O Gajo implacável

Foto: Miguel Riopa/AFP

O Gajo é realmente incrível. Mal tocou na bola ao longo de toda a partida contra a Suíça, pelas semifinais da Liga das Nações, no estádio dos Dragões, no Porto. Mas, quando tocou, foi como se seus pés fossem varinhas mágicas: três gols, cada um de confecções distintas.

No primeiro, investiu entre dois adversários à entrada da área. Falta, que ele cobrou com a precisão de sempre.

No segundo, recebeu passe de Bernardo Silva, no meio da área, de onde desferiu, de prima, um chute indefensável.

E, no terceiro, dois minutos depois, dominou na esquerda, cortou o beque e bateu no cantinho do goleiro.

Até então, Portugal era envolvido inteiramente pela Suíça, que metera uma bola na trave de Rui Patrício com Seferovic, ainda no primeiro tempo. E que chegara ao seu gol no segundo tempo depois de uma grande lambança do juiz.

Foi assim: Seferovic sofrera pênalti, que o juiz desconsiderou e mandou o jogo seguir até que, na sequência, marcasse pênalti a favor do Portugal. Aí, o VAR entrou em ação e o juiz teve de dar dez passos atrás para marcar o pênalti a favor da Suíça, que Rodriguez converteu no 1 a 1.

E o tal protocolo, sobre o qual o Botafogo montou sua reclamação no STJD em lance similar no jogo vencido pelo Palmeiras por 1 a 0 e que está sub judice? Como fica?

O fato é que, graças exclusivamente a Cristiano Ronaldo, Portugal saiu em grande vantagem numérica nessa decisão com a Suíça, que, na bola rolando, merecia ter vencido. A palavra final será proclamada no jogo da volta, nos Alpes.

(Não nos esqueçamos que, num situação parecida, a Suíça simplesmente meteu 5 a 2 na  poderosa Bélgica).

 

 

5 comentários

  1. Mestre Helena, rogo que VS. explique para alguns de seus coleguinhas( do estadão) que a descrição a seguir é tola, para dizer o mínimo; .”……quase voltou a deixar a sua marca ao finalizar forte à direita de Sommer após receber uma assistência de Bernardo Silva, aos 5 minutos.””” Se foi assistência não poderia “quase voltar a deixar sua marca” se “quase deixou sua marca” não foi assistência. Copiou-se do basquete essa instituição da ‘”assistência”(boa ideia pois substitui-se a frase: “passe para gol”por uma só palavra), mas se não houve gol porque usá-la? Bobagem ainda pior é substituir o nosso querido verbo “VER” pelo monstrengo “VISUALIZAR” que nem no inglês, nem no Português, tem o sentido de ver. La o sentido é imaginar, vislumbrar( ou forçando a barra “ver” mentalmente) e aqui o sufixo “zar” implica na consecução de algo e nesse caso visualizar(arrgghhh!) seria tornar visual ou visível. Saudações Camõesonicas!!
    RRSiuzudra

  2. “E o tal protocolo, sobre o qual o Botafogo montou sua reclamação no STJD em lance similar no jogo vencido pelo Palmeiras por 1 a 0 e que está sub judice? Como fica?”

    Foi exatamente o que pensei… Se fosse aqui a Suíça poderia pedir a anulação do jogo e o tal STJD roubar o protagonismo daqueles que atuam dentro dos campos.

  3. Caro, Alberto Helena

    Provavelmente foi erro seu por falta de estudar o que é a fase final da Liga das Nações!

    Vou explicar: A fase final joga-se na cidade do Porto e na cidade de Guimarâes (cidade onde nasceu Portugal).

    Nas Antas, estádio do Porto jogou-se o Portugal x Suíça e se jogará a final no próximo domingo.

    No estádio do Vitória de Guimarães joga-se hoje o Inglaterra x Holanda e o vencedor jogará com Portugal, no domingo.

    No estádio de Guimarães jogará no próximo domingo o jogo de atribuição do terceiro lugar entre a Suíça e o perdedor do jogo de hoje.

    Ou seja não existe lugar a jogo de volta nos Alpes, como você diz.

    Bem haja

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *