
Entre mortos e feridos, ambos se salvaram na volta do passeio à Flórida, como diria um dos pilares da nova cultura brasileira, aquela de fazer nosso avozinho d’além-mar rolar de rir no chão.
O Palmeiras trouxe a taça e o Corinthians deu um passo adiante na busca de um modelo de jogo mais compatível com sua grandeza histórica, na estreia oficial dos seus dois novos treinadores: Luxa e Tiago Nunes.
Luxa plantou uma duvida e colheu uma boa expectativa.
A duvida é sobre o aproveitamento de Felipe Melo como zagueiro, experiência que este mesmo escrevinhador propunha já nos tempos de Roger Machado. Talvez porque o jogador, lá no fundo, não tenha incorporado de fato o novo papel; talvez, porque não seja mesmo sua posição ideal, o fato é que essa questão merece ainda um período maior de observação. Não sei, mas vale tentar.
Isso, claro, se Luxa optar por um segundo meio-campista, o armador, de técnica e descortino de jogo maior do que um volante de praxe. E aqui entra em campo o garoto Gabriel Menino, a colheita sugestiva da nova safra de palestrinos.
Menino vestiu a camisa verde como homem feito, tocando a bola com ciência, marcando e se movimentando bem, o suficiente para conferir a leveza de que tanto carecia o Verdão no seu meio de campo.
Mas, em matéria de leveza, ninguém superou a nova dupla de meio campistas do Timão: Camacho e Cantillo. Foi o que deu nova cara ao time, a face oposta à dos tempos de Carille e cia. bela.
Com Luan dando sinais (pelo menos, no primeiro jogo quando marcou dois gols e se movimentou bem) de que pode recuperar aquele futebol vistoso e eficiente dos primeiros tempos do Grêmio, o Timão se prepara para brigar pelo tetra paulista com boas chances de êxito.
É esperar pra ver.

Prezado Alberto,
No despertar do relógio, tudo terminou bem, de fato.
Resta saber o que fazer com a carga de exercícios físicos aplicada a ambos os times.
Digo isso porque os jogadores sentiram cansaço expressivo, tanto corinthians quanto palmeiras, em seus jogos.
E não é por causa de início na temporada, mas sim devido ao fato da imposição absurda na carga física de seus preparadores.
Não há necessidade de tanto, mesmo porque durante as competições os mesmos vão “afinando” sua forma física e já no meio de temporada estarão “tinindo”.
Enfim, parabéns ao palmeiras pelo título internacional.
Grande abraço e saudações.