
Confesso que não sei muito sobre o que Freud pensava acerca da intolerância. Mas, ele mesmo, como judeu, deve ter sofrido desse mal num tempo e espaço em que o antissemitismo era tão intenso que desembocou no nazismo de Hitler e nas câmaras de gás dos campos de concentração.
Mas, sei o suficiente pra dizer que o sexo estava no cerne das teorias freudianas, já que ele é o centro da vida, da reprodução da espécie humana. Sem ele, não existiríamos, claro.
O bicho, quer queiramos ou não, está lá no fundo do inconsciente do homem, assim como o medo, a ambição e a inveja, entre outros tantos sentimentos, bons e maus, dependendo de como sejam vistos.
Mas, a base é essa. E, delas, nascem as dúvidas e as certezas formatadas em blocos transportados de geração a geração.
Pelo menos, foi isso que colhi ao longo das tantas madrugadas percorridas pela vida, vendo e ouvindo pessoas de todos os sexos, já que agora eles estão sendo distribuídas em letras agrupadas e signos variados.
E, cada vez, mais me convenço que a inveja e o medo regem as aversões às diversidades entre as pessoas.
O homem deseja e teme a mulher, por desconhecer seus labirintos de pensamentos e de interesses. Chama-a de volúvel, ingrata, traidora, mas, lá no fundo, teme não cumprir com suas obrigações a ponto de satisfazê-la plenamente, sabendo que, no fim, a culpa é mais sua do que dela. Por fim, tenta mantê-la sob controle, mesmo sabendo dessa impossibilidade, sobretudo num tempo de plena emancipação feminina.
A mulher, por sua vez, não percebe que o tal empoderando elevado ao extremo rebaixará seu parceiro a um nível de impotência incapaz, num futuro distante, de preservar a espécie, a não ser que a ciência crie uma saída artificial pra esse dilema.
Esse carinha de voz grossa e gestos bruscos, exalando ódio aos chamados gays, será que lá no fundo não estará querendo calar seu incômodo antípoda?
No que se refere ao racismo, a agressão contra os negros, seja verbal, seja física, não foge à combinação da inveja com o medo.
Tudo sugere que é uma questão de pele, já que esta é a maior evidência superficial. O branco tem aversão ao negro, seu oposto, ponto final.
Não é bem assim. Tirando-se toda a questão histórica, o período em que a Igreja Católica, à época ainda mais poderosa do que os reis, pregava que o negro, assim como o índio, não pertencia à raça humana, etc., o que, no fundo, no fundo, move o racismo são os estigmas que geram a inveja e o medo.
Inveja do branco em relação ao negro super dotado no essencial, segundo o estereótipo criado com algumas base na realidade.
E medo do negro atlético, acrobático, forte, veloz… e mau! Mau porque, marginalizado do processo de educação formal e, por conseguinte, das melhores oportunidades numa sociedade competitiva, enfurnado em favelas e detritos sociais, é forçado a apelas para a violência a fim de sobreviver. As únicas saídas são o futebol e o funk.
Claro que estou desfiando todas essas filosofices por causa do fato inédito ocorrido hoje em Paris, na disputa entre o PSG e o Istambul, pela Liga dos Campeões, quando os dois times se retiraram de campo em represália às ofensas racistas proferidas pelo quarto árbitro, romeno, contra Webó, auxiliar do técnico do time turco.
Ben Baba puxou o cordão da repulsa seguido de perto por Neymar e Mbappé.
Nem imagino qual será a decisão da Fifa a respeito. Mas, o mínimo será colocar em eterno escanteio esse juizinho cretino, pedir desculpas públicas, pois, afinal, o romeno estava lá como representante da entidade, e achar uma data para a realização desse jogo.
De qualquer forma foi um passo, ainda que pequeno, mas significativo, em direção a um mundo mais civilizado, pelo menos nessa relação inter-racial, embora o ideal fosse levantar a bandeira com o dístico histórico; “Meu povo é a humanidade, minha pátria é o mundo inteiro e minha bandeira, o sol”. Mas, isso, imagino, está além do por do sol definitivo da humanidade.
Alberto Helena Jr.
Cada vez mais eu considero que nós humanos sejamos uma experiência mal sucedida de implemento de uma raça que nos equiparasse a seres espirituais cósmicos e até extra terrestre, não é possível que em pleno século 21 sejamos obrigados a engolir péssimos exemplos de atos racistas e infelizmente até no esporte, estamos devendo muito a Deus e talvez aí até se explique o calvário que a humanidade vem passando com esta pandemia, senão aprendemos a respeitar e amar o próximo independente da cor da pele talvez aprendamos pela dor…..chorando até quando Deus quiser. Saudações palmeirenses.
Muito bem colocado mestre Helena e meu prezado Jota Jr. Bom te ver por aqui de novo. Certeza que estamos pagando por algo viu . #somostodosiguais
Alberto Helena Jr.
Queria cumprimentar o corintiano mais palmeirense que eu já conheci, meu amigo Tião Fiel, bom retornar a comentar neste blog democrático, pois tive que viajar por uns tempos com minha sobrinha pelo Brasil a serviço de trabalho jornalístico, é muito legal trocar comentários com gente boa como você e concordo com o que você disse Tião, estamos pagando pelo descaso com os outros seres humanos, com a natureza e esta não perdoa devolve na mesma moeda, devastamos florestas, enchemos a nossa atmosfera desta quantidade absurda de satélites, foguetes, naves e estações espaciais, fomos até bisbilhotar na lua, deixando instrumentos e lixo espacial por lá, influenciando no que nosso satélite natural tem em relação a terra que é a mudança das marés, colaboramos com o aquecimento global e depois reclamamos de inundações e tsunamis…..a cada ação há uma reação na mesma proporção….como eu disse Deus está coçando a cabeça duvidando até da sua própria criação que somos nós que nos intitulamos seres humanos, no meu caso já estou no outono da vida com os meus 65 anos e não devo estar por aqui para ver o resultado final de todas as cagadas da humanidade. Saudações palmeirenses.
Perfeito meu amigo, perfeito. Tirando, claro, o ” mais.palmeirense..” .
Mestre, eu gostaria de expor aqui alguma coisa que penso sobre o racismo. Eu não sou racista, não sou mesmo, e condeno a pessoa que é. O que é o racismo? Segundo a Wikipédia, racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre os povos. Muitas vezes toma a forma de ações sociais, práticas ou crenças, ou sistemas políticos que consideram que diferentes raças devem ser classificadas como inerentemente superiores ou inferiores com base em características, habilidades ou qualidades comuns herdadas. Também pode afirmar que os membros de diferentes raças devem ser tratados de forma distinta Pois é, o racismo refere-se a TODAS AS RAÇAS, não só o negro. Muitas vezes chamamos o Chinês, por exemplo, de amarelo ou, o índio de vermelho, pela cor de sua pele, ou de branco, como os alemães, austríacos, etc, e NINGUÉM LIGA PRÁ ISSO !.Ora, o quarto árbitro apenas disse: é aquele preto ali, ora, mas se fosse o jogador branco o infrator, ele diria : é aquele branco ali. E daí, onde há racismo nisso, se ele não falou nada pejorativo, que mexesse com a moral do jogador? Ora, preto, negro, negrão, cidadão de cor, qual a diferença? Agora, se ele dissesse: é aquele FDP preto ali, aquela tralha preta, ou coisas assim, ai sim seria racismo ou ofensa à raça.. Acontece que o próprio negro é considerado racista. Me aponte ai, mestre, qual jogador negro de fama, ou qualquer artista negro de fama, de qualquer área, seja brasileiro ou estrangeiro, tem uma mulher negra como esposa? todas são brancas ou loiras Eu não conheço nenhum que tenha uma esposa negra,, e olhe que acompanho os noticiários todos os dias, . Isso não pode ser considerado racismo entre a própria raça? Ora, temos que parar com isso. Chamar uma pessoa negra de preto, uma pessoa clara de branco, um chinês de amarelo, um índio de vermelho, positivamente não é racismo e sim uma maneira de se expressar. Eu penso assim, é opinião própria, me condene quem quiser, eu não ligo, pois sou branco com muita honra , mas se fosse preto, amarelo ou vermelho, minha honra seria a mesma , pois sou um ser humano, como qualquer outro…