Olhaí os reforços, moçada!

Os reforços vão chegando em conta-gotas para os grandes de São Paulo em meio ao campeonato que, dada a incúria dos cartolas, deveria servir apenas como extensão da pré-temporada capada, um campo de provas para técnicos e jogadores. Desgraçadamente, só serve pra colocar as cabeças dos técnicos em risco, o que lhes tolhe a ousadia de tentar algo novo, diferente, que possa vir a dar frutos mais adiante, quando das competições mais importantes.

Então, vamos lá. Quem está lá?, ao modo lusitano. É o Henrique, zagueiro experiente, dono de certa técnica, que já rodou mundo e partiu das Laranjeiras em direção a Itaquera. Boa pedida pra substituir Pablo, que se foi. Com Balbuena jogando essa bola toda ao seu lado, mais aquele sistema defensivo bem coordenado por Carille desde o ano passado, as chances de Henrique dar certo no Timão são enormes.

Mas, a contratação mais impactante da semana, sem dúvida é a de Gabigol, o menino de volta à Vila.

Não deu certo lá fora, é fato. Mas, todos nós vimos como foi útil para o Peixe desde que saiu das bases sólidas da Vila. É a sua chance de se redimir, depois do período cinzento que passou na Inter de Milão e no Benfica. E, com a ascensão do menino Rodrygo, juntamente com Artur Gomes e Bruno Henrique, ainda em recuperação, bem que o Peixe poderá ter de novo um daqueles ataques lépidos e surpreendentes de outros tempos.

Já o São Paulo recebe dois novos reforços – o atacante colombiano Trellez, de 28 anos de idade, que nunca defendeu clubes de envergadura mundial, a não ser, o Nacional de Medellin, e o veterano mas ainda hábil Nenê, meia-armador. Nenhum dos dois foi o que o técnico Dorival Jr. queria e pedira. Mas, enfim, esse é o São Paulo desta última década tão embaraçosa.

Confesso que não me lembro de ter visto Trellez com atenção pelo Vitória, seu último time. Só sei que fez onze gols em vinte e quatro partidas. mas, que sabe, né?

O diabo vai ser Dorival Jr., com a iminente volta de Cueva, encaixá-los numa equipe que já possui tanta gente mais ou menos do mesmo nível do meio de campo pra frente. O que certamente atrasará ainda mais o aproveitamento de três meninos que têm entrado e respondido melhor do que os titulares – Paulinho Bóia, Lucas Fernandes e Caíque.

Em todo caso, dependendo da resposta em campo de Trellez, este velho escrevinhador escalaria o setor assim: Jucilei ou Petros; Diego Souza, Nenê e Cueva; Marcos Guilherme e Trellez.

Problema parecido enfrentará Roger Machado pra montar o Verdão titular quando Scarpa estiver nos trinques.

Por mim, questão resolvida. Felipe Melo, de passe tão acertado e senso de colocação justo, iria para a zaga, a fim de afinar a saída de bola lá atrás, com Moisés tomando seu lugar ao lado de Scarpa e Lucas Lima, acionando o trio atacante Keno, William ou Borja e Dudu. A bola agradeceria sensibilizada.

E a marcação? – replicará o eterno pragmático de plantão, espantado, diante de tanta ousadia. Ora, ora, esse mesmo pragmático não diz que no futebol moderno todos têm que marcar? Pois, então…

 

3 comentários

  1. Certamente, meu caro Alberto.
    Cada qual no seu lugar, cada time contratando em setores carentes, exceto o palmeiras que possui uma seleção atualmente.
    No caso do meu time, o Henrique foi uma cartada certeira da direção, como você mesmo alegou as chances dele dar certo são mesmo gigantes.
    No ataque, não priorizando apenas o número 9, temos um esquadrilha de atacantes, ao modo Tite e Carille, talvez não tão finalizadores de fato, mas com condições de fazer a diferença, acredite.
    Esquema por esquema, fico com o do Carille (isso de todos os grandes) e sem clubismo, apenas por assistir resultados atuais e vindouros.
    Vai longe o time de Parque São Jorge, mais um ano disputando palmo-a-palmo com outros clubes de maior envergadura financeira.
    Grande abraço e saudações.

  2. Meu caro velhote, perdoa-me este espectador ansioso, mas estou curioso pra ver e aprender sobre a série da evolução táticas e outros babados. Enfim..

    Abços.

  3. É isso mesmo, são boas contratações, eu destacaria a contratação do Santos pelo fato de que é um ex-garoto, formado no próprio clube, e isso sem dúvida é o verdadeiro futebol brasileiro.

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