
Neste fim de semana teremos dois clássicos emblemáticos: no sábado à noite, Palmeiras e São Paulo, no Parque, e, no domingo, num Maracanã alucinado, creio, Flamengo e Corinthians, as duas maiores torcidas do Brasil.
Por ordem de entrada,Verdão e Tricolor farão o clássico dos sinais trocados – enquanto um desce, outro sobe, contrariando a lógica prevista antes do início da temporada, quando o Palmeiras, com seu ilustre elenco, era dado como um dos favoritos ao título, o São Paulo, de técnico novo, alguns reforços ainda em fase de adaptação, só pretendia apagar a angustiante campanha do ano anterior.
Pois deu-se o oposto no rolar da bola. Enquanto o Palmeiras não apenas deixava de decolar ao nível esperado como ainda por cima declinou assustadoramente nas suas duas últimas intervenções, o Tricolor, que iniciou indeciso, de repente, criou asas e já é terceirão na tabela, vindo de boa vitória sobre o Glorioso.
Muito se deve essa ascensão tricolor às presenças de dois veteranos essenciais que se recuperam física e tecnicamente – Nenê, o coordenador de tudo, e Diego Souza, o goleador do time, jogando como centroavante, ele que é meio-campista escarrado.
Mas, o êxito de Diego Souza neste momento deve-se, sobretudo, à mudança de rumo tomado pelo técnico Aguirre, até então atado às formas mais defensivas, com três zagueiros ou três volantes, o que escamoteava do ataque um ou dois jogadores que pudessem colocar o centroavante devidamente em ação.
A coisa foi resolvida a partir do momento em que Aguirre decidiu abrir mão dos esquemas mais retraídos em favor da presença de dois pontas (Marcos Guilherme e Everton) que, bem acionados por Nenê, colocaram Diego Souza em jogo na área.
Quanto ao Verdão, Roger Machado insiste na formação com dois volantes (Felipe Melo ou Tiago Santos e Bruno Henrique, blindado por aqueles dois gols marcados lá atrás), empurrando para os lados o armador (Lucas Lima ou Guerra, neste momento, machucado, ou ainda Hyoran, que começa a despontar). Resultado: todo o sistema de criação da equipe fica prejudicado, forçando o Palmeiras a atacar aos soluços das bolas lançadas aos pontas Keno e Dudu, no mano a mano com o adversário. É bate e volta, meu.
Diante disso tudo, o clássico no Parque passa a ser decisivo, seja pra recuperação verde, seja pra sedimentação da subida tricolor.
Vai sair faísca, creia.
Já o embate do Maracanã representa a chance de ambos cravarem posições no contexto do Brasileirão e de seu momento nas respectivas histórias.
O líder Mengão vem de uma vitória deslumbrante diante do Bahia, enquanto o Timão, com aquele sofrido 1 a 0 sobre o América mineiro, escapou de uma de suas tradicionais crises, e tenta fincar pé ao lado do jovem treinador Loss.
Time por time, o Flamengo é melhor, joga em casa e vai com o moral lá nas nuvens.
Portanto…
Mas, o Timão, embora muito distante daquele time imbatível do primeiro turno do Brasileirão passado, ainda sabe se defender à moda Mano-Tite-Carille.
Portanto…
NA LINHA DO GOL
A França acaba de meter 3 a 1 na Itália, em Nice, dando um verdadeiro show de leveza e habilidade, sobretudo no seu ataque, formado pelos meninos M’Bappé e Dembèlé e o já escolado Griezmann. Quando a bola cai no meio desse trio, sai de baixo! Apesar disso e até mesmo do elenco extraordinário que Dechamps tem em mãos, a França não consegue dar continuidade a seu jogo envolvente ao longo da partida. Não é por menos que o nome de Zidane ronda o futuro dos bleus, depois da Copa.

Por falar em Zidane, permita-me o amigo, a amiga, expressar aqui minha admiração por essa figura singular da história do futebol mundial. Um dos maiores meias-armadores que o mundo já produziu, Zidane atua à beirada do gramado com a mesma eficiência e inteligência com que o fazia com a bola nos pés. Em três anos no comando do Real, acumulou uma série incrível de títulos, com um time que joga, dá espetáculo e alcança uma eficácia invejável. E, com toda aquela elegância com que tocava a bola e orientava seu time, Zidane, sem que estivesse sem nenhuma pressão, sem nenhum convite deste ou daquele clube ou seleção, agradeceu ao Real pela chance e pediu seu boné. Gente fina, meu.
Ainda outro dia, pensava no Baiano – era assim que alguns amigos chamavam esse alagoano de fino trato e malandragem escondida nos trajes apurados, nos gestos contidos, nas palavras bem escolhidas, no sorriso aberto com frequência, na inteligência e na coragem desmedida de defender seus ideais. Lembrava as nossas tantas incursões na noite, à caça dos prazeres da vida, lá pelos anos 60, as situações inusitadas, as damas que embalaram nossos corações, as discussões sobre jornalismo, seu significado na vida brasileira, a situação política do país, todas essas coisas que os amigos tratam nas mesas dos bares. Nossas muitas idas ao Embu, nas sextas m
Mas, Audálio Dantas não era apenas esse parceiro da noite, bandalho como todos nós, não. Era também aquele líder resoluto que conduziu a greve dos jornalistas, em 61, quando, vitorioso, estabeleceu as regras mínimas de regulamentação de uma profissão até então marginalizada. Foi quem, levantou a bandeira Herzog, o jornalista assassinado nos porões do Dops, que deu início ao processo de desmantelamento da cruel ditadura militar no Brasil.
Ô, Baiano, um abraço celestial e saudoso.
Vi os gols do time dos Bleus. Só o já famoso nariz empinado francês e seu celebérrimo mau humor podem impedi-los de chegar pelo menos as semi-finais. O Quaquacasemiro e Fenandoidinho que se cubram. Tite pode por mais 2 volantes a coisa preta está pintada de azul
Ola Sardinha. Esse comentaario e’ especialmente p voce.
Primeiramente queria parabenisalo pelos seus frequentes comentarios, sempre com observacoes interessantes.
Com relacao a um blog de dias atraz, essa queda pelo interesse do futebol brasileiro (de modo geral) e’ provocada porque o encanto do futebol esta sendo tirado pouco a pouco…
O produto futebol esta perdendo o encanto. As causas sao bem mais que uma e talvez um
dia eu coloque por escrito e envie a voce (via Alberto Helena ).
Quanto ao Tite nao posso discutir muito sobre a escolha de jogadores porque morando fora
do Brasil nao tenho acompanhado varios que estao na selecao e outros que nao foram convocados, mas ha uma coisa que pra mim nao tem duvida: a capacidade do Tite como
tecnico capaz de FAZER UM TIME JOGAR . Isso sobrepuja qualquer erro (na sua opiniao)
que eventualmente tenha feito na escolha dos jogadores. Ha poucos tecnicos com essa qua
lidade. (veja o exemplo do Sao Paulo hoje contra o Palmeiras, o Aguirre abriu a avenida para
o verdao . Tambem ficou claro que a maioria do jornalismo esportivo
(pelo menos o que eu vejo) nao entende e nao enxerga nada, com rarissimas excecoes como Alberto Helena. Quanto ao futebol de resultados como voce escreve queria lembrar que o futebol e’ uma atividade COMPETITIVA e ganhar e’ o objetivo maior. Boa sorte pra gente no mundial e um grande abraco.
Alberto Helena Jr.
Saiu faisca verde Alberto, mais uma vitória em cima do nosso freguês do Jardim Leonor, no primeiro tempo o Verdão patinou e o “tricolo” do Morumbi fez um gol espírita com a colaboração dos espíritos Dracena e Jailson, que já estão merecendo esquentar banco de novo, porém no segundo tempo o Verdão voltou soltando faíscas e o tricolino não viu nem a cor da bola, durante os dias que antecederam o clássico veio da midia gamba muito blá blá blá colocando o São Paulo como Real Madri e o Verdão como Íbis e os especialistas mais uma vez tomaram naquele lugarzinho que eu nem preciso dizer qual é……Verdão de novo entre os seis primeiros colocados do brasileirão, classificadíssimo para as quartas da Copa do Brasil e com muitas chances de avançar pois pega Vasco ou Bahia, líder geral da libertadores 2018…respeito com o Verdão é bom e a gente gosta. Saudações palmeirenses.