
O futebol festivo, alegre, da Bélgica está estampado em sua camisa vermelha: os losangos amarelos que remetem ao Arlequim do Carnaval e os cortados ao meio que nos lembram os varais de São João tão bem imortalizados por Volpi em seus quadros históricos.
Mas, a festa belga, de súbito, no segundo tempo, foi inundada por um temporal desencadeado pelos japoneses que fez a fantasia do Arlequim encharcar-se de desesperança e os varais de São João de Volpi vergarem-se murchos e desenxabidos. Vestindo-se de dragões rituais, os japas partiram em bando para a área belga e logo chegaram aos 2 a 0, que pareciam definitivos.
Tudo perdido para uma das seleções maios badaladas desta Copa?
Que nada! Duas substituições do técnico Martinez – as entradas de Fellaini e de Chadli – inverteram o sopro dos ventos maus, e a Bélgica virou o jogo no último minuto. Primeiro, com a ajuda do destino, naquela bola em que o beque Vertonghen, na esquerda, cabeceou aleatoriamente pra área, e a bola tomou de surpresa o rumo das redes japonesas. Em seguida foi a vez de Fellaini fazer valer sua marca, cabeceio exato no cruzamento de Hazard, e, por fim, Chadli empurrando a bola pro fundo do gol, aos 48 minutos do segundo tempo.
Prevejo um confronto com o nosso Brasil daqueles de arrepiar pele de cobra, uma autêntica final de Copa do Mundo antecipada.
NA LINHA DO GOL
Não podiam ter sido mais deploráveis as declarações de Don Osorio depois da derrota para o Brasil. Culpou o juiz pela derrota de seu time, disse que futebol é pra homem e reforçou o estigma contra Neymar, culpando-o de mau exemplo para as crianças do mundo. Um amontoado de asneiras preconceituosas que não fazem jus ao gentil homem com quem certa vez jantei depois de uma Mesa Redonda do Flavinho. Essas declarações, sim, é que são malsãs tanto para o futebol quanto para as crianças, sem falar para seu próprio autor. Se um time foi beneficiado pelo juiz, esse foi o México, pois aquele pisão de Luyan em Neymar, fora do campo, bola parada, seria digno não de amarelo e sim de cartão vermelho. O juiz não deu nem um, nem outro.
Alberto,
Na lógica e expectativa de jogo, concordo com você, um jogo de arrepiar.
Mas, o problema dos belgas chama-se TITE ou mestre Tite.
Felizmente temos um técnico que sabe jogar contra o adversário e seu estilo de jogo.
Tite sabe como nulificar as jogadas fortes da Bélgica, marcação e velocidade são suas características.
Acredito que será um jogo bem mais fácil de conquistarmos a vitória do que foi contra o México,
É aguardar e ver para crer.
Grande abraço e saudações.
O gol de Vertonghen pela trajetória improvável que a bola fez chamávamos antigamente de “gol espírita”.
Os dois primeiros parágrafos do post são uma narrativa poética que nos remete é claro para duas das mais importantes festas do nosso folclore.
Brasil x Bélgica arrisco dizer que os belgicanos perderão feio. Mais um jogo fácil na impressionante série mamão com açúcar da seleção. Nunca tinha visto uma chave tão fácil para o Brasil em copas do mundo.”
Alberto Helena Jr.
Você em mais um texto digno de ser lido várias vezes fez uma cirurgica análise do que será este jogo da surpreendente Belgica pelo bom futebol apresentado até agora contra a seleção amarelada gamba da Nike do Brasil varonil, uma verdadeira final desta Copa, pois quem passar será sem sombra de duvida o ganhador do torneio, não tem para mais ninguém, aliás baixo nível técnico e muita marcação é o que temos para o momento neste torneio, como diria minha irmão é o que temos para o momento. Saudações palmeirenses.
Show de bola Helena, não consigo ver uma copa de baixo nuvel tecnico, como diz o J Junior, e sim uma copa eletrizante, como há tempos não ocorria . Mamão com açucar definitivamente não existe nesta copa.