E lá vêm los hermanos!

Foto: Douglas Magno/AFP

A Argentina começou sufocando a Venezuela, fez seu gol com Lautaro Martinez de pura intuição e habilidade – calcanhar desviando chute de Aguero -, logo de cara e foi recuando, recuando, até que o jogo passasse a ser mano a mano, rechiflao en mi tristeza.

O diabo é que se no troca-troca os tintos não conseguiam criar nenhuma chance clara de gols, já os hermanos rasparam as traves duas ou três vezes, até que, no segundo tempo, Lo Celso colhesse as penas do goleiro Fariñes e resolvesse a questão, jogando a Argentina no nosso colo, nas semifinais da Copa América.

Dureza? Claro, sempre foi e sempre será, embora lá pelos anos 70, de velho freguês viramos assíduo fornecedor de desencantos para os argentinos.

Mas, a coisa é aqui e agora. Ou melhor, terça-feira, quando ambos se enfrentam pra ver quem irá disputar o título.

Nem Brasil, nem Argentina têm mostrado nesta competição um alto nível técnico. Olhando pra baixo, os argentinos viveram instantes mais tenebrosos do que os brasileiros, isso é fato.

Diria que, como organização tática, o Brasil esteve mehorzinho, embora se embaraçasse sempre que pegou uma retranca pela frente, o que, presumo, não deva ser o caso no confronto que aí vem.

Nossa Seleção tem uma defesa e um meio de campo mais sólidos do que os do rival eterno. Mas, dali pra frente, os argentinos ganham em qualidade técnica de seus jogadores, sem falar em Messi, o melhor do mundo, que anda jogando apenas para o gasto, bem distante do brilho ofuscante habitual; mas, que de repente pode acender sua chama e aí…

A boa nova é que a Argentina não deverá, por tradição e estilo, fechar-se numa retranca feroz daquelas diante das quais temos fracassado. E, quem sabe, Tite nos dê uma nova ainda melhor: William na meia e Neres na direita pra descarregar o peso exagerado que recai sobre Cebolinha.

É esperar pra ver.

4 comentários

  1. A Argentina não conquista um título de relevância hâ 26 anos, desde a Copa América de 1993, no Equador. A necessidade e pressāo por títulos é muito maior nos argentinos que brasileiros, que não conquista um título de relevância desde 2013.

  2. Alberto Helena Jr.

    A selenike do meu Brasil varonil de empresários e bestas mil (olha aí rimou) passou pelo fraquissimo porém guerreiro Paraguai num pifio 0 x 0 e ganhando nos penaltis sabe-se lá Deus como, porém contra a Argentina de Messi, Aguero, Di Maria a conversa é outra e bem outra ainda pelo futebol da seleçãozinha da Nike e CBF aposto minhas fichas numa final entre Argentina e Uruguai e ficará dentro dos meus primeiros prognósticos de que as favoritas para o título seriam Colombia, Uruguai ou Chile. Saudações palmeirenses.

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