
Se levarmos em conta apenas os jogos das quartas de final, esse Choque-Rei marcado pra sábado surge como o encontro dos dois que tiveram as melhores exibições das rodadas.
O Palmeiras, que fora péssimo no empate do jogo de ida, na volta, apresentou sua melhor performance na temporada. Não me refiro à goleada de cinco sobre o Novorizontino, mas à forma de atuar da equipe, que substituiu a ligação direta da defesa ao ataque por um jogo tramado e envolvente, como manda o figurino e a qualidade técnica de seu elenco.
Já o São Paulo, o único dos semifinalistas a vencer suas duas partidas das quartas, foi mais insinuante no jogo do Morumbi contra o Ituano do que na volta. Mas, passou a irradiar uma expectativa antes nunca experimentada neste ano. Tudo por conta da leveza de seu meio-campo composto pela garotada de Cotia.
Ambos, porém, enfrentaram naquela fase do Paulistinha adversários de boa campanha ao longo do torneio, mas de poder de fogo e tradição bem distantes dos oponentes deste sábado.
A questão é saber se Verdão e Tricolor conseguirão reprisar esses desempenhos quando estiverem frente à frente.
Tenho cá minhas dúvidas. De seu lado, o Palmeiras de Felipão, com seu jogo vertical e altamente defensivo, foi campeão brasileiro outro dia e tem acumulado mais vitórias do que empates ou derrotas. Logo, é mais provável que Felipão recue ao que ele considera mais seguro pra chegar à classificação às finais.
Já o Tricolor vai depender dos nervos da molecada em momento tão crucial de afirmação.
O São Paulo leva a vantagem do Morumbi com sua torcida de esperanças renovadas. Mas, o Palmeiras tem u elenco superior e mais ajustado pelo tempo em que está sob o comando de Felipão.
Vejamos, vejamos.
NA LINHA DO GOL
Pato chegou em boa hora ao Morumbi. Para ele e para o São Paulo. Já um tanto mais maduro como ser humano, seu estilo se encaixa perfeitamente ao conceito que Cuca pretende imprimir no time: um atacante leve, móvel, que pode fazer boa dupla com Pablo, com quem guarda o mesmo estilo, contando sempre com os dribles e a rapidez de Antony pra formar um ataque insinuante e difícil de ser marcado. Um artilheiro nato, que recomeça a sua vida, assim como o Tricolor.
Outro que acaba de chegar é Jorge, lateral-esquerdo formado no Ninho do Urubu, mas que não progrediu no futebol europeu. Contudo, no Santos, pode perfeitamente retomar de onde partiu, pois tem boa técnica e apetite para se incorporar ao estilo desabrido de Sampaoli.
A propósito de Jorge, vi e ouvi na Espn a explicação de meu estimado e competente Professor Unzelte a respeito do número 3 na camisa do novo lateral peixeiro. Permita-me o amigo acrescentar um dado fundamental na lição do nosso querido professor. Nos anos 50, quando prevalecia por aqui o sistema denominado Diagonal, cria de Flávio Costa e que era mera variação do WM de Chapman, alguns times adotavam esse esquema pela direita; outros, pela esquerda. O Santos, a exemplo do Corinthians, adotou a Diagonal pela esquerda. Isto é: o beque central (Hélvio) era o número 2 e o lateral-esquerdo (Ivã), o número 3. Ramiro (4), Formiga (5) e Zito ou Urubatão (6) formavam a tal linha média, pouco antes do advento do quarto-zagueiro (no caso, Formiga). Essa numeração seguiu em frente, com pequenas alterações, como a troca de camisas entre o quarto-zagueiro e o volante (5 e 6). Hoje em dia, com tantos dígitos atrás das camisas, isso passou a ser irrelevante.
Alberto Helena Jr.
Vai ser um jogão amigo Alberto para ser visto, ouvido e revisto ou na idilica Ibiuna decantada pelo nobre amigo ou na minha cidadezinha aqui do interior de São Paulo, não tão idilica quanto a Ibiuna do blogueiro porém agradável e sossegada para se ter uma boa qualidade de vida, temos a banda sinfonica (furiosa) que toca todo domingo ao entardecer na praça principal da cidade e muito verde a disposição. Saudações palmeirenses.