
Tava vendo e ouvindo a entrevista coletiva da apresentação de Osmar Loss como novo técnico do Corinthians.
E, quando digo novo treinador do Corinthians, é novo treinador, não interino, necessariamente, embora no futebol brasileiro, no fundo, no fundo, todos são interinos, jovens ou veteranos, pois vivemos sob o império dos resultados.
E aqui entra a figura do presidente Andrés Sanchez. Andrés é isso, é aquilo, mas ninguém pode negar sua lucidez.
Apesar dos ingentes esforços dos repórteres presentes à coletiva em botar na sua boca o que ele não disse (que iria avaliar a permanência de Loss no intervalo da Copa), Andrés foi firme e claro: Loss é o treinador do Corinthians, ponto final.
Até quando? Sei lá. Mas, o tempo suficiente para poder desenvolver em paz seu trabalho, mesmo que, nesse período, haja tropeços.
Enfim, era evidente que o presidente estava muito à vontade com Loss.
E este? Muito mais articulado e sereno do que o Carille dos últimos dias, o rapaz anunciou que seguirá, até provas em contrário, o mesmo rumo dos treinadores que o antecederam nesta fase gloriosa do Timão.
É verdade que o discurso do novo treinador segue a regra do lugar-comum, que se resume naquela palavrinha traiçoeira – equilíbrio, com cuidados defensivos prioritários. Não foge à regra do futebol brasileiro atual, muito menos sugere um avanço significativo.
Mas, se o Timão, nessa toada, ganhou o Municipal, parodiando Mestre Cartola no seu samba antológico (no caso, o estadual e o brasileiro), como contrariá-lo?
Mesmo por que, para nossos jovens técnicos (incluem-se aí os cinquentões) e mídia, o mundo foi criado em 1980.
A propósito, antes, houve a coletiva de despedida de Carille, em que o vitorioso ex-treinador do Timão se propõe a participar de uma mudança fundamental no futebol arábico e elevar o reconhecimento do treinador brasileiro no exterior, baseado na informação de que o ministro-príncipe (sic) de lá começou a abrir a sociedade saudita, permitindo às mulheres tirar o véu em certas circunstâncias e até dirigir automóveis.
Antes de mais nada, é preciso lembrar que uma imensa caravana de treinadores brasileiros desfilou pelos desertos da Arábia Saudita. Só pra lembrar alguns, bem mais categorizados do que Carille, Rúbens Minelli, Parreira, Cláudio Coutinho, Evaristo Macedo, Formiga, Pepe, Carlos Alberto Silva, sei lá quantos mais, e nem por isso o futebol saudita deu um salto no mundo do futebol.
Mas, enfim, quem sabe Carille consiga mais esse prodígio em sua breve carreira como técnico de futebol efetivo. Espero, descrendo.
Gostaria de saber porque vc, Alberto helena Junior não aparece mais na mesa redonda da TV Gazeta aos domingos.
Ô, minha cara Cristiane. Tive problemas particulares, mas, já, já estarei de volta.
Abraços
Ninguém melhor do que Loss, para treinar o Timão. Já provou ter capacidade, sempre montou as equipes que brilharam nas Taças São Paulo, sub 20, 17, … Cujo maior mérito não foi ter erguido a taça muitas vezes, mas sim porque o futebol apresentado, enchia os olhos, não só de nós corintianos, mas de todos, pela ofensividade. Vimos os jovens talentos, confiantes, livres e soltos em campo, mostrando toda a sua arte, que nos encantou muito mais que a equipe “principal”. A qual , agora espero, venha a ter a sua cara, e para tanto ele deve ter carta branca da diretoria, afim de não ficar refém de veteranos, que custam caro aos cofres do Clube, mas que futebol que é bom, nada! Imagino a alegria de Pedrinho, Carlinhos, dos Matheus, de Mantuan, Pedro Henrique, Clayson e demais jovens talentos. Que Loss e los jovens, juntos a Cássio, Valter, Balbuena, Rene Jr, Rodriguinho, Jadson e Romero, implantem nova filosofia, aquela que repudia a retranca,só se defendendo o tempo todo, a partida jogada por ” uma bola”, que mesmo quando traz a vitória, não tem nexo, é vazia …
Vejamos, meu caro, Albertinho. Pra quem viu e acompanhou o trabalho do Looss, junto com a molecada, observou claramente um time com outras característjcas do time principal, sua equipe era mais veloz e ofensiva, transitando da defesa ao ataque em toques curtos e râpidos em direçào ao objetivo final, a lá escola dos mestres austriacos e hungaros, da década de vinte passada.
Abços