Verdão, 1 a 0. Choque-Rei? Pois, sim…

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Rei evoca a figura de um soberano medieval, um Ricardo Coração de Leão, espada em riste, comandando seu exército no ataque fatal – vitória ou morte!

Choque-Rei? Pois, sim…Foi mais um choque entre súditos defendendo suas miseráveis aldeias do cerco de um exército fantasma, pois tanto São Paulo quanto Palmeiras não ousavam ir ao ataque nem sob a ameaça da forca aos covardes.

O Verdão de Felipão só sabe contragolpear com as investidas velozes de Dudu e o São Paulo, nem que deseje, não sabe atacar com seus três  volantes substituindo os três zagueiros da preferência de Mancini.

E o que se viu foi um penoso e longo arrastar da bola feita grilhões pelo Pacaembu ao longo da partida, até que um raio de luz iluminou aquela tabela com Dudu que resultou, aos 35 minutos do segundo tempo, no petardo fulminante de Carlos Eduardo, três repiques de bola na trave e no chão como badaladas de sino anunciando o gol solitário Palmeiras.

Foi o que bastou para o Palmeiras de Felipão correr pra casinha, com a entrada de mais um volante, Jean, no lugar do atacante Dudu.

Ora, como o Tricolor já havia perdido Hernanes que, bem ou mal, é um dos raros neurônios do time, nada mais restava do que abrir um longo bocejo e esperar o apito final do choque que não houve.

 

6 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Cabia no clássico de hoje que o time do Morumbi tomasse a iniciativa de procurar mais o gol, para almejar a classificação, porém o que se viu, como você bem comentou foram os dois times esperando a iniciativa de um ou outro para contragolpear e como clássico tudo as vezes é resolvido num simples detalhe a balança pendeu favoravelmente ao Verdão que com a entrada do criticado Carlos Eduardo encontrou um lance de raro futebol europeu em que numa jogada lá pela esquerda partindo para o meio da grande área Dudu mete uma assistência de calcanhar, que até Pelé e Socrates assinariam, deixando Carlos Eduardo livre para soltar um petardo que quicou no travessão e atravessando a linha fatal decretou o único gol do clássico, sacramentando a classificação do Verdão e jogando o São Paulo na beira da desclassificação o que seria um desastre completo para a turma do Morumbi cuja torcida enfurecida no Pacaembu entoava aquela musiquinha “ei Leco vai tomar caju (sou educado e não vou esculhambar este espaço democrático do meu amigo Alberto) e lousa e cousa e maripousa (aprendi com um grande jornalista). Saudações palmeirenses.

  2. O melhor texto que li sobre esporte este ano, representando um choque rei? Bem legal, a analogia utilizada sobre a época Medieval, onde só a Vitória importava, ou seja, os dois lados iam ao encontro ao embate. Mas, é uma pena que o nome choque rei não faz jus, a um clássico tão pobre, onde um, fica esperando o outro atacar. E no final já se imaginava-se quem sairia vencedor. O São Paulo, já não é mais o mesmo, que pena para o futebol.

    1. Alberto Helena Jr.

      Calma meu amigo Tião Fiel o Dudu para jogar no nível do Pelé e do Socrates vai ter que comer muito feijão o que eu quis dizer meu amigo foi a jogada de calcanhar, marca registrada do Dr. Socrates, valeu pela observação. Saudações palmeirenses.

  3. sempra amá vontade com palmeiras, se fosse o contrario, grande vitoria tricolor, DAS CINZA|S PARA A GLORIA,, mas não tem nada não, o palmeiras segue segue e segue…………….

  4. Hoje, infelizmente, os jogos em que o SPFC intervem não podem ser chamados de clássicos. As pessoas que dirigem o Clube transformaram-no em um clube apenas mediano, incapaz de enfrentar de igual por igual os demais grandes do futebol brasileiro e, consequentemente, sempre perdendo. Isso, embora tenha uma folha de pagamento muito maior do que os outros.

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