Tricolor agradece aos verdes

Foto: Cesar Greco/SEP

E a rodada da tarde deste domingo só serviu para impulsionar o São Paulo dois degraus acima em relação a seus mais próximos perseguidores.

O Inter recebeu o Palmeiras no Beira-Rio e bem que tentou manter a diferença de um ponto para o líder. Mas, pra isso, precisava vencer. Sucede que vencer esse Palmeiras do Felipão não é mole, não, meu camarada, como se dizia antigamente. O bicho estaciona o ônibus ali na sua intermediária, e haja empenho pra derrubá-lo.

Na verdade, não faltou empenho ao Colorado. Faltou talento, isso, sim. Mesmo porque o Palmeiras até teve um ligeiro predomínio no primeiro tempo, quando poderia chegar ao seu gol, com Deyverson duas vezes. Mas, no segundo, o controle do jogo foi do Inter, cuja maior chance foi aquele cabeceio à queima-roupa de Cuesta que Weverton conjurou.

Enquanto isso, o Mengão caía na armadilha do Horto, onde um América redivivo pela ação do técnico Adilson Batista,  conseguiu segurar um empate por 2 a 2, o suficiente pra manter os rubro-negros na terceira posição, contudo, ainda mais distante da liderança que ocupara por várias rodadas galhardamente.

O Tricolor agradece.

3 comentários

  1. Concordo contigo, Alberto Helena!
    Esse Palmeiras está mesmo irritando os adversários, mérito do Felipão!
    Entre mortos e feridos acho que o Verdão está se salvando.
    Lentamente já não vamos mais poder contar os empates com os dedos da mão. Neste novo empate temos que considerar entretanto que o Internacional jogando em casa é um dos aspirantes ao título. Assim o pontinho que o Felipão traz na mala de mão de Porto Alegre é importante e permite ao Palmeiras continuar esgrimando pelo título.
    Naturalmente porém seria necessário agora começar a superar os adversários diretos (Flamengo, São Paulo, Grêmio). O resto (recordes sem tomar gols, sem isso, sem aquilo) é conversa fiada para distrair a atenção para longe dos problemas verdadeiros.

  2. Alberto Helena Jr.

    O Felipão vai fortificando os dois times do Verdão o da Libertadores e Copa do Brasil e o do brasileirão que jogou com o Inter em Porto Alegre, a mídia costuma chamar o time do brasileirão de misto quente, alternativo e lousa e cousa e maripousa (aprendi com um grande jornalista), porém a verdade é que são dois times com jogadores que podem ser considerados titulares e aí é que está o segrego, não segregar ninguém, motivar a todos e injetar bastante confiança nestes dois times do Verdão que estão se encaixando, principalmente defensivamente, vamos brigar pelos títulos nas três competições, se Deus quiser e ajudar. Saudações palmeirenses.

  3. Para se resgatar o vedadeiro futebol brasileiro há muitas receitas, muitas das quais excelentes, como por exemplo a re-democratização dos meios de comunicação. Porém, a divisão do futebol brasileiro como é feita hoje com a finalidade principal, primordial de fortalecer o mercado e tratar o futebol como um negócio, trouxe danos irreparáveis e destruiu o nosso futebol, favorecendo meia dúzia em detrimento da grande maioria dos times razão do nosso futebol. A coisa foi feita de uma forma tão selvagem que mesmo jornalistas do mais alto perstígio compraram a ideia por exemplo que os campeonatos estaduais, não valem nada e só dão prejuízo( A quem?).A maneira que encontraram para que o caos não fosse criado foi segregar os times em divisões que são verdadeiros cemitérios de times tradicionais. Isso não passa de um olhar meramente neo liberal onde o mercado pode tudo e só a ele é que devemos obedecer. Grandes times do nosso futebol estão na rua da amargura participando de campeonatos sem visibilidade segregados pelo mercado. Vejam o caso do Guarani de Campinas, do Santa Cruz, do Náutico, do Fortaleza grandes times de futebol que hoje lutam para não desaparecerem do mapa. Ou você tem dinheiro pra ficar na série A, ou corre o risco de cair no ostracismo e desaparecer. Essa é a regra do mercado. Isso acaba criando um círculo vicioso onde só alguns que tem muito dinheiro sobrevivem. Daqui mais algum tempo nem a série A terá mais sentido, pois só a Champions League é o que interessa, tanto é verdade que a nossa seleção outrora um dos símbolos do nosso país virou gozação, um saco de pancadas. A solução é exatamente o contrário. O país deveria voltar a fortalecer o seus campeonatos estaduais, a criação de um campeonato nacional com no máximo duas divisões e não como é feito hoje, numa série interminável de divisões com a finalidade única de abrigar aqueles a quem nada mais lhes resta até que desapareçam.
    Esse modelo ai está falido, onde uma única tv tudo controla e determina através da seleção natural do capital financeiro quem deve sobreviver. Vejam o que acontece à Fórmula 1. A mesma receita, uma maioria de times envolvidos em grave crise financeira se arrastando literalmente nas pistas tentando o impossível que é competir contra gigantes. E apenas duas delas brigando para disputarem o título. Precisa dizer o que vai acontecer a médio prazo?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *