Mengo vai, Tricolor fica

Foto: Carl de Souza/AFP

Enquanto o Flamengo goleava o Del Valle, classificando-se em primeiro lugar de seu grupo da Libertadores, o São Paulo caía com pompas fúnebres da competição, ao perder para o River por 2 a 1 em Avellaneda.

O Mengão, ainda combalido pelo vírus mortal, foi melhor do que o seu adversário, tido até outro dia pela nossa mídia como um time bem ajustado e sério candidato ao título continental. Fez 4 a 0, com direito a gol de Lincoln, tão depreciado por boa parte da torcida rubro-negra e até por membros da diretoria do clube da Gávea, além de dois de Bruno Henrique, que voltou à equipe depois de longa ausência.

Já o Tricolor, mais uma vez, decepcionou, com todos aqueles veteranos em campo – Daniel Alves, Hernanes e Juanfran – que pouco ou nada acrescentam ao time. Mesmo porque o Tricolor carece de um meia-armador, pelo menos, capaz de coordenar as jogadas de ataque, E de pontas velozes e hábeis pra abrir o jogo e dificultar a marcação adversária.

Centralizando o jogo desse jeito, sem um jogador sequer capaz de se infiltrar aos dribles, tampouco um organizador ciente, de passe profundo e exato, o São Paulo fica naquele meio termo entre se defender e atacar, sem, contudo, bem fazer uma coisa ou outra.

Pelo visto, meu querido Diniz é refém da Camisa 10 de Daniel Alves, que seria de extrema valia na lateral-direita, onde ainda é um dos melhores do mundo, mas que zanza sem tino pelo meio de campo, errando passes e propiciando  contragolpes ao inimigo.

Assim como Diniz deveria caçar nas bases, na várzea, nas praias, onde for, pontinhas hábeis e velozes daqueles que sabem romper pelas extremidades do campo, a exemplo do que fizeram Wesley e Rony no Palmeiras desta noite de quarta-feira.

Vale lembrar de Telê Santana, que assistindo a um treino dos meninos da base tricolor, pinçou Denílson Show, aos 17 anos (nem júnior ainda era o rapaz) e logo escalou-o no time titular com o resultado que a história nos conta. Praticamente deu um título ao São Paulo assim como se transformou no jogador brasileiro mais caro a ser negociado para o Exterior na época.

Esse é o futuro do São Paulo, do Palmeiras, do Corinthians, do diabo a quatro. Isso, se quiserem sair da modorra em que se encontram.

Foto: Agustin Marcarian/AFP

7 comentários

  1. Prezado Alberto, o esquema tático do Diniz é infactível, e ele insiste nele, logo é teimoso. Ele, se aceitou trabalhar com este elenco, deveria montar esquemas táticos que se amoldassem. Para mim, Diniz deveria pedir demissão.

  2. O problema é que Diniz não é técnico mas coach motivacional. Infelizmente não tem a menor ideia de como executar o futebol que ele propõe, repetindo platitudes e clichês à exaustão. Que vá plantar batatas bem longe do Morumbi.

  3. Helena bom dia, análise perfeita, acontece que no Brasil não temos essas pontas velozes e hábeis com a bola nos pés, o problema do nosso tricolor está nas laterais e nas pontas, ainda temos de 3 a 4 jogadores improdutivos e inoperantes no time

  4. ESSE TREINAMENTO DE CAMPO REDUZIDO E TOQUES RÁPIDOS NA BOLA É UM PERIGO, CHEGA UMA HORA EM QUE O JOGADOR NEM SABE PARA QUE LADO ESTÁ ATACANDO. É SURREAL.

  5. O problema é que Diniz não é técnico mas coach motivacional. Infelizmente não tem a menor ideia de como executar o futebol que ele propõe, repetindo platitudes e clichês à exaustão. Que vá plantar batatas bem longe do Morumbi.

  6. O São Paulo tem jogadores muito bons, apenas o que está atrapalhando o desempenho do time em campo é a BOLA hehehe …Mestre, o Daniel Alves é um jogador que está milionário e em fim de carreira e ,pelo peso de seu nome, impõe ao técnico Diniz a maneira em como ele deve jogar, se posicionar em campo, etc…, por isso atua mais no meio, que não é a sua, prejudicando de certa maneira todo o time. Está na hora dos clubes paulistas pararem de investir somas absurdas em jogadores que passaram por grandes clubes da Europa, já que quando eles são liberados para voltar ao Brasil, deram tudo o que tinham que dar . Poucos são aqueles que realmente vem prá jogar bola, muitos vem para engordar ainda mais a conta bancária e encostar o corpo até a aposentadoria e DANI se o resto

  7. Helena, uma pergunta que a torcida do SPFC faz, e o Rojas? Nunca volta a jogar? Interessante que em outros clubes (exemplo de Diego no Flamengo) jogadores voltam a jogar em seis meses. O Rojas já vai pra quase dois anos. Absurdo isso. O SPFC anda mal até nos departamentos de preparação física e fisiologia. Uma vergonha.

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