Brasil, novamente grande: 1 a 0.

Foto: Patrik STOLLARZ/AFP

A Alemanha entrou em campo sem meio time titular. O Brasil, também, pois sem Neymar, que representa pro nosso time quase isso.

Resultado: ao longo do primeiro tempo, sucedeu um empate tático-técnico, com a bola sendo disputada mais no meio de campo do que nos respectivos ataques.

Do lado brasileiro, embora sofresse com a ausência de um verdadeiro meia-armador, já que escalado com três volantes, a boa nova foi a marcação no campo adversário, intermitente, é verdade, mas, de qualquer forma expediente muito pouco utilizado no futebol brasileiro e até na Seleção.

Já os alemães conseguiram chegar mais vezes à nossa área, sem, contudo, criar aquela chance absoluta.

Quem a teve a seus pés, de fato, foi Gabriel Jesus, em rápido contragolpe, aos 35 minutos, quando o garoto ajeitou, preparou, limpou e chutou por cima.

Mas, se não foi com o pé, vai de cabeça, com goleiro, bola e tudo pro fundo das redes alemãs, dois minutos depois, quando Daniel Alves, por dentro, como quer Tite, abriu para William meter com régua e compasso na testa do garoto artilheiro: 1 a 0.

Na segunda etapa, o Brasil insistiu durante um tempinho na marcação alta, e quase amplia numa sequência em que William bate e no rebote Paulinho chuta por cima. Em seguida, é a vez de Coutinho disparar ao seu estilo, porém, pra fora.

Por fim, bola que sobra pra Gabriel Jesus, com a meta aberta, cabecear pra fora.

E aqui se encerra a pressão brasileira, que  passa para uma Alemanha beirando o desespero, a ponto de acabar o jogo com dois centroavantões lá – o caboclo germânico Sandro Wagner e Timor Werner, em vão.

Vitória brasileira, que, se não basta pra vingar os eternos 7 a 1, serve, porém, pra animar a tropa e mostrar que esse Brasil de Tite voltou a ser grande, em quaisquer circunstâncias, na técnica e no espírito, mesmo quando não é brilhante.

Já a Argentina, sem Messi, foi simplesmente massacrada pela Espanha, que outro dia empatou com o time titular da Alemanha, em jogo sensacional.

Só isso dá a medida do que nos espera na Copa.

 

 

9 comentários

  1. Como sempre, bem analisado, Alberto.
    A guerra foi no meio de campo, depois do gol o Brasil recuou um pouco e os alemães tentaram tirar proveito, infrutíferos.
    Acredito que Tite utilizou esse jogo, em especial, para testar táticas e técnicas de seus jogadores, como posicionamento, passes e arremates.
    Lógico, a marcação foi novamente o forte, como aliás, tem sido em todos os jogos que mestre Tite comanda.
    É difícil furar a marcação do Brasil e, veja que a Alemanha somente “chuverou” as bolas em seu ataque.
    Continuo com o mesmo pensamento de post´s anteriores, existem times mais qualificados do que a Alemanha para testar de fato o poderio brasileiro.
    Grande abraço e saudações.

  2. Alberto Helena Jr.

    Foi preciso de um jogador do Verdão para resgatar a honra do futebol brasileiro frente a seleção alemão….chupa gambazada. Saudações palmeirenses.

  3. Como joga esse Toni Kroos, hein velhote? É um cavalheiro alemão, com estilo e simplicidade, desfila de fraque, cartola e bengala com a bença do cardeal.
    .EM TEMPO: Se eu não engano, meu bacana, acho que o nome é Sandro Wagner do caboclo.

    Abços

  4. O Brasil com seu meio de campo movido a diesel e rateando, vai chegando aos trancos e barrancos. Talvez com um pouco de Bardhal expulse o Chico Válvula Presa e pode até chegar lá. Afinal Tudo anda bem com Bardhal!

    1. Cara ave de mau agouro : Pq não experimenta dissertar as porcarias que escreve aqui em algum bar do Brasil? Garanto que ia aprender a não secar a seleção. Vc deve ser um argentino enrustido, babaca retardado . Lembranças do.Tite a sua mãe.

      1. Fazia muito tempo que não via um meio de campo tão criativo e recheado de craques. Dá prazer ver Casemiro, Fernandinho jogando juntos e depois achávamos que Falcão, Zico, Rivelino, Rivaldo jogavam bola. Tite decobriu 2 novos gênios na seleção.

  5. A Alemanha jogou sem muitos titulares, pois todas as seleções nesta altura da época fazem experiências para ver como se comportam alguns jogadores, para poderem escolher principalmente os reservas.
    Faltou a Alemanha muitos jogadores titularíssimos, e mesmo jogando com novatos (alguns da seleção sub 21) foi o que se viu.
    Brasil muito limitado a atacar e a defender sempre.
    Ou muito me engano ou o Brasil passa a fase de grupos a tremer e depois se apanha uma seleção forte cai.
    Alemanha, França e Espanha são as favoritas, sem esquecer a Bélgica e a própria Argentina.
    O Brasil continua ultrapassado, muita habilidade e pouco de conjunto.

  6. A Alemanha jogou sem muitos titulares, pois todas as seleções nesta altura da época fazem experiências para ver como se comportam alguns jogadores, para poderem escolher principalmente os reservas.
    Faltou a Alemanha muitos jogadores titularíssimos, e mesmo jogando com novatos (alguns da seleção sub 21) foi o que se viu.
    Brasil muito limitado a atacar e a defender sempre.
    Ou muito me engano ou o Brasil passa a fase de grupos a tremer e depois se apanha uma seleção forte cai.
    Alemanha, França e Espanha são as favoritas, sem esquecer a Bélgica e a própria Argentina.
    O Brasil continua ultrapassado, muita habilidade e pouco de conjunto.
    Nota: 7-1 nunca se esquece……a vergonha fica sempre!
    Vencer 1-0 um jogo amistoso (AMISTOSO) e com a equipa da Alemanha a fazer experiências NÃO É NADA!

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