
É Gabigol, sim senhor. Nada de Gabriel, Gabriel Barbosa, essas frescuras modernosas de duplo nome com ares de granfino, mauricinhos saídos das escolas dos Jardins.
Ainda nesta noite de domingo, na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paraná, na outra Vila, a Capanema, a repórter da tv informa que o beque do Santos, o menino Robson Bambu, quer podar o Bambu da sua denominação pública em favor do Alves de nascença.
Ô, garoto: Bambu é tão brasileiro, caiçara e exclusivo, Que falta de senso de sua própria e honrada estirpe, sem falar na mercadológica, pois qual outro Bambu existe por aí correndo pelos campos brasileiros além dele? Robsons e Alves colhem-se na beira da estrada, amigo. Se quiser acrescentar algo ao seu apelido, que seja Bambu-lê-lê, como no velho ponto de capoeira.
É o caso desse menino do Inter, Zé Weílson (é isso mesmo?). Pra que esse segundo nome que cheira a contrabando do Império ilegal e pobre?
Já pensou só Zé, esse singelo e breve apelido que abriga milhões de brasileiros mas que o amigo não encontrará um único disparando pelos campos de futebol desde o mais longínquo passado?
Há, na história, uma infinidade de Zés duplos – Zé Maria, Zé Carlos, Zé Roberto, Zeca, Zequinha, Zezinho, Zé Pereira, bum, bum, bum, ao som do bumbo dos perdidos entrudos do passado. Mas, simplesmente, Zé, nenhum. Seria o único registrado na história do futebol, por mais incrível que pareça.
Mas, voltando ao nosso Gabigol: fez dois nesta noite de domingo contra o Paraná e se tornou o artilheiro do campeonato com certa folga. No primeiro, antecipando-se aos beques num cruzamento certo de Vítor Ferraz. No segundo, colhendo no segundo pau cruzo, como diziam os mineiros dos tempos do ponta Tião, de Derlis.
Falando em Vítor Ferraz, confesso minha surpresa pelo fato de todos os últimos treinadores brasileiros terem desprezado uma possível chamada do lateral-direito à Seleção.
Trata-se de uma posição delicada na composição da Seleção, aberta pela ausência de Dani Alves, possivelmente definitiva.
Vítor Ferraz é, há muito tempo, um lateral que marca bem, dinâmico, ataca com proficiência, tem ótimo passe e cruza com perfeição. Machuca-se pouco e está sempre ali, tanto atacando pela extremidade do campo quanto por dentro, como gosta Tite, por exemplo.
Ah, já tá na casa dos 30. Tudo bem. Mas, não esteve sempre lá e nunca foi lembrado, nem mesmo pelos coleguinhas que vivem escalando seleções dos campeonatos com laterais que não não escapam do lugar-comum. Além do mais, quem garante que, daqui quatro anos, na Copa, não estará ainda produzindo o que produz?
Bem, de qualquer forma, aí está o Peixe emergindo pelo anzol de Cuca da zona da repescagem para posição mais digna, capaz de lhe dar esperanças até de brigar por uma classificação à Libertadores.
Nada mal.
Prezado Helena e Celso Cardoso: O Felipão manda abraços.
Gabigol é um excelente jogador foi escanteado como foram Luan e Ganso anos atrás. Aliás, Ganso mesmo esquecido e longe do Brasil,continua sendo perseguido até hoje pela mídia, não se sabe bem lá o por que . Tite prefere Willian perdedor de duas copas com a agravante de ter amarelado nas duas. Essa teimosia de Tite com Willian e Casemiro só pode ser explicada como uma paranóia. Nenhum dos dois joga nada na seleção. Enquanto o primeiro só sabe jogar com a bola, correndo como um desesperado, o outro se limita a jogar na sombra, num espaço limitado do gramado e sua grande virtude é fazer faltas desnecessarias quando quando n lhe custa a expulsão ou a suspensão. Tite continua o mesmo. o time não tem esquema algum, é um montão de jogadores correndo pra lá e pra cá a espera de uma jogada individual. Coutinho quando foi técnico em 78 inovou, inventou o overlaping, o ponto futuro que mesmo não sendo algo excepcional como foi o carrossel holandês, teve lá seus méritos e o Brasil foi o “Campeão Moral” sem perder um jogo sequer. Tele nem se fala, montou um esquema assumidamente ultra-ofensivo com um meio de campo com 4 jogadores formando o tal Magic Four com Cerezzo Falcão, Sócrates e Zico que mesmo não sendo campeões mundiais encantaram o mundo. Tite já na seleção está há mais de dois anos e nesse tempo todo o Brasil não tem esquema, nem organização. Só joga contra time pequeno porque os jogadores habilidosos decidem o jogo. Porém, quando pega time grande arrumadinho ai é um desastre. Tite vai jogar o pouco que resta da seleção no lixo.
PARA QUEM É CEGO, O TAL DE GABIGOL É UM FENÔMENO. GENTE, VOCES QUE SÃO DA IMPRENSA, NÃO EMITEM O QUE O DA IMPRENSA POLITICA FAZEM. SEJAM HONESTOS. SE O TAL DE GABIGOL FOSSE BOM ESTARIA NA EUROPA.. NÃO SE ILUDAM COM ALGUNS GOLZINHOS. A NÃO SER QUE VOCÊ SEJA SANTISTA.
Veremos Domingo SR.Alberto Helena JR
Parabéns pelo comentário, e realmente vários nomes de jogadores no nosso futebol ou no nosso esporte, são representativos e autênticos ou uma espécie de espelho do nosso dia a dia social, cultural. etc imaginemos portante se Garrincha se chamasse , Manoel? o Zico fosse Augusto? Nada contra Manoel ou Augusto que são bons nomes, porém se o maior de todos os esportes o Rei Pelé fosse Edson? Só daria certo por causa da genialidade do craque. Porem no nome estaria faltando algum pedaço.