Três Vivas ao Cebola!

Andrey Lopes continuará como auxiliar permanente do Palmeiras (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

Acredite se quiser, mas antes mesmo de a bola rolar no Parque aquela vozinha do fundo do inconsciente me ditava o título desta crônica: Três Vivas ao Cebola.

Não, nada esotérico, do tipo premonição, essas coisas. Simplesmente, algo nascido da lógica do jogo, pois futebol também tem lógica, apesar do dito vulgar em contrário.

É assim, ó: o Palmeiras do Cebola, o interino Aldayr Lopes, atua com apenas um volante, dois meias de ligação e três atacantes velozes e incisivos. Já o Galo de Sampaoli é compulsivamente ofensivo, Logo, o Verdão teria espaços e atributos para o contragolpe fatal.

Não deu outra, Se no primeiro tempo, o Palmeiras não se limitou a esse expediente, chegando mesmo a dominar o jogo em boa parte do tempo, quando abriu a contagem com um peixinho mortal de Veiga, por meio de uma trama de passes bem urdida, já ampliou o placar num contra-ataque fulminante, em que Luís Adriano serviu Roney na beira da cuia, como se diz lá em cima, no segundo período, quando o Galo saiu com tudo pra cima de Weverton.

Saiu com tudo, mas não conseguiu nada, pois a defesa verde estava firme e raras foram as chances mineiras de diminuir o resultado. Faltou ao Galo, sobretudo, aquele atacante rompedor, como Keno, que disputa com Soteldo e Wesley o título de melhor ponta-esquerda do Brasileirão no momento.

Assim, o placar verde ampliou-se em novo contragolpe letal, com Zé Rafael tocando de jeito pra Wesley finalizar: 3 a 0.

Com essa forma de jogar, o Palmeiras saiu da letargia que domina a imensa maioria dos nossos times e vem alcançando resultados positivos, marcando muitos gols, jogo a jogo, sem sofrer tanto quanto imagina a vã filosofia dos retranqueiros de plantão, travestidos de observadores da modernidade, quando se fala na escalação de um volante apenas e de três atacantes de fato – dois pontas típicos e um centroavante.

Futebol, gente, como a vida, é mais simples do que parece. Basta não complicar. Aliás, era o que nos ensinavam os dois Sócrates, o grego e o Dr brasileiro.

 

4 comentários

  1. Tens razão , mestre,, e esse é o meu medo. Em 2009 , após a demissão do Luxemburgo, o time nas mãos do interino Jorginho, vinha jogando por música, tal qual agora, e quanto caiu nas mão do técnico, até então o são paulino Muricy ( contratado a peso de ouro pelo diretor do verdão na época, o Belluzzo ) enfiou a viola no saco e foi aquele desastre. Espero que esse português não fique inventando moda e faça o verdão seguir nesse ritmo, que está muito bom. Saudações

  2. De fato a escalação dos 3 atacantes foi o maior diferencial nos resultados do Palmeiras do Cebola x Palmeiras do Luxa. Wesley é um jovem muito promissor, Luis Adriano nem está na sua melhor fase e Rony é o caso mais curioso: ele continua errando quase tudo na hora de finalizar as jogadas mas seu desempenho físico é tão superior que ajuda a desafogar a defesa quando a pressão do adversário é intensa, é só esticar alguma bola na direita e dar uma respirada.

  3. Jota Jr. , por onde anda? , ia.ficar orgulhoso .
    Interino dando certo, time jogando bem e tal e.cousa e lousa e.maripousa e inventam de trazer técnico novo. Sei não….

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