
Ninguém aqui quer arrasar o técnico Jardine porque ele é jovem e tal e cousa e lousa e maripousa. Mesmo porque trocá-lo por outro, mais experiente, no cenário nacional, é trocar seis por meia dúzia. Tampouco desejo endeusar Sampaoli como um prestidigitador que tirou o Peixe do fundo do poço para transformá-lo, num átimo, no melhor time do mundo.
Já fui jovem, meu amigo, acredite!, e, aos 19 anos de idade, era diretor de redação da extinta Interpress, a primeira agência de notícias não ligada a grandes órgãos de comunicação ou ao governo. E olhe que naquela época você entrava numa redação de jornal e só via cabeças brancas debruçadas sobre folhas de papel.
Hoje, é essa festa de juventude em todas as redações. Trata-se de um processo inevitável e não necessariamente bom ou mau. Há jovens lerdos e velhotes espertos e vice-versa, meu endereço, como dizia o sábio Adonirã, o Velho.
O que questiono em Jardine, o técnico do São Paulo, não é a juventude, embora, é claro, um começo de carreira logo num time de tão gloriosa história mas que vive na seca há tanto tempo nunca é fácil. Questiono, sim, a falta de conexão entre seu discurso arejado, propositivo, no sentido de construir uma equipe agressiva, ofensiva, com altos índices de posse de bola, e o que se viu até agora do Tricolor sob o comando do moço.
Na Flórida, viu-se um time acanhado, com uma formação de meio de campo lenta e nem um pouco criativa, com três volantes etc.
No Paulistinha, no jogo da estreia, contra o Mirassol, idem com batatas ao longo de todo o primeiro tempo. No segundo, depois da expulsão de um adversário, aí, sim, o Tricolor desenvolveu um jogo nos padrões desejados e meteu quatro gols. Já na partida seguinte, voltou a ser amorfo nos dois tempos, apesar de ter marcado três gols, dois deles com inestimável colaboração do goleiro inimigo, Vagner.
Por fim, contra o Santos, o São Paulo foi completamente envolvido pelo time de Sampaoli, que apresentou um jogo fluente e incisivo bem de acordo com o discurso de Jardine.
Falta ao elenco tricolor jogadores capazes de reproduzir em campo o discurso do técnico?
Acho que não, sobretudo no nível do nosso futebol atual.
O que falta é o treinador sair da caixa, onde estão enfiados jovens e velhos de todas as idades, procedências, altos, baixos, loiros ou morenos, livrar-se das correntes do medo de ser dispensado (mais cedo ou mais tarde, o será, como é de praxe neste nosso futebol desamparado) e botar esse time pra quebrar, avançando sua marcação até o campo inimigo, armando um meio de campo mais leve e imaginativo e um ataque veloz e impetuoso.
Vai perder? Obviamente, vai. Pelo menos, até a equipe se entrosar com o novo conceito.
Mas, se jogar dessa forma, mesmo na derrota, deixará em campo a semente de esperança em algo mais agradável de se ver. A torcida, mesmo condicionada patologicamente ao resultado em si, acabará se rendendo também a essa novidade, pois ninguém resiste à sedução, meu.
Assim, o prazo de validade de Jardine, por certo, será estendido além da conta habitual.
Ou, seja: pra defender sua posição, nada melhor do que atacar.
Alberto Helena Jr.
Amigo Alberto não vai fazer nenhum “post” sobre a vitória do Verdão sobre o São Caetano ? A torcida palmeirense agradece ao grande e ilustre jornalista e lousa e cousa e maripousa. Saudações palmeirenses.
Ô, xará: não pude ver o jogo, nem o tape. Perdão.
Abraços
Kkkkkkkk….Ninguém perde tempo com o guarani da capital….Calma J. Senil Jr. Domingo mestre Helena abrirá a coluna com um post exclusivo para vc: ” Eterna piada perde de novo e galinhote abandona o paulistinha aos prantos” kkkkk . PEP CARILE MANDA LEMBRANÇAS!!!
Alberto Helena Jr.
Queria cumprimentar o meu amigo Tião Fiel e dizer a ele que sábado é dia da porca torcer ou não o rabo, os dois times ainda em fase de preparação e inicio de campeonato, ninguém com folego para noventa minutos em alto nível e que ganhe o melhor…adversários sempre inimigos nunca….um abraço. Saudações palmeirenses.
J Junior,
Agora você têm o meu respeito, pela seguinte frase “adversários sempre, inimigos nunca”.
Sou Corinthians, como bem sabe, e elogio sua postura, quem sabe o futebol há de melhorar fora das quatro linhas, certo?
Ah, sim, e que vença o melhor, embora o futebol é cheio de surpresas.
Grande abraço e saudações.
Sei que vou levantar lebre alienígena à coluna de hoje, mas não posso me furtar. Em algum lugar na internet li que o campo de carpete, de um clube num campeonato desses “garante bolso das federações”, precisou ter gelo espalhado em sua superfície pois a temperatura era superior aos 60º Celsius. Depois não se consegue explicar o fracasso e retrocesso no futebol tupiniquim! Uniformes que parecem pijamas, de tão compridos os calções e camisas, treinadores comprometidos com a volantaiada e treinadores de goleiros que não sabem treinar os goleiros nas saídas de gol( é só ver a quantidade de gols que o Frangassio toma em cruzamentos na peque área)
Perdão se intrujei Mestre.
Pô carinha!!! que nome forte brother!!! e pode melhorar… que tal : RAMSES SIUZUDRA ENKIENLIL… imbatível né messsm!!!!!!!.
No jogo contra o Santos, até que o Jardine veio com uma escalação “ofensiva, pero no mucho”, com 2 volantes, 1 meia e 2 atacantes. Porém, o problema é que o Nenê não exerce muito bem a função de meia. Não é a característica dele deixar o atacante na cara do gol e nunca foi. Desde quando surgiu no Santos, sempre se destacou mais como um ponta de lança com bom chute. Além disso, hoje tem a idade que pesa contra ele.
O São Paulo precisa, na verdade, contratar mais 2 meias jovens, dinâmicos, pelo menos, para serem titulares. Fez um investimento pesado e trouxe o Pablo, porém, sem bons meias, vai matar o investimento feito. Meias são o cérebro de um time. São os dão a chamada criatividade e tornam as equipes vencedoras. Veja o exemplo do Palmeiras, que tem uns seis meias no elenco, seu eu não engano. O Corinthians faz isso também já há anos e chegou a ter 5 meias no elenco. Acredito que os conceitos do Jardine poderão tornar o São Paulo melhor, mas, se não tiver estas peças, o time não terá a confiança necessária para ganhar os jogos e o Jardine cairá, assim como os outros que dirigiram ou dirigirão o São Paulo.
Parece que de novo o São Paulo vai ser a quarta força do futebol paulista. Qdo o SP vai contratar um técnico acima da media? Caso queira ganhar alguma coisa, precisa abrir a mão e pagar um salario maior para técnico( (veja o nível dos técnicos dos rivais!!!) e contratar JOVENS e bons volantes !!! Volantes bons de marcação, para não sobrecarregar a defesa e ter a posse de bola e com habilidade para sair jogando e ajudar o ataque! A ultima vez que teve volantes com tais características, foi campeão mundial! A atuação nos últimos clássicos foram desastrosas, muito, muito ruim, um empate com o Corinthians com gol um jogador a mais, 2 a zero para o Palmeiras sem passar do meio campo, 2 a zero para o Santos sem ver a cor da bola! Acorda tricolor, antes que seja tarde!!!