Sai Dani Alves. Entra…

(Foto: Franck Fife/AFP)

A perda de Daniel Alves para a Copa do Mundo é inestimável. Nem tanto pelo que vem jogando nosso lateral-direito lá no PSG, nesta temporada. Mesmo porque amargou a reserva de Meunier várias vezes nesse período, às vezes, para ser poupado, outras, por questões técnicas.

Mas, trata-se de um jogador experiente, um vencedor, recordista mundial com trinta e oito títulos conquistados em sua longa carreira e tudo o mais, que, embora não tenha sido decisivo nas duas Copas anteriores que disputou pelo Brasil, carece de um substituto à altura.

Fagner ainda se recupera de uma lesão muscular. Portanto, é arriscado apostar num jogador nessas condições às vésperas do Mundial. Não se destacou quando jogou lá fora, mas é o xodó de Tite, que o dirigiu no Corinthians, onde é figura essencial quando arranca ao ataque.

Outro que tem sido convocado por Tite é Danilo, agora no City de Guardiola, reserva de Walker, titular da Seleção Inglesa. Joga às vezes na esquerda, às vezes, na zaga, e até como terceiro defensor lá atrás, coisa rara com Guardiola. Tem como vantagem a estatura e o arranque ao ataque, além de atuar também como volante, sua posição de origem.

Tenho visto Danilo em ação, e, confesso, um tanto decepcionado porque esperava dele uma evolução maior da que a se operou no jogo do rapaz desde que partiu do Santos.

Resta Rafinha, do Bayern, onde guardou a reserva de Lahm por muito tempo, e, agora, do menino Kimmich, um volante deslocado para a lateral por Guardiola e ali fixado por Heyckens. Rafinha, porém, tem participado muito do campeão alemão inclusive como lateral-esquerdo. É raçudo, tecnicamente  bom no ataque e eficiente marcador lá atrás. Muito experiente, poderia ser a melhor das contribuições nesse caso.

Pesa contra ele aquele passe errado que acabou tirando seu time da Liga dos Campeões antes da hora. – um erro entre milhões de acertos. Mas, sacumé, a turma gosta de repisar isso até o fim da vida.

Haveria outras alternativas, improvisações, essas coisas que não fazem parte do repertório e da personalidade conservadora do técnico Tite, que, suponho, optará mesmo pela dupla Fagner-Danilo pra compor a dupla de laterais-direitos do Brasil na Copa.

Nada animador, mas também nada comprometedor.

 

 

Um comentário

  1. Falta pouco mais de 1 mês para a copa. A todas as copas a que assisti em anos anteriores nunca tinha assistido uma tão sem graça com a completa ausência do povo participando, com o completo desinteresse pelo mundial na Rússia. O esvaziamento do futebol nacional. preterido pelo futebol europeu contribui para isso. Já não se identifica mais o binômio jogador/seleção com o país. Para o povão tanto faz ver Neymar jogando no Barcelona como na seleção é a mesma coisa, é como se as cores do Brasil fossem repentinamente tingidas de azul e grená, dá tudo no mesmo. A seleção se globalizou, perdeu o seu encanto, perdeu seu vínculo cultural com o povo. Não bastasse isso, na véspera do campeonato, seu maior craque é mantido numa bolha e dele só percebemos a sua imagem de garoto propaganda fazendo comerciais que vão de remédio para caspa a elixir da longa vida. Para completar a desgraça estamos atolados na pior crise política da história da qual prefiro nem comentar. Pra frente Brasil!

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