Última e emocionante rodada

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Não podia Ter sido mais constrangedora a despedida do Palmeiras, de tantas expectativas iniciais, do Brasileirão, ao levar de 3 a 0 do Furacão. E olhe que foi pouco, pois Prass fez duas defesas milagrosas no início do segundo tempo e ainda o juiz deixou de marcar mais um pênalti para os paranaenses, além daquele convertido no primeiro tempo por Ederson.

O consolo foi o Verdão terminar como vice-campeão, ao lado do Santos, em pontos perdidos (ganha pelo saldo de gols).

Agora, é esperar que com Roger Machado no comando, mais Lucas Lima e Diogo Barbosa em campo, o Verdão consiga os títulos tão esperados no próximo ano.

Já o Santos, que saiu na frente, com um gol de Copete, na Vila, permitiu o empate diante do rebaixado Avaí, e espera pelo desmanche que já está ocorrendo pelas praias caiçaras pra ver o que fará na Libertadores seguinte. Libertadores que se vulgarizou com tantas vagas abertas para o futebol brasileiro depois da saída dos mexicanos e dos prêmios distribuídos entre Copa do Brasil, Sul-Americana e o aumento dos classificados no Brasileirão, além da conquista da própria Libertadores anterior, vencida desta vez pelo Grêmio.

Serão nove, agora, se o Flamengo, que venceu o Vitória na rodada final do Brasileirão, vencer a Sul-Americana, nos confrontos decisivos com o Independiente de Buenos Aires.

E, nessa perspectiva estavam até o São Paulo e a Chapecoense, dois sérios candidatos ao descenso ao longo de todo o campeonato.

Pois, o São Paulo conseguiu empatar com o Bahia, outro candidato à última vaga da Libertadores, no Morumbi, por 1 a 1, o que desfez o sonho quase impossível de ambos. Claro, o tricolor amigo dirá, não sem alguma razão, que isso foi consequência das ausências de Hernanes, o cara que tirou o time do sufoco do rebaixamento iminente, e de Pratto, o artilheiro de poucos gols.

Mas, o fato é que um clube da dimensão do São Paulo não pode seguir nessa toada na próxima temporada. E não mudará o curso se depender da opinião das torcidas organizadas, como pretende a diretoria ao consultá-las ainda outro dia sobre quais reforços deveriam ser tentados. Afinal, deve-se a ela a execração dos melhores jogadores que serviram ao time nos últimos  anos.

Por fim, um remendão do campeão Corinthians acabou salvando a pátria do Sport, na Ilha do Retiro, ao perder por 1 a 0, gol de André, de cabeça, já no segundo turno. De positiva, a experiência feita com o menino Rodrigo, tido em Itaquera como o novo Sócrates. Exagero! Mas, o garoto deu mostras de que sabe tocar na bola, o que é sempre um alento neste nosso futebol tão insosso.

E assim ficou mais uma vez provado para os defensores do mata-mata como solução antiga e falida para dar emoção ao campeonato que isso está na lata do lixo da história. Pergunto: quantas emoções estavam espalhadas pelos campos do Brasil na última rodada, mesmo com um campeão definido? Faça as contas, meu.

 

7 comentários

  1. Derrota vexatória, o técnico queria que tudo se explodisse. Caiu a máscara!!!!
    As notas do Palmeiras:
    ALBERTO VALENTIM: WAY BELOW ZERO, THE ZERO ABSOLUTE!
    Fernando Prass [GOL]: 1,5
    Fabiano [LAD]: 2,0
    (Deyverson [ATA]: 0,5)
    Yerry Mina [ZAG]: 1,0
    Luan [ZAG]: 1,0
    Michel Bastos [LAE]: 1,5
    Thiago Santos [VOL]: 1,0
    Moisés [MEI]: 1,5
    (Guerra [MEI]:0,5)
    Keno [ATA]: 2,5
    Dudu [ATA]: 2,5
    Willian [ATA]: 2,0
    (Hyoran [MEI]: 1,5)

  2. Alberto, concordo em tudo com o que escreveu sobre a emoção vivida nos pontos corridos.
    E isso não se deve ao fato do meu time ter consagrado o campeonato, como você mesmo alegou em suas palavras, deve-se ao fato que no campeonato de pontos corridos existem muitas “finais”.
    E é isso que se motiva os clubes a sempre exigirem o máximo desde a primeira partida.
    Parabéns por ter uma visão super acertada do que muitos pensam também.
    Aos que são contra, com todo o respeito, virem e revirem o lixo para outras soluções, se é que existe.
    Um forte abraço e saudações.

  3. O Palmeiras é o exemplo maior no Brasil de time formado por jogadores de nível médio/baixo vendidos para a torcida como jogadores de alto nível. Isso é um fenômeno não só no Palmeiras mais no futebol mundial de uma forma geral. O marketing dos grupos financeiros por trás dos clubes, atletas e patrocinadores turbinam seus produtos(jogadores) para valorizá-los ao máximo custe o que custar. Como já disse aqui, jogador de futebol virou uma commoditie quem pagar mais leva. Tem muito palmeirense confundindo Ademir da Calçada com Ademir da Guia

  4. E Tite parece começar a acordar para a copa. Espero que não seja ou tenha sido tarde demais. Too late como dizem os americanos. Ao admitir novas convocações, e que um esquema mais ofensivo poderá ser testado, Tite parece que começa a enxergar que nosso ponto fraco é o meio de campo. O jogo contra a Suiça será definitivo para as pretensões do Brasil na copa. A seleção não pode nem sequer pensar empatar a partida sobre pena de, ou pegar a Alemanha sendo segundo do grupo, ou até mesmo nem avançar às oitavas. E para ganhar o jogo da super retranca dos suiços, testada e ensaiada à exaustão nas eliminatórias europeias, tem que mudar o atual esquema com 3 volantes que a seleção joga. O meio de campo terá que ter velocidade e criatividade para furar o bloqueio suiço, terá que ter jogador com excelência e velocidade no drible, e no passe e não me venham dizer que com Casemiro, Paulinho mais Renato Augusto vamos ter essa característica. Mantido o atual esquema e com esses jogadores ai, preparem-se para muitas emoções.

  5. João, é por este motivo que existem os amistosos, principalmente os europeus.
    Apesar de Tite ter jogado pouco com seleções européias, ele já possui uma idéia melhor e mais avançada quanto ao ataque, como você mesmo alegou.
    Se precisarmos um pouco, todas as seleções jogarão retrancadas contra o Brasil, principalmente na primeira fase.
    Ao passarmos, vamos encarar outro tipo de jogo, aí entra a boa e velha marcação alta que Tite se fez valer no corinthians.
    Tudo ao seu tempo, meu caro amigo, e verá o Brasil jogar um futebol competitivo, talvez não bonito, mas o suficiente para levantarmos o caneco, acredite.
    Grande abraço e saudações.

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