
Português vem, português vai, esse tem sido o corridinho (dança popular lusa) dos últimos tempos.
Abel Ferreira acabu de chegar, juntamente com Sá Pinto, depois das despedidas de Jorge Jesus e Jesualdo. Isso, sem falar na breve passagem de Bento, expelido pelo Furacão mal sentado no banco de reservas.
Agora mesmo já há quem esteja reservando um lugar na próxima caravela de volta a Portugal para Sá Pinto, que chegou esbravejando no Vasco e viu seus brados perderem-se no vazio da desclassificação da Sul-Americana, sem falar no risco de queda iminente no Brasileirão.
Típico de um Brasil em que os portugueses aportaram há quinhentos anos e em direção ao qual o Coiso e seus asseclas nos levam rapidamente de volta.
O fato é que os treinadores portugueses estão em moda, não só no Brasil, mas no mundo todo. E, como em todas as levas, uns dão certo, outros não.
E aqui fico me lembrando de Joreca, o Jorge de Lima (não confundir com o histórico poeta modernista brasileiro), um imigrante luso que ganhou renome como comentarista de rádio e da Gazeta Esportiva e que virou juiz de futebol antes de assumir a direção técnica do São Paulo, em 1943, o ano em que a moeda caiu de pé – ou seja, o Tricolor, entre Palmeiras e Corinthians, os dois mais votados à época.
No Tricolor, foi ainda bicampeão em 45 e 46, antes de se transferir, em 49, para o Corinthians. Nesse mesmo ano morreu, ainda moço, aos 45 anos de idade.
Caravela vem, caravela vai, quem sabe um dia o Brasil descubra o caminho da verdadeira modernidade.
Alberto Helena Jr.
Espero que a diretoria do Verdão não repita o mesmo erro de outras diretorias de times co-co irmãos, que tiveram técnicos portugueses mas não a paciência para que eles implementassem e desenvolvessem seu estilos de trabalho, a diretoria do Verdão sabiamente ofereceu ótimas condições para o Abel Ferreira, um bom técnico que tem tudo para emplacar no Verdão e no Brasil….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.