Sábado BB: Bayern e Barça.

Foto: Matthias Balk/AFP

A tarde do sábado foi preenchida na telinha por dois clássicos europeus tendo as respectivas lideranças em jogo.

Na Alemanha, o Bayern precisava virar a tabela diante do até então líder Borussia Dortmund. E virou, massacrando o inimigo por 5 a 0. Só no primeiro tempo, quando os bávaros foram irrepreensíveis, o placar assinalava 4 a 0, num período em que sufocaram o adversário do início ao fim, numa etapa em que houve apenas quatro faltas, todas cometidas pelos amarelinhos.

Eis uma das imensas diferenças em relação ao nosso futebol, pródigo nas tais faltinhas necessárias, sobretudo nos clássicos, que restringem o jogo e acinzentam o espetáculo.

Destaques para o brasileiro nascido na  Itália e espanhol de carteirinha, Tiago Alcântara, armando as jogadas para Lewandoviski, disparado o melhor centroavante do mundo da atualidade – um goleador emérito que sabe jogar bola quando a tem fora da área.

Assim como o garoto Kimmich é o mais completo lateral-direito do planeta, craque que sabe  marcar, armar e se infiltrar como autêntico ponta, embora meio-campista de origem.

Ao contrário de outro jovem meio-campista há tempos transferido para a lateral-direita no Barça, Serge Roberto, que nem a pau arrisca uma jogada de linha de fundo. Fica ali pela intermediária adversária, recebe a bola e toca pra trás, mesmo tendo apenas um marcador pela frente.

E essa foi uma das objeções para o líder Barça levar tanto tempo pra definir o jogo diante do vice Atlético de Madri, mesmo com um a mais desde o primeiro tempo, depois da expulsão de Diego Costa, por reclamação.

Isso, diante da marcação cerrada exercida, como de hábito pelo time comandado por Simeone, fez com que os catalães tivessem o domínio da bola o tempo todo sem, porém, penetrar na área como seria previsível.

E aqui entram também dois outros fatores – a implacável marcação sobre Messi, em noite pouco inspirada, e a falta de contundência de Artur, um volante a meu ver, até agora, super valorizado. Sabe jogar, mas seu futebol é feito basicamente de passes laterais e curtos, seguros, pois, ma sem a centelha do grande armador, que se revela na enfiada imprevisível e certeira ou na súbita invasão à área inimiga, essas coisas.

Valverde, portanto, demorou para substituir Serge e Artur. Só o fez a partir dos 84 minutos de jogo, quando entraram em campo Malcom e Semedo.

Coincidentemente ou não, foi exatamente nesse curto espaço de tempo que o Barça emplacou os 2 a 0 finais, com dois belíssimos gols de Suárez e Messi, o que coloca entre o líder e o vice espanhóis uma distância de onze milhas, sete rodadas antes do final do campeonato.

Foto: Pau Barrena/AFP

 

Um comentário

  1. Alberto Helena Jr.

    Quando vejo você comentar esses jogos dos campeonatos pela Europa, principalmente o espanhol, o alemão, o inglês e num nível um pouco abaixo o italiano fico me perguntando em que momento o futebol brasileiro começou a involuir tecnicamente e taticamente e hoje é apenas um espectro do que acontece lá do outro lado do oceano atlântico, temos que ter a humildade em reconhecer que nos transformamos num João qualquer em termos técnico e tático e trilhar um caminho de volta ao futebol bem jogado com variações táticas, de passes com infiltração e triangulação, na magia dos mais privilegiados tecnicamente pois como se sabe em um bom time de futebol temos que ter pelo menos um ou dois craques, alguns jogadores bons e uns carregadores de piano caneludos porém raçudos e com fibra um técnico com bom conhecimento e viência no futebol, aí talvez um dia você faça comentários compatíveis e homogêneos entre o futebol brasileiro e o futebol europeu porque por enquanto para quem enxerga e vê futebol está 7 a 1 para eles infelizmente. Saudações palmeirenses.

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