Fúria, fuera!

Foto: AFP

Meu Deus do céu! Que joguinho vagabundo esse, meu!

A Espanha ficou com a bola nos pés o tempo todo, tocando pra cá, pra lá, sem o menor senso de profundidade, enquanto a Rússia se limitou a retrancar sua área, à espera de um milagre.

E o milagre deu-se lá pelos 39 minutos de jogo, graças a um pênalti estúpido de um dos maiores zagueiros do mundo – Piqué -, que saltou com o braço esquerdo levantado e lá o deixou cortando o cabeceio do russo. Dzyuba bateu e empatou a partida que começara promissora com o gol de abertura de Ignashievich, contra, ao agarrar-se com Sérgio Ramos em bola alçada à sua área por Asensio.

O mesmo Asensio que começara o jogo no lugar de Iniesta, heresia cometida pelo técnico Hierro, que ainda falharia na substituição de Diego Costa, quando a Espanha, num raro momento de pressão verdadeira passou a cruzar bolas na área onde seu melhor cabeceador já não mais estava.

Os erros de Hierro seguiram-se quando, ao acertar na entrada de Iniesta sacou David Silva, que, embora modesto no jogo, é bom o bastante pra resolver numa jogada, ao contrário de Koke, volante sem inspiração, que foi até o fim.

Na prorrogação, entrou o atacante Rodrigo, brasileiro naturalizado espanhol, e o primeiro tempo escoou-se sem maiores novidades.

E foi com Rodrigo que a Espanha chegou, em alta velocidade, na cara do gol. O goleiro salvou.

Ah, sim, houve um pênalti duplo na área da Rússia, com Piqué e Sérgio Ramos sendo agarrados por dois beques. O juiz deixou pra lá, assim como o VAR, e tudo acabou na cobrança de pênaltis.

Como o goleiro pegou dois, de Koke, que não deveria ter começado jogando, e de Aspas, que não deveria ter entrado no transcorrer da partida, a Rússia, creia!, vai em frente.

E assim mais um campeão do mundo, favorito ao titulo desta Copa, cai fora antes do tempo.

Aliás, fosse eu o Comitê da Fifa votaria pela eliminação dessas duas seleções, por crime lesa futebol.

3 comentários

  1. Espanha não jogou nada. Foi lindo o 1o. jogo contra Portugal. Depois… Uma seleção 2,37. E olha lá. De tanto tique-taque… Parou debaixo do relógio da sala de embarque, de volta à Madrid.

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