Gabigol, Scarpa, Sheik, Cueva…

O clássico deste fim de semana em são Paulo nos reserva algumas expectativas. Dentre elas, a possibilidade de revermos Gabigol com a camisa do Santos e a estreia de Scarpa pelo Palmeiras. Nada mal, para esse torneiozinho insosso que o estúpido calendário brasileiro nos impõe.

Nenhum dos dois está escalado de antemão, mas ambos podem entrar no decorrer da partida, segundo os critérios adotados pelos dois treinadores.

Mas, onde, em lugar de quem,  como?

Por mim, ambos entrariam no intervalo do jogo. Gabigol no comando do ataque, onde antes havia Ricardo Oliveira, com, claro, funções bem diferentes, mais fluidas, recuando e se deslocando para os lados, quando necessário. Scarpa, no do beque Antônio Carlos, com o recuo de Felipe Melo para a zaga, formando o meio de campo com Moisés e Lucas Lima.

E aqui temos outro desafio à parte no clássico: Lucas Lima contra seu ex-time.

Mas, a par dessas questões pontuais, prevejo um clássico animado entre Verdão e Peixe, no Parque.

Isso porque são dois times que, embora ainda em formação, cultivam um futebol ofensivo e jogado com boa técnica.

Claro que o Palmeiras, pela excelência de seu elenco e pela campanha cem por cento até agora, é o favorito.

Favorito, não vencedor de antemão, pois o Santos, nas mãos de Jair Ventura, vai ganhando contornos interessantes, ainda que aos soluços, natural nesta quadra da temporada.

Já mais ajustado pelo fato de que herdou o time campeão do ano passado, o Corinthians vai a Novo Horizonte ainda sob o peso da dúvida no seu comando de ataque.

Carille diz que não desiste de seus jogadores, o que pode indicar a presença de Kazim por ali, mais uma vez, apesar de todas as contraindicações. Mas, indiretamente, acena com uma possibilidade inesperada: a entrada de Sheik no transcorrer da partida. É de se ver, quem sabe, né?

Novidade desse tipo ronda o time do São Paulo que, no sábado, pega o Botafogo no Morumbi, com a volta de Cueva, no banco, por enquanto. E, talvez, a entrada de Trellez no lugar antes ocupado por Pratto.

Por tudo isso e muito mais o Tricolor segue sendo uma incógnita.

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