
Que Liverpool é esse, meu!? É o Liverpool de Guardiola. Ops, quero dizer do Klopp travestido de Guardiola, pois, em trinta minutos do primeiro tempo já vencia o City do anti-Guardiola por 3 a 0, placar final desse jogaço pela Liga dos Campeões, controlando a bola e marcando no campo adversário, bem ao estilo do catalão.
Explico essas discrepâncias. Enquanto Klopp escalava seu time com um volante apenas (Henderson), dois meias (Milner e Ox-Chamberlain) e três atacantes bem definidos (Salah, Firmino e Mané), o City entrou com um lateral-esquerdo que é zagueiro de fato (Laporte), e com quatro meio-campistas (Fernandinho, De Bruyne, Gundogan e David Silva), sem um ponta-direita, o que tombou seu jogo praticamente só pela esquerda, com Sané, sem o apoio de Laporte, preocupado tão somente em evitar os avanços de Salah, e a direita entregue apenas às descidas de Walker, de olho virado pra trás em busca de Mané.
Ora, ora, esse egípcio é simplesmente imarcável, e com ele começou o show dos Beatles, quero dizer, dos Reds.
Foi um massacre o tempo todo, com gols de Salah, Ox-Chamberlain e Mané, de cabeça.
Só no segundo tempo, quando Guardiola voltou a ser Guardiola e trocou o meia Gundogan pelo arisco ponta-direita Sterling, ainda mais com a saída de Salah, por contusão, o City passou a ser o City, em vão, porém.
Enquanto isso, o Barça, no Camp Nou, era o Barça de sempre diante da Roma. Resultado: 4 a 1, com dois gols contra (De Rossi e Manolas), Piqué, Suárez e Dzeko.
Se em casa o City pode empatar esse jogo de 180 minutos, sem se preocupar com Salah, que, pelo jeito, foi afetado no músculo da virilha, é praticamente impossível a Roma se classificar diante de Messi e cia. lá na capital da Itália, sob as bênçãos do Papa, que, por sinal, é argentino e não tem nada com isso.