A lei burra

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Sem querer também é falta, o bordão popularizado pelo meu querido Arnaldo Cezar Coelho, valia só para o contato físico entre os jogadores. Até que a International Board, entidade ligada à Fifa que cuida da criação e regulamentação das regras do jogo, inventou essa excrescência: uma instrução ou recomendação, como preferirem, que fere de morte não só o conceito básico de qualquer lei humana como atira na lata de lixo a essência da regra que regula o toque de braço e mão na bola.

Recorro a novo chavão do Arnaldo – A Lei é Clara – quando se trata desse aspecto da legislação futebolística. A lei fala claramente em intencionalidade. Para que o toque de mão, braço ou antebraço seja considerado faltoso é imprescindível que o lance tenha sido intencional por parte do jogador que o comete. Por extensão, é considerada intencional a abertura de braço do jogador que tenta ampliar indevidamente o espaço de seu corpo com a clara intenção de reduzir o espaço da passagem da bola.

Pois essa recente instrução da IB recomenda que se marque falta, dentro desse princípio de intencionalidade só quando o lance se desenrola na defesa de um time. Quando é um atacante, não. Basta tocar em seus membros superiores, haja ou não intencionalidade, e, na sequência, sair o gol, falta!

Trata-se de um chute no traseiro do princípio de isonomia e um tapa na orelha na alma da regra.

E mais um esclarecimento que só veio pra aumentar o baú de incertezas e discussões.

 

5 comentários

  1. QUERIDO ALBERTO, ESTAMOS NUM PAÍS EM QUE A LEI É PARA SER USADA E NÃO APLICADA.
    A NÃO PROFISSIONALIZAÇÃO DOS ÁRBITROS E TODA A PARAFERNÁLIA QUE EXIGE HOJE UM JOGO DE FUTEBOL FICA À MERCÊ DOS MESMOS QUE ANTES ARRANJAVAM RESULTADOS. E OUTRA JÁ ESTÁ NA HORA DE UM CARIOCA GANHAR ALGO NO NÍVEL NACIONAL, POIS JÁ ESTÁ FICANDO CHATO O FUTEBOL. COPA DO BRASIL MINEIRO… BRASILEIRO PAULISTA,.. LIBERTADORES GAÚCHO… E NO RIO SÓ BALA PERDIDA E OUTROS ACONTECIMENTOS NO MEIO POLICIAL… A CIDADE MARAVILHOSA ESTÁ CARENTE… A GLOBO ESTÁ EM BAIXA… E ASSIM CAMINHA A MEDIOCRIDADE…

  2. Alberto Helena Jr.

    Vou ocupar este espaço democrático para comentário que nada tem a ver com o assunto do post, me refiro ao jogaço de bola ontem dia 01/10/2019 entre River Plate e Boca Jrs., acho que o campeão sai daí pois a bola que por exemplo o River Plate está jogando deixa no chinelo não só o Grêmio assim como o decantado em prosa e verso, pela alegrinha crônica esportiva carioca, o Framenguinho da Gavea, que bola joga este time do River com postura tática sólida, bola de pé em pé, cada jogador sabendo de antemão onde o seu companheiro está ou vai se colocar, meteu 2 x 0 no time do Boca Jrs. e ficou barato hein, meu favorito parqa o título o River Plate disparado. Saudações palmeirenses.

  3. A regra aplicada pelo juiz depende do time. Como diz o ditado: Coração tem razão que a própria razão desconhece! A lei, quando deixa lacunas para interpretações, deixa a mercê de cada um a sua aplicação. Entender de lei já é difícil, mais difícil ainda é acostumar com o chavão: a lei é clara, mas a sua aplicação não!.. Todos somos juízes, uns bem outros nem tanto bem intencionados. Se é para o meu time, o juiz acertou. Se é contra o meu time, o juiz errou e é ladrão. A meu juízo, mudando um pouco de assunto, a introdução do VAR no futebol acabou com o melhor da festa: a discussão do que foi ou do que não foi. Com o VAR para que juiz. Cassaram a autonomia do Juiz e diminuíram a beleza do espetáculo, Juiz a menos de 1 metro do lance, manda ou jogo seguir, por convicção, e depois é alertado pelo VAR de que errou. Errou e errou feio duas vezes: A primeira por ter a sua decisão contestada ´por terceiros.. VAR não é autoridade, é instrumento do qual pode, e não deve, ser consultado quando houver dúvidas pelo próprio árbitro. O que estamos presenciando é exatamente o oposto. O VAR, como está sendo aplicado, assim como as regras de jogo, estão matando com a beleza pós jogo: a discussão entre torcedores do que foi e do que não foi. Saudações atleticanas.

  4. O lance discutido pelo Palmeiras lá serve pra essa reflexão do blogueiro (muito embora coisa semelhante já tenha acontecido com o Flamengo contra o próprio Internacional, no mesmo Beira-Rio, após um toque involuntário de mão do zagueiro Rodholfo que acabou por anular um gol do Flamengo e na época ninguém se incomodou com isso). Também acho que pro ano que vem podemos e devemos rediscutir essa questão. O que não se pode é usar o mau-caratísmo de dizer que isso que aconteceu tem a ver com beneficiar time “A” ou “B”. Haja cara-de-pau! Estão querendo levantar suspeitas porque um árbitro CUMPRIU efetivamente a regra. Isso diz tudo sobre os salafrários maus perdedores.

  5. Otimo Alberto. Isso estava engasgado. Os seus argumentos sao perfeitos. Acho que voce deu o tiro de partida
    de uma campanha internacional para a Fifa cancelar essa monstruosidade e voltar ao que era antes.. Agora com
    o advento do VAR o juiz tem mais uma opcao (se ele achar que precisa) de definir se foi mao na bola ou bola na
    mao.
    a
    abracos

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