Não fosse o Volpi…

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Dois grandões do futebol brasileiro se encontraram no Pacaembu, nesta tarde chuvosa de domingo. Resultado: 1 a 1 com o goleiro Volpi sendo eleito o melhor em campo, pelos telespectadores da Globo e pelo bom senso. E isso já resume o que foi esse jogo.

A partida começou tensa, claro, pois o Cruzeiro, um dos candidatos ao título na véspera do campeonato, anda roçando a linha do descenso, enquanto o Tricolor, até que bem posicionado na tabela por pontos ganhos, não marcava um golzinho havia muito tempo e acabara de ser desclassificado na Copa do Brasil pelo Bahia.

Golzinho que Pato realizou logo aos 14 minutos de bola rolando, em boa arrancada de Reinaldo, que o serviu na condição de autêntico centroavante, no miolo da área, onde o artilheiro se sente em casa.

Aliás, o São Paulo tinha em Pato e Vítor Bueno, mais aberto pela esquerda, seus pontos de apoio no meio de campo e no ataque, o que lhe permitiu por algum tempo uma superioridade no desenrolar da partida.

Mas, no segundo tempo, o Cruzeiro tomou conta da bola e do espírito da partida, enquanto o Tricolor se encolhia na clara intenção de preservar o resuitado.

Foi quando avultou a figura de Tiago Volpi, autor de meia dúzia de defesas providenciais que evitaram o pior para o seu time (numa delas, tirou o doce da boca de David, na hora H).

Só não conseguiu evitar aquela cobrança de falta magistral de Tiago Neves, aos 22 minutos.

Como o jogo foi muito truncado por tantas consultas ao VAR (pra mim, houve um pênalti pra cada lado) e por reclamações constantes dos jogadores, além das tradicionais sucessões de faltinhas aqui e ali, o juiz acrescentou oito minutos ao tempo regulamentar.

Mas, já antes disso, uma nova esperança pintou no fim do túnel tricolor: a entrada, aos 33 minutos, do menino recém-contratado do Flu, Calazans, que conferiu agressividade e precisão ao lado esquerdo do seu ataque. O  moleque não errou um passe, um drible, um cruzamento nesse pouco tempo em que esteve em campo.

Quem sabe, né?

Mas, obviamente, o São Paulo carece, antes de mais nada, de confiança; que só virá quando Cuca acertar o modelo de jogo e os atores certos pra construir com clareza esse projeto.

Quanto ao Cruzeiro, foi um certo alívio nesse processo de queda súbita e inexplicável no Brasileirão, depois de um longo período de êxitos.

 

 

3 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    O empate de hoje no Pacaembu levou o time do Morumbi e o time mineiro aos céus e ao mesmo levou os dois a beira dos quintos….vamos ver quem vai administrar melhor a beira do precipicio pois as cornetas são paulinas diferentemente dos anjos e arcanjos comandados por Paulo (o santo e apóstolo) assim berravam para quem quisesse ouvir….vergonha….time sem vergonha….não há Leco, nem Raí, nem Lugano que segurem essa bucha para o Cuca descascar esse pepino, enfim campeonato bradsileiro continua com o Verdão líder, ganhou da Chapecoense em Chapecó, líder apesar dos pontos do jogo ganho contra o Botafogo momentaneamente tendi sido tungados pela CBF (patroa do STJD). Saudações palmeirenses.

  2. ESSE CARLOS BRIM ESTÁ EXAGERANDO NO SEU COMENTARIO., O LECO CONCORDO QUE DEVE ENTREGAR O CARGO POIS JÁ FEZ MUITA BOBAGEM. QUANTO AO RAI ACHO QUE DEVE CONTINUAR O TRABALHO, SÓ PRECISA TOMAR MAIS CUIDADOS NAS CONTRATAÇÕES. SEM PRECIPITAÇÕES. AQUI É SÃO PAULO FC. O CLUBE DA FÉ. A\AZIZ\ TRICOLOR ATÉ O FIM. DA VIDA.

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