Tabu? Quero ver pra crer.

Arena de Itaquera receberá o clássico de domingo pelo Brasileiro (Foto: Ag. Corinthians)

Parodiando o velho ditado espanhol, no creo en tabus, pero que los hay, los hay. Um deles, real, palpável, é o de que o São Paulo ainda não conseguiu vencer o Corinthians em Itaquera. Mas, tabu, por definição, é algo se estende ao longo de um tempo mágico, e o estádio alvinegro é ainda muito recente, embora meia dúzia de anos seja uma eternidade para as novas gerações.

Nesse sentido, me cala muito mais a ciranda do Trio de Ferro que dançava desde criança: o São Paulo ganha do Palmeira; o Palmeiras ganha do Corinthians; e o Corinthians ganha do São Paulo. Isso era uma recorrência que durou décadas.

Logo, em termos místicos, o Timão tem dois a zero contra o Tricolor antes de a bola rolar.

O que, cá entre nós, de fato, nada quer dizer. Mesmo porque, se futebol é momento, pra recorrer a outro chavão, no momento, o São Paulo ganha de goleada do Corinthians. Basta comparar a campanha de um e de outro no Brasileirão.

O São Paulo é líder, com vinte pontos de vantagem sobre o rival, está há dezessete jogos invicto e apresenta um futebol muito mais competente e aprazível do que o adversário. Logo…

Logo, nada. pois nesses casos, sempre prevalece o antigo refrão do Véio: crássico é crássico e vice versa meu endereço.

Mas, na lógica, o Tricolor é favorito, com sobras. Mesmo porque Itaquera sem a Fiel não é necessariamente Itaquera, um campo de guerra onde a emoção muitas vezes supera a razão e a técnica.

Afora isso, desde a construção do estádio alvinegro, o São Paulo só vivia momentos de amargura, times frágeis e mal dirigidos.

Não é o que está acontecendo nestes últimos tempos, sob o comando de Diniz.

O Timão, por seu lado, com Mancini, vai se arrumando ao longo das últimas rodadas, pelo menos, defensivamente, o que faz supor um jogo mais difícil para  o oponente.

O resto fica por conta do imponderável regido pela imaginação de cada um, dos que creem em tabus, nas rezas distantes de Pai Jaú, na espada mágica de São Jorge, ou na energia e talento dos meninos de Cotia.

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Como diria aquele velho treinador “o jogo é jogado e o lambari é pescado” e dizia também o profeta Alcides “quem morre de véspera é só o Peru do dia de ação de graças” e diz o povão “é no gramado é que nóis resorve o jogo” portanto embora que independentemente da ótima fase que o time do Morumbi atravessa “crássico é crássico” e de quem a gente não espera nada ai é que não vem coisa nenhuma e deixemos de “enroleixon” 0 x 0 e jogo feinho daqueles que sempre pintam em clássicos com grande rivalidade e a nós palmeirenses cabe assistir de camarote deixando que os dois se acabem em campo para a nossa alegria para os próximos jogos, alegria para que um deixe a liderança assim que posível e alegria para que o outro volte rapidamente a se aproximar da zona de rebaixamento…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  2. Bem a luz no tunel sumiu. Vamos acompanhar a auditoria da justica nas eleicoes do conselho.
    Uma pena tudo que esta acontecendo. Li a entrevista do Leco agora mesmo, e a mim ele nao engana. Tem todo
    o estilo de demagogia. Essa boa fase do time NAO APAGA ANOS DE MA ADMINISTRACAO E FRACASSOS (nao
    so do Leco como dos que o antecederam.. Dizer que essa boa fase e resultado final de uma gestao positiva e’
    de uma demagogia unica. Essa boa fase deve-se principalmente ao Diniz que foi muito competente em prepa
    rar e SABER LANCAR os jovens. Tambem soube como trabalhar os outros. Verdade qye teve erros capitais,
    como a saida de bola, que o Alberto chamou atencao aqui e EU NAO TENHO DUVIDAS que la no tricolor
    alguem leu e resolveu tomar providencias. Na minha opiniao a principal mudanca que o Diniz conseguiu foi que
    o time aprendeu a fazer TABELAS RAPIDAS que e’ uma arma mortal. Vamos ver o tricolor como vai enfentar os
    times melhores nos proximos compromissos.
    Voltando ao Lego, quero dizer que ele deixoou um clube POLARIZADO muito por sua culpa.
    Pensar que no passado quando os dirigentes eram outro tipo de gente, houve eleicoes no clube onde havia
    apenas uma chapa unica (redundancia….) tao harmonioso era o ambiente. Eu me lembro que na renovacao do
    contrato do Rui (um dos maiores volantes que o Brasil teve) assinou um contrato …branco! tamanha confianca
    tinha nas pessoas. Bem, espero que o novo presidente, que deve ser o Cazares, tenha liberdade de adminis
    trar SEM DEVER FAVORES a administracao atual. Boa sorte meu tricolor.

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