
Abel Ferreira fez assim, ó: escalou um Palmeiras ofensivo, com a defesa em quatro, porém, dando liberdade aos laterais para atacar; um volante apenas (Danilo), três meias (Veiga, Scarpa e Menino) e dois atacantes (Rony e Verón). Mas, antes de o time entrar em campo, distribuiu um prato de caldo de galinha pra cada um. Pra completar a receita do murruga, os seus jogadores entraram em campo pisando em ovos.
Ficaram ali atrás só esperando pra ver como o enredo se desenrolaria. Afinal, o Libertad, se não é um portento, está bem arrumadinho e já dificultara bem a vida verde lá em Assunção, com o empate por 1 a 1. Isso, até que a chance surgisse na canhota potente de Scarpa, lá pelos 21 minutos de bola rolando.
Mas, ainda não era hora de se soltar de vez, pois um golzinho aleatório dos paraguaios levaria a decisão da vaga para as semifinais da Libertadores aos pênaltis.
A hora chegou aos 18 minutos do segundo tempo, quando Piris foi expulso.
A partir daí, o Verdão desembestou. Tomou conta da bola e dos espaços, acelerou o ritmo e chegou aos 2 0, com Rony, de carrinho, aproveitando cruzamento exato de Marcos Rocha. Poderia ter sido pouco antes, quando Verón, cara a cara com o goleiro, disparou duas vezes seguidas no corpo do adversário.
E, por fim, coube a Menino encerrar o placar, recebendo passe macio de Scarpa, que vai recuperando a cada jogo seu prestígio abalado desde que chegara ao Parque. Nesta noite de terça, foi o melhor em campo.
Nesse andar, o Palmeiras tem tudo pra chegar ao título, dependendo da força dos eventuais adversários, claro.
Ainda não está como pode ser, mas é um novo Palmeiras, com personalidade, garra e posicionamento tático interessante. Mas, o principal é o desempenho de jogadores execrados pela torcida que, mais uma vez demostra que não entende muito de futebol.
Alberto Helena Jr.
Meu amigo jornalista o Verdão vem cada vez mais ficando com a cara de seu treinador, o jovem português Abel Ferreira que já pegou um time meio montadinho pelo Cebola e deu a este time personalidade européia, taticamente falando, time fazendo marcação alta, muita velocidade quando da retomada da bola e não mais do que dois toques de jogador para consolidar um passe, muito jogo vertical pelas laterais, quer pelos laterais que jogam como verdadeiros alas e até meia atacante, vide sempre infiltrações contundentes do Vinã pela esquerda e do Marcos Rocha pela direita, tendo como exemplo o segundo gola quando o Marcos Rocha surge pela ponta direita e como um atacante serve o Rony que só tem o trabalho de empurrar para as redes do atônito goleiro do time paraguaio, há p0r parte dos meias também importante participação quando o Verdão ataca, vide Scarpa no primeiro gol e muita versatilidade por parte do Gabriel Menino que aparece como centroavante e após excelente passe do Scarpa empurra praticamente para o gol vazio em contra ataque fulminante, enfim vitória do time que quer ir ainda mais longe dentro da competição ao amassarmos o libertad em pleno Allianz Parque, espero também que façamos bons jogos provavelmente contra o River Plate para irmos, se Deus quiser, à final da Libertadores mas aí já são cenas do próximo capítulo…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.
Que bom ver o Palmeiras jogar com personalidade e organização. E o adversário, limitado tecnicamente, mas fortíssimo na marcação impôs muita dificuldade. Parabéns!!!
E pensar que os torcedores corneteiros de sofá e internet queriam Scarpa, Rony, Veiga e outros fora do Palmeiras… Abel busca montar o time conforme o adversário, não tem um esquema único de jogo e isso abre oportunidade para aproveitar o melhor de cada atleta, uma virtude cada vez mais essencial no futebol moderno.