É isso aí, Fla!

Foto: Alexandre Vidal/CRF

Era isso que se esperava do Flamengo, um time capaz de vencer e dar espetáculo, jogando pra frente, com belas tramas coletivas e jogadas individuais de refinada feitura. Assim como é o que se espera do Palmeiras. Afinal, num futebol em geral de nível técnico inferior à sua história, Fla e Verdão se destacam pela qualidade de seus respectivos elencos, o que exige mais do que simples resultados positivos.

Contra um Fortaleza bem organizado por Ceni, depois de um início parelho, lá e cá, o Mengão tomou conta da bola e dos espaços. Mais do que isso: do espírito do jogo. E partiu para demolir o Fortaleza num cerco consistente e permanente, até construir o placar de 2 a 0, que o coloca temporariamente no topo da tabela, justamente ao lado do Palmeiras, enquanto o STJD não decide sobre o resultado daquele clássico verde contra o Botafogo.

Sucede que o cerco rubro-negro à área inimiga não se deu como de praxe no nosso futebol atual, aquela circular de bola de um lado pro outro até que alguém, do bico da área, dispara um chuveirinho que não molha ninguém.

Ao contrário: eram trocas de bola executadas em alta velocidade e bem urdidas entre os atacantes rubro-negros, sempre no sentido vertical (ou, como prefere, o véio Tusta, com razão, longitudinal). E foi assim que construiu o placar final, em duas felizes conclusões do artilheiro Gabigol, bola de pé em pé, toques de calcanhar e outros bichos até a criança deitar nas redes cearenses.

Curioso que o Flamengo, em tempos de crise, historicamente renasce nas mãos de um técnico auxiliar, enquanto o clube sai à procura de um medalhão na praça. Foi assim, várias vezes, com Carlinhos Violino, com Jaime, com Andrade etc. Depois, cai no lugar-comum e recomeça o ciclo da busca interminável.

Agora, parece já ter resolvido a questão, com a contratação do lusitano Jorge Jesus, muito badalado, aliás, no além-mar. Como de resto, os treinadores portugueses em geral, na Europa, especialmente a partir do êxito de Mourinho no Porto, há uma década.

Vejamos se o gajo fará jus a essa fama por aqui. Espero que sim, pois o Fla dos dois Diegos, de Cuéllar, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabigol, Bruno Henrique e cia. bela merece atingir aquele patamar de desempenho que estampe um largo sorriso não só no rosto de sua torcida como em todos que curtem um futebol de verdade, não esse arremedo que tomou conta dos nossos campos nas últimas décadas.

NA LINHA DO GOL

E deu Liverpool, como se esperava, com um gol de pênalti (hummm…) de Salah e outro de Origi, que entrou no segundo tempo. Nada mais justo para um time de campanha excepcional nesta temporada, sob o comando de Jurgen Klopp, um tipo arejado, de bem com a vida, e treinador altamente competente, como já demonstrara à frente do Dortmund. Dele e dos craques do naipe de um Van Dijk (pronuncia-se Deick, ao contrário de nossos colonizados integrantes da mídia esportiva em geral), de um Salah, de um Mané, de um Firmino etc. Afinal, o Liverpool foi um vice inglês com pontuação de campeão, na disputa mais acirrada da Primeira Liga da Rainha (Sua Majestade é do tempo em que as mulheres ainda usavam ligas) com o City de Guardiola. E, agora, acaba de ser coroado Rei da Europa. Belê!

4 comentários

  1. Há alguns dias trás escrevi aqui no Bola Virtual sobre os carregadores de piano de Neymar na seleção. Uma das coincidências é que os dois, mesmo advindo de fracassos retumbantes em copas, estão sempre sendo convocados. Falo dos jogadores fim de feira Fernandinho e Casemiro. Advinha quem está defendendo Neymar com unhas e dentes no rumoroso caso do estupro da brasileira em Paris?

  2. É isso aí Mestre, o Fla jogou ontem do jeito tá torcida esperava, muita criatividade do meio para a frente, envolvendo o Fortaleza e criando inúmeras oportunidades, deu show!!!
    Que venha o Corinthians!!

  3. É isso aí Mestre, o Fla jogou ontem do jeito que a torcida esperava, muita criatividade do meio para a frente, envolvendo o Fortaleza e criando inúmeras oportunidades, deu show!!!
    Que venha o Corinthians!!

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