
O menino e a bola, essa era a primeira frase das antigas cartilhas dos tempos da escola risonha e franca. O menino gostava da bola, mantinha com ela uma intimidade de amantes virginais, pois o menino estava de tal forma ligado à bola que não raro a levava pra cama quando ia dormir. E, abraçado a ela, sonhava com feitos incríveis no campinho ao lado – ele e a bola.
E foi a partir desse encontro apaixonado que os meninos do Brasil reinventaram o futebol. O que era simplesmente um jogo, um combate entre vinte e dois atletas, ganhou traços inequívoco;s de arte, a arte de acolher a bola, trabalhar a bichinha, com os pés das maneiras mais inusitadas, formando em campo os arabescos mais refinados e sedutores.
Os estrangeiros chamavam-nos de individualistas num jogo que devia ser coletivo, mas, ao mesmo tempo, deliciavam-se com aquelas invenções nunca antes vistas.
Por aqui, os pragmáticos de plantão, que sempre os houve, cunharam o termo fominha, que sobrevive até hoje. O carinha que pegava a bola pra si como aquele menino que a levava pra cama na hora de dormir, e não a largava até chegar às redes inimigas era e continua sendo um desprezível fominha.
E tanto execraram essa figura que hoje em dia os meninos se divorciaram definitivamente da antiga paixão, a bola.
Não sei se por medo do contato espúrio com a bichinha ou por desprezo ao antigo objeto de desejo, o fato é que preste atenção, amigo, ao que ocorre hoje em dia nos nossos gramados: o beque, sozinho, mata a bola no peito e, no ato, dispara um chutão pra frente; o volante recebe e logo toca pra trás ou pro lado; o meia, quando tem a chance de dar vida inteligente à bola, imediatamente a enfia para o centroavante de costas para o beque, que a despacha na hora; o lateral ou ala chega ao bico da grande e, ato contínuo, levanta a pelota pra área vazia de companheiros, e assim vai.
Isso tudo não é apenas ineficiente como regride nosso jogo de arte em toscos movimentos pretensamente coletivos contrariando o ABC do futebol brasileiro – o menino e a bola, a lição esquecida nas páginas viradas da nossa outrora gloriosa história nos campos de futebol.
PS: Isso mesmo o que o amigo está pensando: e quando temos alguém que segue à risca essa lição, como Neymar, é achincalhado e repudiado por meio mundo.
Caro Mestre, concordo com a tese, mas quanto a Neymar, tenho algumas restrições. Não ao futebol dele(que sejamos sinceros já foi bem mais ousado e eficaz), mas ao seu comportamento que tem muito pouco de profissional. Sai de barcelona sem falar quase nada de espanhol(talvez tenha aprendido algum Catalan), chega a Paris endeusado e menos de 6 meses depois já sai vaiado de campo. Aos 26 anos ainda é chamado de ‘menino”, talvez pelo comportamento egocêntrico que não faz a menor questão de evitar. foi insensível e pouco inteligente nos episódios envolvendo Cavani. Concordo que não se deva achincalhá-lo, mas temo que a idolatria só reforce sua imaturidade e certa arrogância.
O menino e a bola eh a historia do futebol brasileiro. Neymar no entanto eh um espelho na nossa politica, aonde, inexiste respeito pelo ser humano e pela lei.
Como diz a cancao do Milton Nascimento: “o artista precisa ir aonde o povo esta”. O artista reverencia o publico como fonte de seu sucesso.
Hoje em dia o maior status de um jogador não é sua qualidade e sim o alto salário que ganha. O Messi, o Cristiano Ronaldo e o Neymar são considerados os maiores do mundo, no entanto ainda não foram campeões mundiais por suas seleções e coincidencia ou não, só conseguiram esse status na Espanha, onde lá os grandes são gigantes e os pequenos minúsculos devido a gigantesca diferença economica entre os clubes.
Querido Mestre o texto, abaiso, entre aspas duplas esta no G1, E parece confirmar minha educada diatribe ai de cima. A noticia toda revela a preocupação da direção do PSG, não somente com a saída de Neymar, mas principalmente em dar-lhe o privilégio de ter suas atividades extra-campo respeitadas.
“”Meia temporada disputada teria sido o suficiente para fazer com que Neymar se arrependa de ter escolhido o Campeonato Francês, considerado por ele “muito defensivo e fisicamente violento”. As informações são do jornal francês “L’Équipe”” .
Olha, Brasil não ganha a copa não. Pq?
1. Remanescentes do 10 x 1. Tipo Daniel Alves, Marcelo. Tiago Silva. Carimbo de vergonha mundial nas testas
2. Alisson. Tem goleiros melhores. Ederson, Grohe. Cássio..
3. Neymar. Individualista ao extremo. Mata a maioria dos contrataques só pra fazer firula. Atrasa as boas jogadas de ataque. Não tem espírito de seleção.
4. Tite (se não mudar, já era).Demonstrou principalmente nas últimas partidas que não sabe furar retrancas.
# Palpite. Alemanha ou Espanha. Tenho dito.