Tricolor no fio da navalha

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

Até os 26 minutos do segundo tempo, portanto três quartos do jogo, o São Paulo vencia o Fortaleza por 2 a 0, dois gols de Brenner. Era mais do que suficiente para levar o Tricolor à próxima fase da Copa do Brasil, pela primeira vez em muitos anos.

Nesse instante, não havia motivos palpáveis para duvidar de que o São Paulo sairia do Morumbi celebrando sua conquista. Afinal, dominara o jogo ao longo de todo o primeiro tempo, finalizara muito mais a gol do que o adversário e tal e cousa e lousa e maripousa.

Eis, senão quando, o Fortaleza passa a arriscar tudo, e o Tricolor começa a sentir o que já se sinalizava desde o início: a presença de um camisa 10 experiente e com descortino suficiente para organizar o meio de campo, acalmar o jogo e distribuir melhor as bolas aos companheiros.

Esse jogador, obviamente, no atual elenco, chama-se Daniel Alves. Ou melhor: experiente, sim, vitorioso, sim, mas não um autêntico camisa 10, capaz de conferir esse equilíbrio ao time, posto que errático na distribuição dos passes e falho na marcação, provocando mais faltas do que desarmes.

Claro que o passe errado do menino Diego Costa foi o catalisador do primeiro gol do Fortaleza, com David. Mas, reveja a origem da jogada: Daniel Alves recua a bola ao seu beque quando o ideal seria optar por um passe mais ofensivo.

Bem, no fim das contas, o Fortaleza cresceu, e, já aos 46 minutos, em bola alçada à área de Volpi, já coalhada de beques, gol de cabeça de Roger Carvalho.

Vamos, pois, aos pênaltis. E, numa sucessão de acertos de lado a lado, por fim, Volpi pega uma cobrança e Leo Pelé garante a passagem do seu time à fase seguinte da Copa do Brasil.

Ufa, Diniz…

3 comentários

  1. Helena bom dia, como pode um time estar ganhando de 2×0 até quase 30 minutos do segundo tempo quase ser eliminado do torneio, claro que pode, por falhas individuais dos seus jogadores nos dois sofridos, pelo seu treinador fazer alterações equivocadas, pelo seu jogador mais famoso conseguir ser o pior jogador dentre os 32 que atuaram no jogo, pela falta de coragem de seu treinador não saca-lo do time, se não teve peito pra isso, deveria pelo menos desloca-lo para a lateral direita, passando Tchê Tchê para fazer a função no meio, um capítulo à parte, Diego Costa, zagueiro de qualidade técnica excelente, ótima impulsão, sabe sair jogando, velocidade de recuperação numa noite infeliz culpado pelo primeiro gol do Fortaleza, foi designado para ser o batedor do quinto pênalti quando o Placar adverso era de 4×5, veja a responsabilidade e pressão que esse menino da base sofreu antes de fazer o gol, mais uma qualidade desse jogador que teve a frieza, tranquilidade e sabedoria para converter em gol bem cobrado no ângulo, parabéns a esse garoto

  2. Falhou Fernando Diniz… normal. Daniel Alvez aquém… normal. Time totalmente instável em função de uma ataque bem sucedido do adversário enquanto ganhava o jogo… normal. Mas vejamos: de um lado um time de ressaca por mais um título e, do outro, um time a oito anos sem êxito, com um bonde nas costas… Se, por obra do acaso, o São Paulo avançar de fase ou até conquistar qualquer título nesta temporada, será assim. Como disse o Helena, no fio da navalha! Haja coração…,

  3. Alberto, faltou citar o Fernando Diniz, comentar suas alterações, sua insistência técnica. Não dá para destinar toda culpa aos jogadores. O principal é o Diniz, o líder, o que escala, substitui, monta e altera esquemas táticos, e nisso ele falha .

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