E lá se foi o nosso Diniz

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

Finalmente, aconteceu o esperado: Diniz tá fora.

Aliás, para os padrões de conduta dos cartolas brasileiros, até que demorou muito esse desfecho. Afinal, o técnico resistiu no cargo por dezesseis meses! Um prodígio, no imediatismo que se soma à cultura do ódio estabelecida em terras tupiniquins. E olhe que o rapaz carregava nos ombros uma década de estiagem de títulos cevada pela incompetência de tantos outros responsáveis ao longo desse tempo.

Mesmo assim, com dois problemas revestidos de soluções – os internacionais Daniel Alves e Juanfran -, Diniz não recebeu nenhum outro reforço, a não ser garimpando nas bases tricolores um grupo de bons jogadores, mas ainda em formação física e psicológica.

Foi desclassificado numa série de competições, como, aliás, tantos outros o foram, com exceção dos raros que as disputaram aqui ou ali até o final. Mas, obteve o inesperado: a liderança do Brasileirão, a joia da coroa dentre todos os torneios nacionais. E, mais: com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

De repente, ao perder para o Grêmio, na Copa do Brasil, o time começou a dar sinais claros de desnutrição técnica e moral. E  acabou emendando meia dúzia de insucessos seguidos, queimando as vantagens e despencando na tabela do torneio principal. Sobretudo, depois daquela malfadada discussão com Tchê-Tchê, que deu mote pra turma dizer que Diniz perdera o rumo e a confiança do elenco. Pode até ser, não duvido, dadas as suscetibilidades carentes dos nossos jogadores.

A partir daí, a sensação que Diniz me passava era a de quem perdera o prumo.

Ah, sim, cometeu vários erros pontuais neste ou naquele jogo nas substituições feitas. Mas, o centro da questão sempre foi, desde o início, a insistência em manter Daniel Alves, um lateral-direito espantoso, como armador da equipe, função para a qual o craque não tem o mínimo cacoete, enquanto Juanfran arrastava-se pela direita.

Coisas que este velhote vem repetindo aqui à exaustão, assim como a ausência crônica de pontas velozes e hábeis, pra abrir o campo e escapar dos limites angustiantes de jogar apenas pelo meio.

Mas, enfim, assim se deu, e o Tricolor, com nova diretoria e velho comportamento, vai ter de sair à cata de um treinador por aí. Quem sabe, um estrangeiro, de qualquer nacionalidade, não importa, pois é o que está na moda, e essa turminha não consegue sair da caixa nem a pau.

Quanto ao Diniz, é mais uma experiência amarga, que pode ou não contribuir para seu futuro. Isso, só depende dele mesmo. Espero que sim.

7 comentários

  1. As experiências desta vida, sempre nos deixa lições importantes. Espero que o Diniz reflita bem sobre esta passagem no São Paulo e volte mais amadurecido para o mundo da bola. Torço por ele.

    1. Avho que foi uma injustiça com Diniz, ele teria que ficar mais u s 20 anos no São Paulo, um dia ele seia compeao da série b do brasileirao.

  2. Filosofias de jogo a parte, o cara é um treinador ruim e ponto.
    No máximo ele é bom no time dos outros.
    Futebol bonito sim, e vencer e perder é do jogo , Mas que seja competitivo, o que Diniz jamais foi.
    Pode ser bom educador, formar bons cidadãos, etc, o que deve ser louvado e jamais desprezado.
    Então simplesmente está na profissão errada.

  3. Alberto Helena Jr.

    O nosso Diniz quem ? Só se for para os são paulinos e aí seu coraçãozinho tricolor te traiu amigo jornalista….eu sabia amigo Alberto…eu sou palmeirense mas meu pai era são paulino como você mas não há nada que seja tão ruim que não possa piorar né, não teve outro jeito o Diniz começou a sua derrocada fatal ao de cima da arrogância e prepotência de ego equivocadamente inflamado humilhar o jogador Tchê Tchê….aí a vaca são paulina começou a ir para o brejo com bezerro e tudo, acabou o vestiário, trincou o frágil grupo de atletas e o Diniz “morreu” para o São Paulo abraçadinho com seus queridinhos Daniel Alves, Juanfran e cia. bela…..pior momento no campeonato para o mais que necessário desligamento do técnico…jogou a toalha o tricolor no ringue antes da luta terminada e isto está no DNA do São Paulo…não deu certo então não brinco mais….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  4. Diniz ficou refen de quem deu crédito à ele, os jogadores. Teimoso e sem plano B. Creio que o contrato do Daniel Alves o proiba de jogar na lateral. A derrocada do SP começou no jogo contra o Corinthians, acharam como se marca o SP. Aí veio o novo presidente e acabou com a brincadeira do time que acredito que poderia ser campeão. O novo presidente é apaixonado pelo ceni, falou com todas letras garrafais. Mandou o Raí embora, trouxe o Muricy, que na televisão dava umas espetadas no Diniz, isso desastibizou o técnico e o time, ai veio aquelas cenas horrorosas com Tchetche. Junte-se a isso uma pitada de vaidade deste novo presidente que não queria ver o time do Leco campeão. Diniz fez o que pode com este time capenga, mas que é teimoso isso é.

  5. Avho que foi uma injustiça com Diniz, ele teria que ficar mais u s 20 anos no São Paulo, um dia ele seia compeao da série b do brasileirao.

  6. Com certeza o “nosso” é uma minoria. Ele não comete erros pontuais mas sim frequentes. Não havia como imaginar o time reagindo.. Apegam-se ao fato de formar pessoas melhores, oras, será que Abelão, Luxemburgo, Cuca, Lisca, Ceni, etc… também não o fazem. Tomara que ele avalie sua performance, seja bem menos teimoso, soberbo e saiba viver no mundo do futebol, que não é para qualquer um.

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