
Lá pelos anos 70, José Sarno, um zagueiro andarilho que jogou pelo Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Botafogo, entre outros, antes de virar técnico seguindo o mesmo rumo incerto, escreveu um livro sobre esse vaivém dos treinadores brasileiros, intitulado A Dança do Diabo.
Como se vê, não há nenhuma novidade nesse troca-troca de técnicos acelerada nas últimas horas.
Ora dá certo, ora dá errado, mas raramente há uma mudança radical no estilo de jogo dos nossos times.
Um caso em que a mudança está sendo evidente é o do Palmeiras de Mano, que ainda nesta quinta-feira meteu 6 a 2 no CSA, placar impossível de ser alcançado com Felipão. Acima, porém, do que a goleada, paira o conceito colocado em campo que resultou no dobro de troca de passes da chamada Era Felipão. É o Palmeiras jogando bola, meu, coisa que não conseguia fazer até outro dia, apesar de seu ilustre elenco de jogadores.
É o que se espera agora do São Paulo de Fernando Diniz, um dos raros treinadores brasileiros que valoriza a posse de bola, o jogo tramado, inteligente,sempre em busca da meta adversária.
Diferentemente de Mano, técnico de carreira mais longa e vitoriosa, incluindo a Seleção Brasileira, que pegou um Palmeiras vice-líder e com o grupo formado, Diniz mergulha na maior aventura de sua vida ao assumir um clube grande, desesperado pela longa fila de títulos e com um elenco em formação, diante de uma torcida desconfiada e irritada.
Mais do que qualquer outro, Diniz teria de se respaldar numa proposta sólida da direção tricolor, disposta a dar a ele o tempo necessário pra fazer todas as mudanças necessárias pra mudar o braço da viola desse time.
Não parece ser o caso, pois o contrato não tem prazo de validade algum. Traduzindo: é chegar, ganhar todas, independentemente do estilo adotado, caso contrário, rua!
E toque a música que a Dança do Diabo segue rodopiando em torno do bom senso e da competência dos nossos cartolas.
Alberto Helena Jr.
Minha mãe dizia sempre que serviço de vagabundo é sempre dobrado e isto se aplica perfeitamente a troca de técnico por exemplo no São Paulo qual seja a diretoria quis se ver preservada de qualquer critica e lançou Cuca aos leões ou bambis como queiram e deu no que deu e ainda confirmou a forma de como procede escolhendo um outro treinador, bom diga´se de passagem, o Fernando Diniz que tem uma forma de ver o futebol de um angulo bem europeu com poucos toques de bola, sem ensebação, jogo rápido em até o goleiro participa com os pés, diria uma tática meio temerária meio suicida e demanda tempo e muito treinamento para ser implantada e já colocaram o rapaz para comandar o time amanhã contra o Flamengo no Rio de Janeiro ou seja se ganhar manda erguer uma estátua lá no Jd. Leonor porém em caso de derrota começam soar as galhadas e mais um técnico irá para o espaço lá pelos lados dos Morumbi, já o Verdão ao dispensar Felipão observou que o veterano treinador já não conseguia gerenciar o vestiário como no ano passado e a diretoria o dispensou e buscou no mercado o melhor nome que estava disponível e que transmitiria aos jogadores um estilo de jogo que desse aos atletas um espaço maior para mostrar as suas habilidades e foi o que se viu ontem por exemplo contra o CSA um chocoltaço de 6 x 2 fora o baile quando por exemplo no 3º gol o time inteiro rodou a bola torcando mais de 34 passes até culminar co,m o golaço do Bruno Henrique, jogada bem ao estilo do Barcelona dos bons tempos, não foi perfeito ainda o time porém tem bastante a evoluir nas mãos do Fratello Menezes. Saudações palmeirenses.