, muita gente dando palpite, contratações equivocadas não só na parte diretiva assim como no time e desse samba não poderiam ser tirados do contexto quase uma dúzia de técnicos em pouquíssimas temporadas, tendo temporada com até contratados no ano, me parece que esse novo presidente do time da Vila Sonia entrou bem intencionado, mas precisa se cercar de gente profissional, gestores de futebol, profissionais em todos os departamentos, e aí vem o propósito da contratação deste treinador o tal de Crespo, uma aposta que pode dar certo ou não visto ser novato na função e que deverá dar mostras de que talvez tenha suporte para mudar esse estado de coisas que pairam sobre o time do Morumbi senão estará demitido daqui há uns três meses…..vamos aguardar e ver em que caminho o barco são paulino vai aportar…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  2. Helena bom dia, o problema do meu tricolor não é de treinador, é de jogadores, não temos zagueiros de qualidade(todos do elenco de segunda e terceira, não salva um sequer), lateral direito, falta jogadores de beirada de campo de velocidade, se Dinir tivesse zagueiros a altura estaria hoje com a mão na taça, treinador ganha títulos quando tem jogadores de qualidade, o resto é conversa pra boi dormir

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