
As novidades da quarta-feira foram a volta de Scarpa – aquele que já estava de malas prontas – e de Pato como titular desde o início do jogo. Mas, quem levou a coroa de Rei da Noite foi mesmo William Bigode, com seus três gols contra o Oeste, no Pacaembu. Um deles, por sinal, de alta categoria, quando matou a bola com a direita e desferiu com a esquerda uma chicotada fatal.
William, aliás, fez parte de uma legião de novos titulares escolhidos por Luxa especificamente para esse jogo em que o Palmeiras pespegou 4 a 0 no oponente jogando fácil, bola de pé em pé, com pleno domínio dos espaços e direito a outros quatro gols perdidos, por baixo.
E assim o velho Malandro vai dando voltas em cima dos jovens estudiosos que só sabem repetir o que aprenderam na cartilha surrada da Escola Felipão, fazendo seu time jogar com apenas um volante (Ramires) que justifica o nome, pois vola (voa) da defesa ao ataque como o faziam os grandes mestres da posição – Bauer, Zito, Clodoaldo, Falcão, Cerezo etc.
Já o Tricolor, que bateu a Ferroviária de virada, em Araraquara, por 2 a 1, ainda está longe de alcançar essa modernidade tão antiga que apregoa, com razão, Fernando Diniz, que, entre outras coisas, não dispõe da diversidade de recursos oferecida ao Luxa.
Por exemplo: cadê os pontas dribladores, velozes e incisivos tão imprescindíveis quando se enfrenta uma defesa bem fornida como a da Ferroviária? Em todo o elenco tricolor só há Antony que se encaixa nesse figurino. E o menino, todos sabem, tá lá na Seleção Pré-Olímpica e talvez nem volte ao Morumbi.
Isso, claro, prejudica a atuação de Pato e Pablo, que se revezam pelo meio do ataque. Mesmo assim, Pato, que acabou sendo substituído por lesão no segundo tempo, andou criando grandes embaraços para a defesa adversária. Meteu uma bola no travessão e quase converte duas outras belas chances.
Contudo, o São Paulo emite sinais de que caminha na direção certa, enquanto Diniz é obrigado a dar piruetas para pavimentar esse caminho.
Quando chegará lá? Não me arrisco a dizer.

É muito promissor o início de temporada do verdão com velhos jogadores sendo recuperados em novas funções e as promessas da base ganhando confiança no elenco principal. Espero que aquela parte impaciente da torcida não atrapalhe, pois oscilações irão acontecer e o paulistinha deveria ser visto só como pré temporada mas que o cenário é promissor não há duvidas.
Alberto Helena nao se aguenta, fala do Palmeiras com dor no coração (e no cotovelo) e aí chega e fala do São paulo com vontade….. Pouco clubista. e tem uma raiva do mestre Felipão. E só bate na tecla do volante, volante sem lembrar q na época de 1 só volante os lateriais só iam até o meio campo e o meio ficava congestionado. Veja se algum time coloca 1 só volante contra o Palmeiras para ver o que acontece
Cerezzo e Falcão, como disse, eram volantes e jogaram juntos na Seleção.