
Não, não me refiro ao comportamento do craque, agora mais discreto em campo, assunto predileto das redes sociais e dos comentaristas que preferem bajular o público em vez de informá-lo e orientá-lo. Esse público, sobretudo os mais jovens, que parece ter se transformado em mera extensão da Internet, guiados por fake-news e demais redes de imbecilidades.
Quero mesmo é falar sobre o novo posicionamento e função exercidos por Neymar no PSG que acaba de levantar a Copa da França diante do Saint-Étienne, por 1 a 0. Gol de quem? Dele, claro, em jogada que Neymar criou ao lançar com exatidão M’Mappe que disparou para o brasileiro colher o rebote do goleiro.
Há um bom tempo, venho aqui defendendo a tese de que Neymar deveria ser deslocado da ponta-esquerda, onde fez sucesso no Barça com sua velocidade, dribles irreais, assistências e gols, para o meio, onde poderia expandir sua incrível capacidade de abrir defesas com passes exatos e inesperados, além de se infiltrar também na área inimiga.
Pois foi o que Neymar confirmou nesta sexta-feira no Parque dos Príncipes. Foi um show de Neymar. Não daqueles feitos de dribles e arrancadas a que nos acostumamos desde os tempos do Santos. Nada disso. Nesse quesito até que Neymar foi contido.
Foi, isso sim, um show de passes e enfiadas para os companheiros, movidos pela visão de jogo e pelos reflexos vertiginosos do nosso craque.
Algo que, por exemplo, falta à nossa Seleção há décadas.
Fico aqui, então, imaginando como seria o time brasileiro se Tite recebesse a inspiração de colocar Neymar ao lado de Gérson na armação do ataque, pelo meio, com William ou Everton Ribeiro pela direita, Gabigol pelo centro e Bruno Henrique na esquerda., todos eles apoiados na âncora chamada Casemiro.
Ah, mas quem marca? – perguntaria esse bando de brucutus adestrados nas artes supremas da destruição.
Respondo: todos marcam…. lá na frente, como manda o figurino desenhado pela modernidade, que, em futebol, como na vida, é eterno.
Alberto Helena Jr.
O Neymala também com quase trinta anos estava na hora de parar de dar showzinho como se fosse uma foca amestrada e ter mais consciência tática e de grupo em campo dois quesitos essenciais neste futebol dito moderno, ganha o grupo com ele jogando assim para o time e não para seu próprio “imbigo” (como diria minha sobrinha aos três anos de idade)….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.
Se jogar bola e craque