O líder e seus defeitos

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

O São Paulo segue líder, ao bater o Sport por 1 a 0, no Morumbi. Mas, basta rever as reações de Diniz à beira do gramado pra saber que ainda falta muita coisa para que esse time chegue àquele ponto de absoluta confiança em seu futebol. Enquanto Diniz, esbaforido, mandava o time atacar mais rapidamente, o Tricolor trocava passes lentos quase sempre pra trás.

Claro, o São Paulo teve mais posse de bola, fez seu gol numa batida de prima de Luciano na cobrança de corner ensaiada de Daniel Alves, logo aos 13 minutos de jogo, além de criar três boas chances pra ampliar o marcador com a bola rolando. E, sobretudo no primeiro tempo e nos últimos momentos do segundo, conseguiu elaborar algumas jogadas coletivas envolventes e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, sofre de dois defeitos básicos, que Diniz já deveria ter corrigido. Pelo menos, um deles: a fixação de Igor Vinícius ou Tchê-Tchê na lateral-direita, no lugar de Juanfran, que, embora neste jogo específico tenha melhorada de performance, segue sendo um lateral inócuo no ataque e deficiente na defesa.

O outro defeito não tem conserto – a entrega da organização do jogo no meio-campo aos pés apressados e incertos de Daniel Alves, capaz de executar uma ou duas jogadas de efeito contra uma enorme série de erros de passe, perdas de bola que oferecem contragolpes perigosos ao adversário, além de praticar faltinhas frequentes na hora do desarme ao adversário. Não tem conserto por causa da imunidade que cerca o craque internacional no clube e no coração do técnico, que lhe deve muito.

Outro problema: a inconstância de Igor Gomes, garoto esperto, dedicado, mas que alterna boas exibições com outras em que o passe errado toma lugar aos acertos.

Isso ficou ainda mais visível depois das trocas feitas por Diniz, a partir dos 30 minutos do segundo tempo, com as entradas de Igor Vinícius no lugar de Juanfran e de Tchê-Tchê no de Igor Gomes. Com Vitor Bueno armando o jogo por dentro, o Tricolor voltou a dominar a partida e a criar chances de gols. Assim como a presença voluntariosa de Igor Vinícius permitiu o time ter mais profundidade nas jogadas pela direita.

O tricolino amigo, então, deve estar aí ralhando com seus botões: “Põ! O São Paulo tá lá na ponta, cumprindo uma das maiores campanhas dos últimos dez anos, e o velhote aí está achando só defeitos no time?”.

Pois é. Trata-se da busca pela excelência, que é também objetivo de Diniz, essa qualidade que o torcedor tanto exige e despreza, ao mesmo tempo, quando se trata do resultado.

Nestes tempos de tanto lusitanidade, vale sempre lembrar o verso do poeta maior: “Navegar é preciso/ Viver não é preciso”.

 

7 comentários

  1. Isso aí Alberto, parabéns em mostrar os defeitos, o tricolor deve se cuidar porque os adversários também estão vendo e vão atacar os pontos fracos

  2. Alberto Helena Jr.

    O time do Morumbi não é preocupação para nenhum adversário que luta pelo título porque simplesmente é um bom time mas não tem banco e se por exemplo acometer uma onda de covid lá dentro como assolou o Santos e ainda assola o Palmeiras o time do Morumbi não terá banco que iguale o que faz o time principal e embora só dispute o título do brasileirão pois já tomou um pé no rabo na Copa do Brasil e Libertadores não aguentará com esse elenco super curto o ritmo frenético do brasileirão está igual a um jabuti que apareceu em cima da arvore ninguém sabe como chegou lá e cairá de lá rapidinho da mesma forma como subiu, o time do Morumbi é apenas um flanelinha guardando lugar para quem merece estar lá como um Grêmio, como o Palmeiras, como o Atlético, isso só para citar três….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  3. Helena bom dia, concordo plenamente na análise, mas a minha é de que nossos zagueiros não são tão completos no trato da bola, são de altos e baixos, levamos muitos gols nesse brasileiro por falhas absurdas da zaga, que bom se tivéssemos zagueiros como sempre tivemos de altíssima qualidade, não confio na zaga, falta segurança que poderia dar tranquilidades aos nossos torcedores

  4. Excelente análise! Concordo plenamente! Sr Alberto Helena como o amigo enxerga bem o jogo! Tbm tento vê-lo da mesma forma que o senhor! Parabéns. Qto ao São Paulo ser ou não ser campeão são outros quinhentos e creio eu que a tal COVID-19 será o grande fiel da balança deste campeonato!

  5. Alberto Helena Jr.

    O São Paulo não faz mais que a obrigação de se dedicar ao brasileirão visto ser esta a competição que lhe resta na temporada, com semana cheia livre para treinamentos, com a “sorte” de ainda não ter sido assolado por um surto de COVID no plantel tal como aconteceu no Santos e no Palmeiras, o time do Morumbi, ainda é beneficiado por adiamentos de jogos que lhe renderam uma reserva de jogos a serem disputados agora com semana livre para jogar e ainda com aquela “forcinha” dada pela arbitragem que não expulsa ninguèm do time do Morumbi talvez a mando do Caboclo não pai de santo mas por coincidência o presidente da CBF…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

    1. Alberto Helena Jr.

      Queria dizer ao tricolor Wagner Trombim que acompanho futebol há mais de 50 anos, talvez ele nem tivesse nascido ainda, mas talvez eu tenha me confundido frente a várias eliminações do time tricolino, se me enganei não vai ser por muito tempo vai para bosta na Copa do Brasil logo…logo….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

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